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 Julgamento: Apito Dourado

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Xô Esquerda



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MensagemAssunto: Re: Julgamento: Apito Dourado   Qui Fev 28, 2008 8:01 pm

Valentim e João Loureiro pronunciados


Valentim Loureiro foi hoje pronunciado, juntamente com o filho João Loureiro, por corrupção desportiva activa, em mais um processo do Apito Dourado. Em causa está a arbitragem do jogo Boavista-FC Porto. O árbitro Jacinto Paixão e o observador da Liga Pinto Correia também irão a julgamento por corrupção desportiva

Valentim e João Loureiro foram hoje pronunciados por corrupção desportiva activa pelo Tribunal de Instrução Criminal do Porto.

Jacinto Paixão, árbitro, e Pinto Correia, observador da Liga de Clubes, também foram pronunciados por corrupção desportiva passiva, enquanto que Júlio Mouco, membro da Comissão de Arbitragem da Liga suspeito do mesmo crime, não irá ser levado a julgamento.

Está em causa a alegada corrupção da equipa de arbitragem do jogo Boavista-FC Porto, realizado na época 2003/04 da Superliga, inquérito cuja acusação foi dada pela Equipa de Coordenação do Processo Apito Dourado (ECPAD), liderada por Maria José Morgado.

De acordo com os autos, João Loureiro, após ter sabido junto de Júlio Mouco que Jacinto Paixão seria o árbitro nomeado, terá pedido a Pinto Correia para este falar com o árbitro de modo a que o Boavista fosse favorecido. Pedido a que o observador de árbitros acedeu.

Após a partida realizada a 3 de Abril de 2004, que o Boavista perdeu por 1-2, Jacinto Paixão ligou a Valentim Loureiro para lhe explicar que «não se podia fazer mais!...», segundo as escutas telefónicas realizadas pela Polícia Judiciária.

O então presidente da Liga de Clubes terá compreendido as desculpas de Paixão ao afirmar: «Eu vi. eu vi. Aquilo esteve mal! Um... pronto... foi azar».

De acordo com a acusação da procuradora Glória Alves, membro da ECPAD, a contrapartida para Jacinto Paixão foi a boa nota dada pelo observador da Liga, matéria que lhe foi garantida pelo próprio Valentim Loureiro: «eu falei lá com o homem e tal (...) tem boa nota, e tal... (...) Isto está a correr bem», prometeu.

Recorde-se que no passado dia 12 de Fevereiro, aquando da sua deslocação ao TIC do Porto para o debate instrutório deste processo, Valentim Loureiro afirmou publicamente que «vai ser 15-0!» acrescentando «isso não vale nada. Não me provoquem».

«Naturalmente que isto me faz perder tempo, mas vai contribuir para uma justiça mais séria. Quando acabar aqui vai começar noutro lado. Eu não vou ficar parado» disse ainda.

Valentim Loureiro processou o Estado através de uma acção em que reclama 250 mil euros, a título de indemnização por danos morais e prejuízos na sua carreira política.

Neste momento, Valentim encontra-se também a ser julgado no Tribunal de Gondomar pela acusação da prática sob a forma de cumplicidade de 26 crimes dolosos de corrupção activa e autoria de um crime doloso de prevaricação.

sol


Última edição por Xô Esquerda dia Qui Fev 28, 2008 8:03 pm, editado 2 vezes
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Xô Esquerda



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MensagemAssunto: Re: Julgamento: Apito Dourado   Qui Fev 28, 2008 8:02 pm

Valentim surpreendido com pronúncia


O presidente da Assembleia Geral da Liga de Clubes convocou uma conferência de imprensa para a sede da organização para falar sobre os processos judiciais de corrupção desportiva no qual está envolvido. A Comissão Disciplinar da Liga continua a investigar processos disciplinares

Valentim Loureiro diz que ficou «surpreendido» com a ida a julgamento hoje decidida pelo Tribunal de Instrução Criminal do Porto. Numa conferência de imprensa dada na sede da Liga de Clubes, Valentim diz que está de «consciência tranquila» em relação à pronúncia por corrupção desportiva activa de que foi alvo.

O presidente da Assembleia Geral da Liga de Clubes disse ainda que não falou com nenhum dos outros acusados (o filho João Loureiro, o árbitro Jacinto Paixão ou o observador Pinto Correia) antes do jogo Boavista/Estrela da Amadora. «Foi o Jacinto Paixão que me ligou e disse que não podia fazer mais», afirmou.

A conferência de imprensa foi convocada cerca de uma hora antes por um fax anónimo que referia simplesmente «processos judiciais» como assunto para o encontro. Apesar de ser presidente da Assembleia Geral da Liga de Clubes, fontes desta instituição mostraram-se surpreendidas com a convocação de uma conferência de imprensa sobre um assunto que nada tem a ver com a instituição, mas sim com o cidadão Valentim Loureiro.

As mesmas fontes recordam ainda que continuam a decorrer as investigações relacionadas com os processos disciplinares abertos aos dirigentes de clubes profissionais e árbitros de jogos da Superliga e Liga de Honra envolvidos nos processos Apito Dourado.

No entanto, a Comissão Disciplinar da Liga nada poderá fazer contra Valentim Loureiro. Pelo facto de as suspeitas existentes incidirem sobre uma altura em que foi presidente daquela instituição, só o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Clubes poderá investigar os alegados ilícitos disciplinares praticados por Valentim.

No encontro, inicialmente convocado para fazer um balanço das 15 certidões extraídas do processo original Apito Dourado contra Valentim Loureiro, o ex-líder máximo do futebol português confessou que aquele encontro deveria servir para informar a opinião pública sobre o arquivamento de todos esses processos. «Mas fui surpreendido com a decisão da senhora juíza do Tribunal de Instrução Criminal do Porto», afirmou.

sol
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MensagemAssunto: Re: Julgamento: Apito Dourado   Qui Fev 28, 2008 8:05 pm


It's an injustice, it is...
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Xô Esquerda



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MensagemAssunto: Re: Julgamento: Apito Dourado   Qui Fev 28, 2008 8:12 pm

«Eu gravei as pulseiras. Tinham lá o nome dos árbitros»


Um ourives contou esta tarde no Tribunal de Gondomar como erama feitas entregas de pulseiras em ouro ao presidente do Gondomar. «Era aos domingos, quando havia futebol, por volta da uma hora», relatou outra testemunha

O ourives Fernando Ribeiro, que forneceu José Luís Oliveira de artigos em ouro pelo menos desde Novembro de 2002 a Abril de 2004, disse hoje no Tribunal de Gondomar que, em duas ocasiões, entregou pulseiras com inscrições alusivas aos jogos S.L. Benfica - Gondomar Sport Clube (Novembro de 2002) e Paços de Ferreira -GSC (eliminatória seguinte).

«Eu gravei as pulseiras. Tinham lá o nome dos árbitros», afirmou.

Apenas em relação a estas duas ocasiões -- jogos a contar para a Taça de Portugal, onde os árbitros principais seriam António Taia, no primeiro caso, e Nuno Almeida, no segundo --, a testemunha se sentiu à vontade para responder ao tribunal que sabia que destino teriam as peças, uma vez que as inscrições não deixam marcas para dúvida.

Sobre as restantes entregas, que ocorreram semanalmente (com algumas excepções), sempre ao fim-de-semana e antes dos jogos do Gondomar, o ourives responde, num primeiro instante: «Eu limito-me a fazer o meu serviço».

Questionado pela Acusação se tinha consciência que aquele ouro era para os árbitros, respondeu «sim».

Durante um ano e cinco meses, terá feito entregas no valor total de cerca de 14 mil euros (parte deste valor só recebeu na justiça, numa acção intentada no Tribunal de Gondomar).

As entregas eram feitas quase sempre em sua casa, aonde se dirigia, por norma, José Luís Oliveira. Em algumas ocasiões que o presidente do GSC não pôde, foi Joaquim Castro Neves quem levantou o ouro.

Por quatro vezes, o ourives entregou as peças em ouro noutros locais: duas vezes no campo do GSC, uma no café Giardino (entrega que a Polícia Judiciária vigiou) e outra noutro restaurante ou café cujo nome não recordava.

«Normalmente eram entregas no valor de 700 euros, onde se juntavam cinco ou seis peças», relatou Fernando Ribeiro.

As entregas eram feitas num «saco azul» que continha normalmente seis caixinhas. Na relação de vendas do ourives a José Luís Oliveira que consta dos autos, estão entregas no valor de mil euros, que a testemunha esclareceu serem colares de senhora.

Recorde-se que, de acordo com o testemunho dos inspectores da PJ que vigiaram a entrega no Giardino, em certa ocasião foram pedidos mais objectos que o costume por alguém da família dos destinatários dos presentes fazer anos.

A quantidade de objectos variava, mas as entregas, à excepção daquelas que incluíram jóias de senhora, nunca excediam o total de 700 euros.

Esta tarde, o tribunal ouviu ainda Mário Ribeiro, ourives e pai da testemunha anterior, que recebeu «três a cinco vezes» José Luís Oliveira em sua casa para lhe entregar o ouro, quando o filho estava para fora.

«Era aos domingos, antes do futebol, por volta da uma hora [da tarde]», relatou. «Faz ideia para quem era mas não tem é certeza?», perguntou-lhe o procurador Gonçalo Silva. «Exactamente», respondeu três vezes Mário Ribeiro.

Recorde-se que os artefactos em ouro apreendidos em casa dos árbitros arguidos neste processo tinham a punção – marca de contraste única para cada fabricante – da F. Ribeiro.

sol
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MensagemAssunto: Re: Julgamento: Apito Dourado   Qua Abr 09, 2008 5:54 pm

O futebol português "é uma mentira"


Pimenta Machado designou os processos judiciais de "fait-divers"

Amargo e acutilante, Pimenta Machado declarou: "O futebol português é uma mentira" e os processos na justiça por alegada corrupção, não passam de "apêndices e fait-divers". O ex-presidente do Vitória de Guimarães foi a figura central da sessão de julgamento de ontem do processo "Apito Dourado", em Gondomar. Descontraído, com pitadas de humor, Pimenta Machado seria breve e lacónico na audiência, mas, no final, incisivo perante os jornalistas.

A interrupção dos trabalhos do tribunal, enquanto não chegava o ex-dirigente, pareceu indiciar a importância das machadadas que haveriam de bramir no exterior do edifício. Se o futebol é uma mentira, os processos mediáticos "são pormenores, tenham a coragem de ir ao âmago da questão". E acusou: "Não querem resolver, só empolam o lateral. O futebol foi assim durante os últimos 50 anos. Agora dá jeito falar de Pinto da Costa. Está na moda". E o antigo dirigente, agora empresário a residir em Lisboa, questionou: "Porque não se fala das décadas de 50, 60 e 70 em que, inclusive, houve um presidente de um clube que entrou de pistola no balneário a coagir um árbitro? Tudo isto é um circo".

Sempre peremptório, o homem que dirigiu durante 24 anos o Vit. de Guimarães recordou que, já em 1993, dava entrevistas a denunciar a situação. Porém, "nessa altura toda a gente assobiava para o lado", lamentou, mostrando recortes de jornais demonstrativos desses alertas.

Pimenta Machado falou do caso em que o antigo árbitro Rui Mendes se lhe queixou de pressões de Nemésio de Castro, da Comissão de Arbitragem (CA) da Liga, para beneficiar o Campomaiorense, num jogo com a União de Leiria. Dado o Vit. de Guimarães ir defrontar o Campomaiorense, pediu uma audiência à CA da Liga. Nemésio de Castro "negou" as pressões, "mas ficou ruborizado" .

Daí, confirmou, ter aconselhado Rui Mendes a denunciar o caso à PJ e não à Liga, pois "era o mesmo que nada, era presidida por Valentim Loureiro". Mais, disse ainda ao Tribunal: "As minhas participações eram arquivadas". Em 2004 saíu do futebol "altamente desiludido". "Pode ir embora", ordenou o presidente do colectivo de juízes. Ao que Pimenta Machado, já de pé, lembrou: "Alguém tem de pagar as despesas".

Pinto da Costa no dia 22

O líder do FC do Porto vai ser ouvido na tarde do próximo dia 22, como testemunha de Pinto de Sousa. Em causa, as declarações de Carolina Salgado, a "escritora".

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MensagemAssunto: Re: Julgamento: Apito Dourado   Qua Abr 09, 2008 6:27 pm

ISTO E TUDO UMA CHANCHADA!!!! Ainda ontem um PEDOFILO levou 4 anos de PRISAO!!! Esse Pais NAO PODE SER certo da cabeca!!!Esta faltando algum parafuso na JUSTICA!!
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Julgamento: Apito Dourado

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