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 Angola

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ypsi



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MensagemAssunto: Angola   Sex Set 21, 2007 4:44 am

Eduardo dos Santos completa 28 anos de poder em Angola



Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, completa hoje 28 anos no poder, o que o coloca entre os líderes africanos com maior longevidade política.

Em África, somente o gabonês Omar Bongo, que ascendeu ao poder em 1967, e o líbio Muhammar Khadafi, em 1969, governam há mais tempo no poder.

No entanto, as circunstâncias políticas que enquadraram os 28 anos de poder de José Eduardo dos Santos, marcados por conflitos armados internos e intervenções externas no apoio a aliados no continente, para além das riquíssimas reservas de hidrocarbonetos e de diamantes que o país dispõe, colocam-no na mira de organizações não-governamentais como a «Human Rights Watch» (Vigilância dos Direitos Humanos) e «Amnistia Internacional».

1º de Janeiro (21-09-2007)
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Xô Esquerda

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MensagemAssunto: Re: Angola   Dom Fev 03, 2008 10:38 am

Angola: Populares recuperam das chamas notas que estavam a ser destruídas pelo Banco de Angola

3 de Fevereiro de 2008, 16:18

Benguela, Angola, 03 Fev (Lusa) - Uma quantia não especificada de notas de 50 e 100 Kwanzas (um euro) foram recuperadas por populares em Benguela, litoral de Angola, quando estavam a ser queimadas por funcionários do Banco de Angola.

A queima do dinheiro foi realizada por as notas conterem defeitos de conservação, informou a Rádio Ecclesia.

A emissora católica de Angola adianta que as notas recuperadas já estão a circular nos mercados da região e estão a ser aceites.

Este episódio aconteceu quando funcionários ao serviço do Banco de Angola despejaram nos arredores da cidade dois contentores de notas para serem destruídas pelo fogo.

No entanto, dezenas de populares alertados para o facto, dirigiram-se ao local e ainda conseguiram recuperar parte do dinheiro que estava a ser consumido pelas chamas.

A Agência Lusa tentou sem sucesso obter um comentário do Banco de Angola por ser Domingo.

No entanto, a Ecclesia ouviu um responsável que, recusou comentar o assunto "por ser melindroso".

RB.

Lusa/Fim
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Xô Esquerda

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MensagemAssunto: Re: Angola   Dom Fev 03, 2008 10:39 am

Angola: Tchizé dos Santos lança forte apelo à tolerância na sociedade angolana

3 de Fevereiro de 2008, 15:07

Luanda, 03 Fev (Lusa) - A jornalista e empresária angolana Tchizé dos Santos, publicou um texto no Semanário Angolense onde faz um veemente apelo à tolerância dos angolanos.

Neste texto, a filha do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, entre outras nacionalidades, lembra os seus compatriotas que "os portugueses não têm culpa" que em Angola se goste tanto do "seu" bacalhao com natas".

A propósito de uma canção do músico Dog Murras, em cuja letra são apontadas algumas das gritantes discrepâncias entre ricos e pobres na sociedade angolana, Tchizé dos Santos admite concordar com "algumas verdades" cantadas pelo "compositor genial" em "Angola Bwé de Caras".

Esta música foi lançada envolta em alguma polémica porque, alegadamente, a Rádio Nacional de Angola (RNA, estatal) não aceitou passá-la na sua programação.

No entanto, Tchizé dos Santos, aproveita o ensejo para alargar a sua mensagem e, dirigindo-se a Dog Murras, como figura pública, defende que este não devia "fomentar a desunião e a frustração que todo o povo angolano vive" num país que "anseia" pela reconstrução e total recuperação dos efeitos nefastos da guerra que terminou apenas em 2002.

"Ninguém gosta de ser lembrado que vive num país com dificuldades, estradas esburacadas, paludismo e outros problemas", atira Tchizé dos Santos, sublinhando que "todos estão expostos" a esta realidade, "ricos ou pobres".

A jornalista e empresária defende que "todos", apesar das dificuldades, "amam a sua terra" e, por isso, "todos" devem "trabalhar unidos por uma Angola melhor".

No texto de página inteira publicado este fim-de-semana pelo Semanário Angolense, depois de dizer que em todo o mundo há poderosos, "delinquentes de colarinho branco", que passam por cima de outros, apelando à união dos seus compatriotas para enfrentar as dificuldades.

Nesta prosa, a filha de José Eduardo dos Santos, diz que um dos problemas é que, "infelizmente", alguns "pseudo novos-ricos" angolanos "esquecem as suas origens" e querem "passar por cima do seu vizinho que saiu do mesmo bairro e acham que têm direito a tudo na lei da força".

Num dos versos de "Angola Bwé de Caras", Dog Murras canta: "Angola do petróleo, do diamante e muita madeira/ Angola do paludismo, febre tifóide e muita diarreia... Angola dos herdeiros que não fazem nada e têm bwé da massa/Angola do kota honesto que bumba(trabalha) bwé e não vê nada..."

Aproveitando ainda a ocasião para sublimar um putativo mal estar em alguma sociedade angolana para com os estrangeiros, Tchizé dos Santos diz que a "culpa" não é dos chineses pela herança angolana com poucos quadros capazes de fazer as obras que eles(chineses) fazem com rapidez.

O mesmo sentimento é apontado a "franceses, brasileiros etc...", questionando Tchizé: "Quem trabalha de graça na terra dos outros? Claro que os expatriados têm que ser recompensados por estarem na nossa terra dos buracos, do paludismo e da poeira".

Zairenses, malianos ou senegaleses são ainda lembrados. Mas, também para os portugueses, sobre os quais se diz amiúde em Angola que são amados e odiados na mesma proporção, fruto de cinco séculos de colonialismo e uma significativa presença desde a independência de Angola em 1975, Tchizé dos Santos tem uma apaladada palavra.

"E por fim os portugueses também não têm culpa do facto de gostarmos tanto dos seus chouriços, bacalhau com natas, Sumol de ananás e cerveja Sagres em vez de valorizarmos a nossa Cuca, Nocal e o Yuki ou a Chikaungua da terra, nas festas onde agora finalmente já dançamos as músicas dos nossos cantores e compositores sem vergonha", diz.

O cantor Dog Murras, na sua polémica canção de clara intervenção social, termina o poema lembrando: "Angola do rico é rico, muito conceito com preconceito/Angola do pobre é pobre, que nasce pobre e morre pobre.

Este posicionamento da filha de José Eduardo dos Santos surge ainda num momento em que um CD pirata chamado "Variada 2008" foi posto à venda em Luanda, merecendo veementes críticas de sectores políticos e sociais por conter fortes apelos à discriminação racial e violentas acusações ao Chefe de Estado e outros elementos do governo angolano.

RB.

Lusa/Fim
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MensagemAssunto: Re: Angola   Dom Fev 03, 2008 11:14 am

A TAL que o PAIZINHO EDUARDO gastou 2 000 000 no casamento!!!
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Xô Esquerda

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MensagemAssunto: Re: Angola   Ter Fev 05, 2008 5:49 am

Angola: Sociedade discute discriminação racial no BI (c/fotos)

Luanda, 05 Fev (Lusa) - A polémica identificação racial nos bilhetes de identidade angolanos foi legalmente decidida pela Assembleia Nacional há quase uma década, mas agora, a sete meses das eleições legislativas no país, a sociedade volta a discutir a medida.

9:45 | Terça-feira, 5 de Fev de 2008

Luanda, 05 Fev (Lusa) - A polémica identificação racial nos bilhetes de identidade angolanos foi legalmente decidida pela Assembleia Nacional há quase uma década, mas agora, a sete meses das eleições legislativas no país, a sociedade volta a discutir a medida.

Os cidadãos angolanos têm no bilhete de identidade a sua "raça" discriminada por "negro", "misto" ou "branco", desde 2000, ano em que foi votada a melindrosa lei no Parlamento.

Mas o assunto foi, entretanto, esquecido. Até que, nos últimos dias, os jornais e as rádios de Luanda o fizeram renascer das cinzas.

A Rádio Ecclesia, emissora da Igreja Católica angolana, e os jornais privados Semanário Angolense e Agora deram largo destaque à questão.

Este último assumiu em manchete que o ítem raça deverá ser anulado no Parlamento antes das legislativas de Setembro, embora no corpo da notícia este título não esteja sustentado.

No Semanário Angolense, na parte mais nobre da edição, é avançada a questão: "Raças no BI: Sim ou não?"

Este semanário pergunta ainda: "É proibido voltar a discutir?" O assunto regressou mesmo à ordem do dia como um dos temas de topo da actualidade angolana.

O que emerge com clareza é que esta é uma realidade que a sociedade angolana não conseguiu "encaixar" ao longo dos últimos oito anos.

A iniciativa parlamentar que permitiu a inclusão da identificação racial no BI angolano partiu do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), que tem a maioria absoluta no Parlamento e é poder no país desde a independência, em 1975.

Justino Pinto de Andrade, economista e um dos mais respeitados analistas políticos angolanos, diz que "discriminar através do elemento racial é um erro histórico".

E recorda que "até o sistema colonial acabou por entender - na década de 1960 - que esse elemento não fazia sentido pondo-lhe fim".

"Ninguém se pode esquecer que há muitos exemplos na História da Humanidade - o nazismo - onde esse elemento serviu para um exercício de crueldade tremendo", sublinha Pinto de Andrade.

E, para Pinto de Andrarde, "restam poucas dúvidas de que na génese desta iniciativa política - através da sua aprovação na Assembleia Nacional - esteve a intenção de excluir", porque, embora sem nomear, lembra que "se não for a intenção de excluir, não é fácil encontrar outra razão".

"Este é um grande desafio para a sociedade angolana, porque o futuro passa pela aceitação cabal da diferença e quem pensar o contrário está a agir contra a maré da História", enfatiza.

Para alterar este cenário, "só com outra mentalidade vai ser possível", defende, adiantando que isso se deve ao facto de "se estar a falar de pessoas e não de partidos".

E justifica: "Esta é uma questão transversal no cenário politico-partidário angolano", porque "alguns partidos da oposição, incluindo a UNITA, não tomaram uma posição muito clara sobre esta matéria".

Também o sociólogo Paulo de Carvalho defende ser este, "como outro qualquer", um bom momento "para resolver o problema".

E, em conversa com a Lusa, diz só encontrar uma justificação para se ter "introduzido" em Angola este elemento identificativo: "A intenção de excluir."

"Com isto pretende-se apenas levar as minorias a terem consciência de que são, de facto, minorias e devem permanecer no seu canto".

Paulo de Carvalho, indo à memória, sublinha que "em 1969 - seis anos antes da independência, que teve lugar em 1975 - os documentos de identificação em Angola já não continham este elemento".

E mesmo o argumento usado pelas autoridades para a existência do ítem racial nos BI, que é o de facilitar a identificação, não colhe junto de Paulo de Carvalho.

"Se fizesse sentido essa justificação, então esses elementos poderiam ficar apenas na folha de registo e não de acesso público", adverte.

Para o sociólogo, há apenas uma certeza: "Esta discriminação não reflecte a realidade angolana e pode gerar mal estar social."

O sociólogo coloca ainda uma questão sem resposta na actual lei: "Então que raça é aplicada aos muitos chineses que já são ou vão ser angolanos no futuro breve?"

Actualmente há milhares de cidadãos oriundos da China a trabalhar em Angola no âmbito do processo de reconstrução nacional.

Entretanto, para a UNITA, maior partido da oposição, que votou contra esta iniciativa do MPLA em 2000, a questão é muito simples: "Foi um erro e agora só resta uma alternativa que é corrigir esse erro".

Adalberto da Costa Júnior, porta-voz da UNITA, lembra que a medida "foi contestada" pelo seu partido e defende que "quem protagonizou o erro deve agora, sem embaraços, avançar com uma iniciativa que ponha fim ao absurdo".

"A cidadania não é nem pode ser condicionada a questões desta natureza", diz Júnior, salientando que "a reconciliação nacional - iniciada com o fim da guerra em 2002 - ainda não é um processo acabado e, mesmo não impedindo esse processo, a discriminação racial também não o facilita".

Contactado pela Lusa, o deputado e porta-voz do MPLA, Norberto dos Santos "Kwata Kanawa", diz desconhecer quaisquer polémicas em torno desta questão e recorda que se alguém está interessado em discutir o assunto no Parlamento deve avançar com uma iniciativa nesse sentido.

"Se assim for, o MPLA vai discutir o assunto nessa altura. Até ao momento desconheço que esse seja o caso", disse de forma sucinta Norberto dos Santos.

Lusa/fim
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MensagemAssunto: Re: Angola   Dom Fev 10, 2008 9:41 am

Governo angolano reconhece atrasos nos vistos

08.02.2008 - 18h40

Por Lusa

O ministro-adjunto do primeiro-ministro angolano reconheceu hoje em Lisboa, que a introdução da nova lei dos estrangeiros está a criar "dificuldades" na emissão de vistos, após ter sido confrontado com queixas de atrasos de vários empresários com interesses no país.

Respondendo na conferência "A Internacionalização da Economia Angolana: Desafios e Oportunidades", o ministro Aguinaldo Jaime recomendou aos empresários que façam por escrito as suas reclamações ao seu gabinete, através de organizações como a Associação Comercial de Lisboa (ACL), anfitriã do evento de hoje.

"Nós no governo tomamos as decisões, mas estamos cá em cima. Quem as aplica são outras pessoas, e muitas vezes temos dificuldade em tomar conhecimento das situações do dia-a-dia", afirmou hoje Aguinaldo Jaime.

O ministro angolano reconheceu que as informações de que dispõe contrariam as suas expectativas iniciais de que o processo de emissão de vistos pudesse ser acelerado com as novas disposições legais.

Estas disposições incluem nomedamente a obrigatoriedade de apresentação de uma carta-convite assinada e carimbada em papel timbrado (para empresas) ou reconhecida em notário (individuais) e a necessidade de ser o requisitante a apresentar-se em pessoa para pedir do visto, o que tem criado grandes filas à porta do consulado angolano em Lisboa.

"Há um esforço que as autoridades têm de continuar a fazer para evitar criar dificuldades adicionais", afirmou o ministro angolano, perante cerca de duas centenas de empresários que enchiam o Salão Nobre da Associação Comercial de Lisboa, na baixa da capital.

Aguinaldo Jaime ouviu hoje sobretudo louvores à pujança da economia angolana - do ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Martins da Cruz, a quem coube a apresentação do orador "estrela" do evento, do administrador do AICEP Rui Marques e também do presidente da ACL, Bruno Bobone - mas também reparos de alguns empresários presentes.

Estes incluíram, além da demora na emissão vistos, a "burocracia" da agência responsável pela canalização dos projectos de investimento estrangeiro (ANIP), o elevado custo das passagens aéreas, as dificuldades de encontrar alojamento na capital angolana, e também a escassez de mão-de-obra qualificada.

Aguinaldo Jaime prometeu transmitir "a quem de direito" as questões colocadas, e recordou os objectivos de modernização do governo e os projectos em curso, ao nível institucional e das infra-estruturas.

Sobre as necessidades de formação, afirmou que ensino profissional está a ser reactivado no país, salientando que "se calhar foi um erro" após a independência acabar com as escolas de indústria e comércio do tempo colonial.

Quanto à hotelaria, referiu, estão em construção 11 novas unidades hoteleiras só em Luanda, que deverão evitar episódios recentes como o desalojamento súbito de hóspedes com reservas e diárias pagas para conseguir instalar altos dignitários estrangeiros de visita à capital angolana.

Em relação aos voos, salientou que a situação foi agravada pela suspensão dos voos da TAAG para a Europa, que, ironizou, "se calhar" terminará durante a próxima visita a Angola de Nicolas Sarkozy, presidente da França, país cujas autoridades aeroportuárias terão sido origem das queixas que motivaram a decisão de inclusão da transportadora aérea angolana na "lista negra" europeia.

Apesar das oportunidades criadas pelo crescimento da actividade económica, "Angola não é um oásis", afirmou o ministro angolano.

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MensagemAssunto: Re: Angola   Sab Fev 23, 2008 6:49 am

Angola: Amado acredita na normalização económica, social e política do país - entrevista


13:02 | Sábado, 23 de Fev de 2008


Luanda, 23 Fev (Lusa) -O ministro dos Negócios Estrangeiros português acredita que Angola vai aproveitar o actual "momento histórico" para uma completa normalização política, económica e social.

Angola atravessa um momento histórico único em 32 anos de independência. Está há cinco anos em paz e a seis meses da realização de eleições.

Luís Amado é um espectador privilegiado da evolução histórica de Angola na última década graças às muitas visitas ao país nos diversos papeis que assumiu nos governos de Portugal.

Em entrevista à Agência Lusa, no final de mais uma visita oficial a Luanda, Amado disse que "a ideia" com que sai de Luanda é a de que "é absolutamente evidente a vontade política dos principais actores de garantirem, com responsabilidade, as condições políticas para que a estabilização do país se processe com normalidade".

"Desde a última vez que estive em Angola - há mais de um ano, na visita do primeiro ministro José Sócrates a Angola - percebo uma enorme mudança em curso, na parte económica e social. Há um desenvolvimento muito diferente daquele que encontrei nessa altura. As coisas estão bem encaminhadas do ponto de vista do processo político e a normalização desse processo é condição para o desenvolvimento de Angola".

Mas o ministro dos Negócios Estrangeiros português lembra que "Angola saiu de uma guerra prolongada. De várias guerras sucessivas. O país está desestruturado em muitos domínios: nas infra-estruturas, no seu tecido social, nas formas culturais que caracterizam as várias comunidades que compõem a nação angolana".

"Há por isso que ter a noção exacta do enorme trabalho que há a fazer e da necessidade de olhar para a realidade política angolana com responsabilidade, com serenidade...", sublinhou.

"Creio que os principais actores políticos, designadamente os principais responsáveis dos partidos políticos, têm uma leitura da situação no país que garante uma acção com responsabilidade", conclui ainda.

Nesta visita a Angola Luís Amado manteve um demorado encontro com o presidente do maior partido da oposição, Isaías Samakuva, da UNITA, defendendo a ideia de que, "como principal partido da oposição", a UNITA "tem uma visão construtiva do processo político".

"O partido entrou - em 2002 - numa fase nova da sua história política, abandonando a via militar, optando claramente pelo processo democrático e eleitoral", lembrou Amado, afirmando de seguida que Isaías Samakuva lhe deixou a "ideia clara" de que encara com optimismo as condições em que as eleições vão decorrer".

As legislativas estão apontadas para Setembro, faltando agora a formalização da data.

Sobre o processo eleitoral e o eventual apoio português nas eleições previstas para Setembro, Luís Amado lembrou a cooperação tradicional nesse sector com todos os países de língua portuguesa, mas afirmou que as autoridades angolanas estão em condições de "responder por si próprias" às "exigentes tarefas de normalização do processo eleitoral".

Amado lembra que "o recenseamento - feito em 2007 - é reconhecido pelos observadores internacionais como tendo grande credibilidade do ponto de vista técnico e é nesta perspectiva que Portugal se deve continuar a posicionar. Respondendo caso a caso, em função das solicitações que nos sejam feitas, sem nenhuma especial relevância do ponto de vista do seu papel".


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