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 Biblioteca nacional edita memórias da mulher do General Juno

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MensagemAssunto: Biblioteca nacional edita memórias da mulher do General Juno   Seg Fev 04, 2008 5:46 am

Biblioteca nacional edita memórias da mulher do General Junot sobre Portugal


Lisboa, 04 Fev (Lusa) - As impressões sobre Portugal da mulher do general napoleónico Andoche Junot quando entre 1805 e 1806 o acompanhou em missão diplomática são editadas em livro pela Biblioteca Nacional na sua colecção "Portugal e os estrangeiros".

O livro, "Recordações de uma estada em Portugal, 1805-1806", da autoria da Duquesa de Abrantes, título que Napoleão I lhe outorgaria mais tarde, será apresentado por José-Augusto França na próxima quinta-feira à tarde na Biblioteca Nacional, em Lisboa.

Laura Junot acompanhou o marido na sua visita diplomática à Corte do Príncipe Regente D. João (futuro D. João VI), entre 1805 e 1806, com o objectivo de que Portugal aderisse ao "Bloco Continental" liderado por Paris e fechasse os seus portos à Grã-Bretanha.

A obra é uma parte do original intitulado "Souvenirs d'une ambassade et d'un séjour en Espagne et en Portugal de 1808 a 1811" que Magda Figueiredo traduziu.

"Insere-se nesta tradução apenas a parte referente a Portugal, o que levou à opção editorial de adaptar o título e numerar os capítulos respectivos de uma forma coerente e sequenciada", explicou á Lusa Jorge Couto, director da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP).

A publicação desta obra cumpre "um dos objectivos da linha editorial da BNP que é a divulgação das imagens de Portugal difundidas na Europa de Setecentos e Oitocentos, por viajantes e visitantes de renome que descreveram o nosso país geográfica e culturalmente, em registos literários diversos, mas passíveis de serem agregados na tradição literária que comummente se designa por 'Literatura de Viagens'", disse Jorge Couto.

O director da BNP realçou que estas "são as memórias pessoais da mulher de Junot, num período político particularmente importante para os países descritos, e daí ser uma escrita marcada pela subjectividade".

No seu relato há "importantes omissões de factos e actores da vida política nacional", sublinhou.

"'Imprecisões' e omissões ainda justificadas, nesta apresentação, com a sua publicação quase 20 anos depois da viagem e sob pressões editoriais que impediram a consulta de fontes necessárias a uma objectividade e complemento informativo que teriam permitido a sua consideração como fonte primária para o estudo histórico desta época", ressalvou Jorge Couto.

Citando José-Augusto França, autor do prefácio, Couto afirmou que "não será por isso, porém, que estes 'Souvenirs de Portugal', não fazendo mais que explorar a veia das 'Mémoires', são interessantes, a ler como peça de história ou para-história, com a utilidade que tenham as suas informações, mesmo duvidosas".

Há a salientar, sublinhou o responsável da BNP, que Laura Junot - que depois de viúva enveredou pela escrita para sobreviver -, se movimentou "entre as mais destacadas figuras da arena político-social portuguesa, particularmente nos círculos intelectuais afrancesados".

"A embaixatriz do Império Francês descreve a sua vida social, retratando física e moralmente nomes destacados das grandes famílias portuguesas com quem conviveu", disse.

Além desta descrição dá também conta dos aspectos da vida diária de Lisboa, disse Couto.

"Refere as profissões típicas e episódios pitorescos, da sua geografia e dos seus monumentos, do funcionamento das instituições e das histórias da História que lhe são contadas".

Descreve também "as condições climáticas e geográficas do país onde, a partir de Lisboa, realiza viagens e regista as particularidades que, acreditava, seriam do interesse do seu público", afirmou o director da BNP.

A edição é ilustrada com gravuras e retratos da época reproduzidos de originais pertencentes às colecções da BNP, e é ainda complementada com um texto de Raul Brandão, incluído nos Anais das Bibliotecas e Arquivos, com o sugestivo título de "Os plágios da Duquesa de Abrantes".

Segundo o autor de "Os pescadores", "essa 'formosa estrela do Império', segundo testemunho de Almeida Garret era, quanto a letras, uma estrela ... sem luz própria".

NL.

Lusa/Fim
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