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 Julgamento: Apito Dourado

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Xô Esquerda

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MensagemAssunto: Julgamento: Apito Dourado   Dom Fev 10, 2008 9:52 am

2008-02-10

Julgamento: Amanhã, 24 arguidos no banco dos réus

Apito Dourado começa sem punições desportivas

Hermínio Loureiro prometeu 'limpar' o futebol. Valentim é o líder da Assembleia Geral do órgão que dirige e o ‘Apito’ ainda não tem resultados.

Amanhã começa o primeiro julgamento do ‘Apito Dourado’. Quase quatro anos depois das detenções da PJ terem abalado o futebol português, continua sem haver consequências desportivas para os clubes apanhados nas mais de 15 mil horas de escutas telefónicas.

Na Liga, onde o processo já foi apelidado de ‘Apito Final’, ainda não há sanções para os comportamentos dos dirigentes, enquanto na Justiça apenas o caso de Gondomar chega a julgamento.

As consequências são uma incógnita. Hermínio Loureiro já prometeu resultados até ao final da época, indiciando que não aguardará pelas conclusões dos tribunais. O que fará com que os casos onde seja provada, na Justiça, a corrupção desportiva não possam depois ser sancionados, disciplinarmente, com imediata descida de divisão do clube e a suspensão dos autores do crime. Isto se a Liga não o tiver decidido anteriormente.

Na última entrevista dada publicamente, o actual presidente da Comissão Disciplinar (CD) da Liga, Ricardo Costa, alinhou no mesmo tom de Hermínio Loureiro, prometendo resultados até ao final da presente temporada. Embora mantendo o sigilo em relação a qualquer processo em concreto, Ricardo Costa afirmou a sua entrega ao caso, sublinhando mesmo que a a credibilidade do futebol está dependente da capacidade do mesmo resolver os seus próprios problemas.

O fantasma da prescrição também existe. Alguns dirigentes garantem que os processos só foram abertos após três anos da prática dos factos, o que impossibilita a aplicação de qualquer sanção.

E mesmo que essas existam, os processos disciplinares são sempre passíveis de recurso. Aí, o caso seguirá para a Federação, sendo decidido por um órgão presidido por um vereador sem pelouro da Câmara de Gondomar.

A renúncia do juiz conselheiro Herculano Lima provocou a imediata ascensão ao cargo de António Gonçalves Pereira, vereador sem pelouro na autarquia e eleito nas listas do PSD.

Refira-se, ainda, que quase todos os dirigentes dos grandes clubes estão a ser alvo de inquéritos. Nos casos que originaram acusação e também nas situações que foram alvo de arquivamento. O mesmo se passa com a maioria dos árbitros que ainda apita na 1.ª categoria, cujas conversas interceptadas pela PJ revelam um vasto leque de cumplicidades.

PROCESSOS NA GAVETA

Quando rebentou o ‘Apito Dourado’, à frente do órgão da Liga que tutelava a disciplina desportiva estava Gomes da Silva, juiz desembargador. O magistrado também tinha sido apanhado nas escutas e até à sua saída, durante o caso Mateus, os processos do ‘Apito Dourado’ não avançaram. Foi depois Pedro Mourão, outro juiz que era vice-presidente do órgão, quem abriu os inquéritos para tentar evitar a prescrição. Acabou por sair pouco tempo depois e os casos estão agora com Ricardo Costa, jurista e presidente da Comissão Disciplinar.

EXEMPLO ITALIANO

Já o ‘Apito Dourado’ fazia há mais de dois anos capas de jornais quando rebentou em Itália o ‘Calciocaos’. As consequências desportivas foram imediatas, apesar dos recursos dos clubes as terem atenuado. A Juventus, campeã italiana, não viu o título ser promulgado, foi despromovida para a Série B e punida com a perda de 9 pontos. Fiorentina, Milan e Lazio de Roma mantiveram-se na Série A, mas começaram com menos 3, 8 e 15 pontos, respectivamente.

ATÉ AO FINAL DA ÉPOCA

Hermínio Loureiro garantiu que até ao final da época haverá punições desportivas. Os processos foram designados de ‘Apito Final’ e podem resultar em descidas de divisão.

ARQUIVADOS FORAM A LIGA

O Ministério Público enviou certidões de processos arquivados para a Liga de Clubes., porque pode haver responsabilidade disciplinar.

SPORTING É O GRANDE AUSENTE DO CASO

O Sporting de Dias da Cunha, o dirigente que não se cansava de falar do “sistema” que não permitia ao clube de Alvalade alcançar melhores resultados desportivos, é o grande ausente do ‘Apito Dourado’. Nem directa nem indirectamente, de forma clara ou meias palavras, foram detectados pedidos dos dirigentes verdes-e-brancos.

Ao contrário, Luís Filipe Vieira aparece numa escuta com Valentim a propósito da nomeação de um árbitro para um jogo da Taça, enquanto um conhecido advogado com ligações ao encarnados aparecia frequentemente a intermediar pedidos para o Benfica.

"FOI UM FANTASMA QUE FICOU"

Chegou ao Gondomar em 2005/06, já o processo tinha rebentado. Nicolau Vaqueiro é treinador da equipa da capital da ourivesaria há três épocas e do passado “dourado” apenas conhece aquilo que herdou.

“O ‘Apito’ foi como um fantasma que ficou por cá. Nas duas primeiras temporadas em que treinei o Gondomar, fomos constantemente prejudicados. Basta ver que em 2005/06, tivemos o melhor ataque, sem um pénalti a nosso favor”, sublinhou o técnico.

Ainda assim, a turma gondomarense conseguiu ficar sempre na parte superior da tabela da Liga de Honra. Argumento para Vaqueiro afirmar a sua revolta: “Com árbitros isentos, poderíamos ter ido mais longe. Significava chegar ao primeiro escalão.”

Mas se o Gondomar está na Liga de Honra, já os Dragões Sandinenses, rivais que ficaram para trás no ano do ‘Apito’, não podem dizer o mesmo.

O clube de Sandim, Gaia, está na série C da III Divisão, com zero pontos, enquanto pede uma indemnização milionária. Querem três milhões dos 24 arguidos por danos sofridos.

CLUBES SOFREM CONSEQUÊNCIAS

O julgamento do ‘Apito Dourado’ tem início apenas amanhã, mas qualquer que seja o resultado final a sair do Tribunal de Gondomar, uma coisa é certa: já há derrotados do processo, para quem o caso teve uma factura demasiado pesada.

Para o Boavista, por exemplo, que atravessa uma grave crise financeira, após o glorioso início de século que incluiu um campeonato e excelentes participações nas provas europeias. Depois do Euro’2004 e do desencadear do ‘Apito’, a família Loureiro perdeu força, o clube começou-se a afundar e hoje o Bessa é um mar de dívidas, espelhado no caso de Ali, jogador marroquino que actuou de xadrez na época 2003/04.

O médio reclama uma dívida de 245 mil euros e ameaça mesmo avançar com o pedido de insolvência da SAD boavisteira, caso esta, agora sob a liderança de Joaquim Teixeira, não lhe cubra a quantia.

Outro dos derrotados é a União de Leiria, ainda comandada por João Bartolomeu, o homem que preferia “controlar” os árbitros-auxiliares. A União teve o seu apogeu em 2002/03, quando chegou à final da Taça de Portugal, perdendo com o Porto. Hoje, é última classificada da Liga, com oito pontos. Muitos apontam ser o início do fim do clube do Lis.

BOAVISTA ACUSADO

O único caso envolvendo o Boavista que passou o crivo da acusação tem debate instrutório depois de amanhã.

CRONOLOGIA

20 DE ABRIL 2004

É desencadeada a operação ‘Apito Dourado’, com a detenção de 16 dirigentes e árbitros de futebol. Entre os detidos conta-se o presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e líder da Câmara de Gondomar, Valentim Loureiro.

2 DE DEZEMBRO 2004

O árbitro Jacinto Paixão é detido pelo alegado esquema com prostitutas após o FC Porto - E. Amadora. Detidos são ainda os árbitros Augusto Duarte, José Chilrito e Manuel Quadrado, bem como o empresário António Araújo. Pinto da Costa não está em casa e não é detido.

25 DE JANEIRO 2005

O vereador do PS de Gondomar, Ricardo Bexiga, é violentamente agredido por encapuzados. Dois dias depois apresenta queixa na PJ contra desconhecidos.

31 DE JANEIRO 2006

O MP acusa 27 arguidos no processo de Gondomar, incluindo Valentim, José Oliveira e Pinto de Sousa, extraindo 81 certidões que são remetidas a várias comarcas.

11 DE FEVEREIRO 2008

Está marcado o primeiro julgamento do ‘Apito Dourado’. São 24 arguidos (três não foram pronunciados) que amanhã começam a ser julgados.

NOTAS

FAMALICÃO PENALIZADO NO CASO CONHECIDO COMO VEIGA

O Famalicão foi despromovido devido a um processo que envolveu o Macedo de Cavaleiros e um pagamento de 500 contos.

LEÇA DESCEU DE DIVISÃO POR PAGAR 500 CONTOS A GUÍMARO

Em meados dos anos 90, o Leça desceu para a II Divisão, depois de ter sido provado que o clube deu dinheiro ao árbitro José Guímaro.

FRANCISCO SILVA APANHADO EM ARMADILHA DE ADVOGADO

Lourenço Pinto, presidente dos árbitros da Federação, surpreendeu o árbitro Francisco Silva a receber dinheiro do Penafiel.

DIRIGENTES DO LAMEGO FORAM DETIDOS COM ÁRBITROS

Dois árbitros da Associação de Futebol de Viseu e dois dirigentes do Lamego foram detidos por suspeita de corrupção desportiva.

Correio da Manhã


Última edição por Xô Esquerda em Qua Fev 20, 2008 12:29 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Julgamento: Apito Dourado   Dom Fev 10, 2008 10:01 am

MARAVILHA!!! oS PROBLEMAS DE portugal VAO FICAR RESOLVIDOS COM ESTE julgamento !!! ALLELUJAH!!!
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MensagemAssunto: Re: Julgamento: Apito Dourado   Dom Fev 10, 2008 10:03 am

PEDOFILIA e menos impostante!! vAMOS ESPERAR mais 20 anos!!!
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Xô Esquerda

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MensagemAssunto: Re: Julgamento: Apito Dourado   Dom Fev 10, 2008 3:53 pm

Quem são os 24 arguidos do «Apito Dourado»

2008/02/10 | Lusa

Quatro autarcas, 4 membros do conselho de arbitragem, 3 observadores de árbitros, 2 dirigentes do Sousense e 10 árbitros respondem por 183 crimes

Os 24 arguidos no processo «Apito Dourado» de Gondomar, que começa a ser julgado segunda-feira, respondem por um total de 183 alegados crimes, assim distribuídos:

José Luís Oliveira (ex-presidente do Gondomar Sport Clube e vice-presidente da Câmara de Gondomar) - acusado de 26 crimes de corrupção activa e 21 crimes de corrupção desportiva activa.

Joaquim Castro Neves (vereador da Câmara de Gondomar) - co-acusado de 19 crimes de corrupção desportiva activa.

Valentim Loureiro (ex-presidente da Liga e presidente da Câmara de Gondomar) - cumplicidade em 26 crimes de corrupção activa e autoria de um crime de prevaricação.

José António Pinto de Sousa (antigo presidente do Conselho de Arbitragem da FPF) - 26 crimes de corrupção passiva para acto ilícito.

Francisco Fernando Tavares Costa (actual vice-presidente do Conselho de Arbitragem da FPF) - cumplicidade em 26 crimes de corrupção passiva para acto ilícito.

Luís Nunes Silva (ex-vogal do Conselho de Arbitragem da FPF) - um crime de corrupção activa, cumplicidade num crime de corrupção activa, co-autoria de três crimes de corrupção desportiva activa e cumplicidade num crime de corrupção desportiva activa.

Carlos Manuel Carvalho (presidente do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol do Porto) - cumplicidade em dois crimes de corrupção desportiva.

Licínio da Silva Santos (árbitro) - acusado de dois crimes de corrupção desportiva passiva.

Pedro Sanhudo (árbitro) - acusado de três crimes de corrupção desportiva passiva, cumplicidade num crime de corrupção desportiva activa e autoria de um crime de corrupção desportiva activa.

Hugo Teixeira da Silva (árbitro) - acusado de dois crimes de corrupção desportiva passiva.

João Pedro Carvalho da Silva Macedo (árbitro) - acusado de quatro crimes de corrupção desportiva passiva.

Ricardo Emanuel da Fonseca Pinto (árbitro) - acusado de três crimes de corrupção desportiva passiva.

Manuel Fernando Valente Pinto Mendes (árbitro) - acusado de três crimes de corrupção desportiva passiva.

António Ramos Eustáquio (árbitro) - acusado de dois crimes de corrupção desportiva passiva.

Jorge Pereira Saramago (árbitro) - acusado de um crime de corrupção desportiva passiva.

José Manuel Ferreira Rodrigues (árbitro) - acusado de dois crimes de corrupção desportiva passiva.

Sérgio Amaro de Jesus Sedas (árbitro) - acusado de um crime de corrupção desportiva passiva.

Manuel Alberto Barbosa da Cunha (observador de árbitros) - acusado de um crime de corrupção passiva para acto ilícito.

João Soares Mesquita (observador de árbitros) - cumplicidade num crime de corrupção activa.

Américo Manuel Sousa Neves (presidente do clube de futebol Sousense) - co-acusado de um crime de corrupção desportiva activa.

Agostinho José Duarte da Silva (ex-chefe de departamento de futebol do Sousense) - co-acusado de um crime de corrupção desportiva activa.

Leonel Neves Viana (antigo vereador da Câmara de Gondomar) - co-acusado de um crime de prevaricação.

António Ferreira (tenente-coronel reformado) - instigação à prática de um crime de prevaricação.

José António Horta Ferreira (designer) - cumplicidade num crime de prevaricação.

portugal diario
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MensagemAssunto: Re: Julgamento: Apito Dourado   Dom Fev 10, 2008 5:04 pm

ENQUANTO ISTO, os problemas estruturais do PAIS ,continuam e a PEDOFILIA.................
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Xô Esquerda

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MensagemAssunto: Re: Julgamento: Apito Dourado   Qua Fev 20, 2008 12:29 pm

Julgamento do Apito Dourado

Valentim Loureiro confrontou inspectores da PJ

A inspectora Leonor Brites queixou-se, ao início desta manhã, ao Tribunal de Gondomar de que, na véspera, Valentim Loureiro a abordara no átrio do edifício, a si e aos inspectores António Gomes e Casimiro Simões (as duas testemunhas ouvidas até agora), de forma agressiva. O Major terá dito «eu não tenho medo da polícia, você não me intimida»

Uma vez que a testemunha não se sentiu ameaçada, o juiz decidiu avançar com a quarta sessão do julgamento do caso de alegado favorecimento do Gondomar Sport Clube na época 2003/2004.

Valentim de Loureiro, à saída da sessão da manhã, disse aos jornalistas: «eu limitei-me a dizer à senhora inspectora quando saí que ela devia ver o bem o conceito de despacho e adjudicação porque tinha acabado de dizer, durante a audiência, que eu tinha feito duas adjudicações e como só fiz uma, naturalmente, lhe disse que devia rever o conceito»

Mais uma vez, a estratégia da defesa passou por demonstrar a falta de conhecimento técnico e aprofundado das regras do jogo pela testemunha.

A defesa confrontou a inspectora com o facto de ser permitido um delegado de jogo ir à cabine dos árbitros assinar o modelo técnico da equipa de arbitragem.

Na véspera, Leonor Brites tinha relatado que, no final do jogo Vila Novense-Gondomar, Castro Neves e José Luis Oliveira se tinham dirigido aos balneários dos árbitros, já depois da equipa adversária ter saído.

A defesa evocou ainda outro motivo para a presença dos dirigentes nos balneários: o controlo do doping a um jogador do Gondomar.

A testemunha não se lembrava da conversa apontada pela advogada de José Luis Oliveira, Paula Cristina, em que o seu constituinte falava com Valentim Loureiro sobre esta situação. O primeiro terá dito: «estou aqui há imenso tempo porque há um jogador que não consegue mijar».

A instância da inspectora, que assistiu apenas a três jogos, continuou esta manhã num ritmo lento.

Questionada sobre o critério que terá presidido ao pedido e à nomeação de árbitros para jogos do Gondomar, Leonor Brites afirmou, com base nas escutas, que seria uma «actuação de acordo com interesses do clube e favorável aos bons resultados da equipa».

A testemunha continuará a ser ouvida de tarde.

sol
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MensagemAssunto: Re: Julgamento: Apito Dourado   Qua Fev 20, 2008 12:31 pm

valentim loureiro E macho,frontal E NAO SE ESCONDE, na BOA TRADICAO de GRANDES HOMENS como MOI, JOE BERARDO, A.J.J.!!! Macho e outra coisa!!!
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Xô Esquerda

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MensagemAssunto: Re: Julgamento: Apito Dourado   Qua Fev 20, 2008 12:35 pm

RONALDO ALMEIDA escreveu:
valentim loureiro E macho,frontal E NAO SE ESCONDE, na BOA TRADICAO de GRANDES HOMENS como MOI, JOE BERARDO, A.J.J.!!! Macho e outra coisa!!!

estou com cieiro, não me posso rir. Cool Cool Cool Cool
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MensagemAssunto: Re: Julgamento: Apito Dourado   Qua Fev 20, 2008 12:43 pm

UM POUQUINHO de VASELINA na boca , isso PASSA!!
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Vitor mango

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MensagemAssunto: Re: Julgamento: Apito Dourado   Qua Fev 20, 2008 1:30 pm

Xô Esquerda escreveu:
RONALDO ALMEIDA escreveu:
valentim loureiro E macho,frontal E NAO SE ESCONDE, na BOA TRADICAO de GRANDES HOMENS como MOI, JOE BERARDO, A.J.J.!!! Macho e outra coisa!!!

estou com cieiro, não me posso rir. Cool Cool Cool Cool

Oh XOU esquerda

O RON deve ser como este Tomate
machão

Very Happy

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MensagemAssunto: Re: Julgamento: Apito Dourado   Qua Fev 20, 2008 1:34 pm

tem duvidas? Laughing Laughing Laughing
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Vitor mango

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MensagemAssunto: Re: Julgamento: Apito Dourado   Qua Fev 20, 2008 1:46 pm

RONALDO ALMEIDA escreveu:
tem duvidas? Laughing Laughing Laughing

mano sou especialista no outro sexo
o ameloado

lol!
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Xô Esquerda

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MensagemAssunto: Re: Julgamento: Apito Dourado   Sex Fev 22, 2008 12:22 am

Pormenores ...... Cool


Árbitro e... advogado

Carlos Duarte é defensor de Jorge Saramago e um árbitro da 2.º categoria, que no ano passado esteve no escalão principal. Durante a inquirição das testemunhas, tem demonstrado dominar as regras do jogo. E ontem até fez questão de dizer a um inspector da PJ "Já chegámos à conclusão de que vocês não percebem nada de futebol... além daquilo que sabe um espectador normal".



Major mais calmo

Depois da exaltação do dia anterior com uma inspectora da PJ, Valentim Loureiro apresentou-se ontem mais calmo. Pelo menos, reagiu menos àquilo que foi sendo dito na audiência. A acompanhá-lo estiveram as suas duas filhas. Mariana, estagiária no escritório do advogado Amílcar Fernandes, e Daniela, vereadora na autarquia.

jn
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Xô Esquerda

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MensagemAssunto: Re: Julgamento: Apito Dourado   Sab Fev 23, 2008 1:08 am

Saldanha Sanches debaixo de fogo do líder dos dragões


O processo Apito Dourado foi amplamente abordado na entrevista. Pinto da Costa sublinhou "não conhecer Ricardo Bexiga", questionou a credibilidade do livro escrito pela ex-companheira, Carolina Salgado - garantiu que o original foi alterado, mas que está guardado em local seguro -, e lamentou as fugas de informação sobre processos que se encontram à guarda do Ministério Público, voltando a apontar o dedo a Saldanha Sanches, marido de Maria José Morgado, ao lembrar que foi o fiscalista quem alertou Ferro Rodrigues para o envolvimento do nome do ex-secretário geral do Partido Socialista no processo Casa Pia.

De resto, Pinto da Costa lamentou que Carolina Salgado, enquanto testemunha, "mereça credibilidade" para o acusar e o mesmo não aconteça quando "se acusa a si própria". Pinto da Costa referia-se, naturalmente, ao processo das agressões a Ricardo Bexiga, recentemente arquivado.

O dirigente azul e branco voltou a mostrar-se, uma vez mais, solidário com Pinto de Sousa, garantindo que, mais do que as mãos, "colocaria o pescoço" por um dos principais visados no processo Apito Dourado, e terminou desejando que não esteja a ser "a bola" de uma guerra Norte/Sul travada no Ministério Público.

JN
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MensagemAssunto: Re: Julgamento: Apito Dourado   Ter Fev 26, 2008 7:30 am

Época 2003/04: Em causa o jogo Sandinenses-Gondomar


O Garrido veja lá aquilo que vai dizer , avisou o Major


António Garrido afirma não se ter sentido intimidado por Valentim. 'É a maneira de ser do major', disse.

É o homem que Valentim Loureiro ameaçou ‘limpar’ do futebol, após ter assistido ao Dragões Sandinenses-Gondomar como assessor do Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

António Garrido foi chamado a depor, meses depois, num processo derivado do mesmo jogo. O major voltou a telefonar-lhe: “O Garrido veja lá aquilo que vai dizer.”

António Garrido tem 75 anos e é o árbitro português mais internacional de sempre. Até ao ano passado foi assessor da CA, função que o levava a assistir a vários jogos e a elaborar um relatório, posteriormente comparado com o do observador. Depois do jogo, cabia a Garrido discutir com os árbitros sobre o que esteve bem e mal dentro do campo.

Numa escuta novamente citada em tribunal, Valentim telefonou ao ex-árbitro, após a visita do Gondomar a Sandim. “Você deve evitar é meter-se em áreas para f... alguma instituição a que eu esteja minimamente ligado”, disse-lhe então, ameaçando ‘limpá-lo’ do futebol.

Questionado pelo juiz se houve mais alguma conversa nos mesmos moldes com o major, o ex-árbitro não hesitou. “Passado uns meses. Eu iria ser ouvido pela FPF num processo instaurado ao treinador do Gondomar, que se dizia ter estado no banco, quando suspenso”, referiu, antes de contar toda a conversa.

“Você vai lá? E o que vai dizer?”, questionou o major. “A verdade”, respondeu o antigo árbitro. “O Garrido veja lá aquilo que vai dizer”, afirmou Valentim, num diálogo que António Garrido não conseguiu pormenorizar mais. “Não deixa de ser estranho”, comentou o juiz Carneiro da Silva, ao que o ex-assessor da CA retorquiu o que já antes tinha dito: “É a maneira de ser do major. Já o conheço há quarenta anos. Não o faz com maldade”.

Sobre a possibilidade de Valentim o ‘limpar’ do futebol, Garrido asseverou não ter sido pressionado, até porque o relatório já tinha sido feito antes do telefonema: “Apenas fiquei incomodado. Acho que não merecia ter aquela conversa, mas não houve qualquer intimidação”.

TRÊS "CAIXINHAS" NO BALNEÁRIO

Dois árbitros assistentes da equipa de José Palma falaram em tribunal sobre os dois jogos do Gondomar em casa onde estiveram na época 2003/04. Com um acontecimento comum. “No balneário, estavam três caixinhas embrulhadas. Por ordens do nosso chefe de equipa, não as abrimos”, disse Pedro Ribeiro, acrescentando que José Palma lhes disse que no interior estariam “artigos em ouro”. Versão confirmada pelo outro fiscal de linha, Francisco Mendes. “Encontrámos três embrulhos em papel, mas não lhes tocámos”, contou, sendo que, quando confrontado pelo advogado Carlos Duarte desse facto não constar do relatório, Francisco Mendes não conseguiu justificação plausível. Questionado se costumavam receber algum tipo de lembranças, Pedro Ribeiro respondeu que sim mas frisou que em causa estavam “canetas, galhardetes ou t-shirts”. “E relógios, sapatos?”, insistiu o procurador Gonçalo Silva. “Não, nunca”, retorquiu Ribeiro, sublinhando que a prenda mais valiosa que recebeu foi “uma camisola do V. Setúbal”, clube da sua terra natal.

OLIVEIRA DISSE A ÁRBITRO QUE JOGO IA DIRIGIR

Pedro Maia. Assim se chama o árbitro que foi ouvido durante a tarde de ontem tendo como pano de fundo o Freamunde-Gondomar (1-1) de 2003/04. Pedro Maia – que saiu escoltado pelas autoridades no jogo do último domingo entre o Merelinense e o Chaves, da 2.ª Divisão – contou que a arbitragem foi contestada pelo Gondomar e revelou que “na segunda-feira antes do jogo” foi “avisado” por José Luís Oliveira de que seria o nomeado. E assim foi”. Em instâncias do procurador Gonçalo Silva, disse não ser “normal, até porque os árbitros só são escolhidos à quarta-feira”. O juiz Carneiro da Silva perguntou se não era estranho receber uma chamada de alguém que não conhece. “Nunca estive pessoalmente com ele mas, através de uma pessoa, tentei vender-lhe sacos de plástico.”

APONTAMENTOS

O MEU ADVOGADO?

Antes de pedir dispensa por afazeres profissionais, Valentim revelou a dúvida de quem o iria representar na ausência de Amílcar Fernandes na manhã de ontem. “Quem é o meu advogado?”, exclamou. À falta de resposta, e depois de um telefonema, virou-se para João Medeiros: “Ó doutor, é você”. “Então, espero não ter de fazer nada”, retorquiu o advogado de Pinto de Sousa.

"JÁ O INSULTEI A SI"

No seu testemunho, António Garrido deixou escapar que, como adepto, já insultou árbitros. Amílcar Fernandes, presente apenas na parte da tarde, aproveitou a deixa: “Ainda bem que o diz, que eu confesso que também já o insultei a si.” Por um momento, os risos substituíram a ordem no tribunal.

O SOLITÁRIO

A cada dia que passa, são menos os arguidos presentes nas sessões de julgamento. Nem mesmo o grupo dos quatro principais acusados - Valentim Loureiro, Pinto de Sousa, José Luís Oliveira e Castro Neves - escapou, já que, ontem, o major pediu dispensa. Mais à esquerda no banco dos réus, apenas um resistente. O árbitro Manuel Valente Mendes foi uma espécie de solitário.

NOTAS

OLIVEIRA LIDEROU GONDOMAR

José Luís Oliveira liderou o Gondomar em 2003/04, época em que o clube subiu da 2.ª Divisão B para a Honra. Nessa altura, os árbitros que visitavam Gondomar recebiam artigos em ouro


cm
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MensagemAssunto: Re: Julgamento: Apito Dourado   Qui Fev 28, 2008 1:01 pm

Valentim e João Loureiro pronunciados


Valentim Loureiro foi hoje pronunciado, juntamente com o filho João Loureiro, por corrupção desportiva activa, em mais um processo do Apito Dourado. Em causa está a arbitragem do jogo Boavista-FC Porto. O árbitro Jacinto Paixão e o observador da Liga Pinto Correia também irão a julgamento por corrupção desportiva

Valentim e João Loureiro foram hoje pronunciados por corrupção desportiva activa pelo Tribunal de Instrução Criminal do Porto.

Jacinto Paixão, árbitro, e Pinto Correia, observador da Liga de Clubes, também foram pronunciados por corrupção desportiva passiva, enquanto que Júlio Mouco, membro da Comissão de Arbitragem da Liga suspeito do mesmo crime, não irá ser levado a julgamento.

Está em causa a alegada corrupção da equipa de arbitragem do jogo Boavista-FC Porto, realizado na época 2003/04 da Superliga, inquérito cuja acusação foi dada pela Equipa de Coordenação do Processo Apito Dourado (ECPAD), liderada por Maria José Morgado.

De acordo com os autos, João Loureiro, após ter sabido junto de Júlio Mouco que Jacinto Paixão seria o árbitro nomeado, terá pedido a Pinto Correia para este falar com o árbitro de modo a que o Boavista fosse favorecido. Pedido a que o observador de árbitros acedeu.

Após a partida realizada a 3 de Abril de 2004, que o Boavista perdeu por 1-2, Jacinto Paixão ligou a Valentim Loureiro para lhe explicar que «não se podia fazer mais!...», segundo as escutas telefónicas realizadas pela Polícia Judiciária.

O então presidente da Liga de Clubes terá compreendido as desculpas de Paixão ao afirmar: «Eu vi. eu vi. Aquilo esteve mal! Um... pronto... foi azar».

De acordo com a acusação da procuradora Glória Alves, membro da ECPAD, a contrapartida para Jacinto Paixão foi a boa nota dada pelo observador da Liga, matéria que lhe foi garantida pelo próprio Valentim Loureiro: «eu falei lá com o homem e tal (...) tem boa nota, e tal... (...) Isto está a correr bem», prometeu.

Recorde-se que no passado dia 12 de Fevereiro, aquando da sua deslocação ao TIC do Porto para o debate instrutório deste processo, Valentim Loureiro afirmou publicamente que «vai ser 15-0!» acrescentando «isso não vale nada. Não me provoquem».

«Naturalmente que isto me faz perder tempo, mas vai contribuir para uma justiça mais séria. Quando acabar aqui vai começar noutro lado. Eu não vou ficar parado» disse ainda.

Valentim Loureiro processou o Estado através de uma acção em que reclama 250 mil euros, a título de indemnização por danos morais e prejuízos na sua carreira política.

Neste momento, Valentim encontra-se também a ser julgado no Tribunal de Gondomar pela acusação da prática sob a forma de cumplicidade de 26 crimes dolosos de corrupção activa e autoria de um crime doloso de prevaricação.

sol


Última edição por Xô Esquerda em Qui Fev 28, 2008 1:03 pm, editado 2 vez(es)
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Xô Esquerda

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MensagemAssunto: Re: Julgamento: Apito Dourado   Qui Fev 28, 2008 1:02 pm

Valentim surpreendido com pronúncia


O presidente da Assembleia Geral da Liga de Clubes convocou uma conferência de imprensa para a sede da organização para falar sobre os processos judiciais de corrupção desportiva no qual está envolvido. A Comissão Disciplinar da Liga continua a investigar processos disciplinares

Valentim Loureiro diz que ficou «surpreendido» com a ida a julgamento hoje decidida pelo Tribunal de Instrução Criminal do Porto. Numa conferência de imprensa dada na sede da Liga de Clubes, Valentim diz que está de «consciência tranquila» em relação à pronúncia por corrupção desportiva activa de que foi alvo.

O presidente da Assembleia Geral da Liga de Clubes disse ainda que não falou com nenhum dos outros acusados (o filho João Loureiro, o árbitro Jacinto Paixão ou o observador Pinto Correia) antes do jogo Boavista/Estrela da Amadora. «Foi o Jacinto Paixão que me ligou e disse que não podia fazer mais», afirmou.

A conferência de imprensa foi convocada cerca de uma hora antes por um fax anónimo que referia simplesmente «processos judiciais» como assunto para o encontro. Apesar de ser presidente da Assembleia Geral da Liga de Clubes, fontes desta instituição mostraram-se surpreendidas com a convocação de uma conferência de imprensa sobre um assunto que nada tem a ver com a instituição, mas sim com o cidadão Valentim Loureiro.

As mesmas fontes recordam ainda que continuam a decorrer as investigações relacionadas com os processos disciplinares abertos aos dirigentes de clubes profissionais e árbitros de jogos da Superliga e Liga de Honra envolvidos nos processos Apito Dourado.

No entanto, a Comissão Disciplinar da Liga nada poderá fazer contra Valentim Loureiro. Pelo facto de as suspeitas existentes incidirem sobre uma altura em que foi presidente daquela instituição, só o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Clubes poderá investigar os alegados ilícitos disciplinares praticados por Valentim.

No encontro, inicialmente convocado para fazer um balanço das 15 certidões extraídas do processo original Apito Dourado contra Valentim Loureiro, o ex-líder máximo do futebol português confessou que aquele encontro deveria servir para informar a opinião pública sobre o arquivamento de todos esses processos. «Mas fui surpreendido com a decisão da senhora juíza do Tribunal de Instrução Criminal do Porto», afirmou.

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MensagemAssunto: Re: Julgamento: Apito Dourado   Qui Fev 28, 2008 1:05 pm


It's an injustice, it is...
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Xô Esquerda

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MensagemAssunto: Re: Julgamento: Apito Dourado   Qui Fev 28, 2008 1:12 pm

«Eu gravei as pulseiras. Tinham lá o nome dos árbitros»


Um ourives contou esta tarde no Tribunal de Gondomar como erama feitas entregas de pulseiras em ouro ao presidente do Gondomar. «Era aos domingos, quando havia futebol, por volta da uma hora», relatou outra testemunha

O ourives Fernando Ribeiro, que forneceu José Luís Oliveira de artigos em ouro pelo menos desde Novembro de 2002 a Abril de 2004, disse hoje no Tribunal de Gondomar que, em duas ocasiões, entregou pulseiras com inscrições alusivas aos jogos S.L. Benfica - Gondomar Sport Clube (Novembro de 2002) e Paços de Ferreira -GSC (eliminatória seguinte).

«Eu gravei as pulseiras. Tinham lá o nome dos árbitros», afirmou.

Apenas em relação a estas duas ocasiões -- jogos a contar para a Taça de Portugal, onde os árbitros principais seriam António Taia, no primeiro caso, e Nuno Almeida, no segundo --, a testemunha se sentiu à vontade para responder ao tribunal que sabia que destino teriam as peças, uma vez que as inscrições não deixam marcas para dúvida.

Sobre as restantes entregas, que ocorreram semanalmente (com algumas excepções), sempre ao fim-de-semana e antes dos jogos do Gondomar, o ourives responde, num primeiro instante: «Eu limito-me a fazer o meu serviço».

Questionado pela Acusação se tinha consciência que aquele ouro era para os árbitros, respondeu «sim».

Durante um ano e cinco meses, terá feito entregas no valor total de cerca de 14 mil euros (parte deste valor só recebeu na justiça, numa acção intentada no Tribunal de Gondomar).

As entregas eram feitas quase sempre em sua casa, aonde se dirigia, por norma, José Luís Oliveira. Em algumas ocasiões que o presidente do GSC não pôde, foi Joaquim Castro Neves quem levantou o ouro.

Por quatro vezes, o ourives entregou as peças em ouro noutros locais: duas vezes no campo do GSC, uma no café Giardino (entrega que a Polícia Judiciária vigiou) e outra noutro restaurante ou café cujo nome não recordava.

«Normalmente eram entregas no valor de 700 euros, onde se juntavam cinco ou seis peças», relatou Fernando Ribeiro.

As entregas eram feitas num «saco azul» que continha normalmente seis caixinhas. Na relação de vendas do ourives a José Luís Oliveira que consta dos autos, estão entregas no valor de mil euros, que a testemunha esclareceu serem colares de senhora.

Recorde-se que, de acordo com o testemunho dos inspectores da PJ que vigiaram a entrega no Giardino, em certa ocasião foram pedidos mais objectos que o costume por alguém da família dos destinatários dos presentes fazer anos.

A quantidade de objectos variava, mas as entregas, à excepção daquelas que incluíram jóias de senhora, nunca excediam o total de 700 euros.

Esta tarde, o tribunal ouviu ainda Mário Ribeiro, ourives e pai da testemunha anterior, que recebeu «três a cinco vezes» José Luís Oliveira em sua casa para lhe entregar o ouro, quando o filho estava para fora.

«Era aos domingos, antes do futebol, por volta da uma hora [da tarde]», relatou. «Faz ideia para quem era mas não tem é certeza?», perguntou-lhe o procurador Gonçalo Silva. «Exactamente», respondeu três vezes Mário Ribeiro.

Recorde-se que os artefactos em ouro apreendidos em casa dos árbitros arguidos neste processo tinham a punção – marca de contraste única para cada fabricante – da F. Ribeiro.

sol
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MensagemAssunto: Re: Julgamento: Apito Dourado   Qua Abr 09, 2008 11:54 am

O futebol português "é uma mentira"


Pimenta Machado designou os processos judiciais de "fait-divers"

Amargo e acutilante, Pimenta Machado declarou: "O futebol português é uma mentira" e os processos na justiça por alegada corrupção, não passam de "apêndices e fait-divers". O ex-presidente do Vitória de Guimarães foi a figura central da sessão de julgamento de ontem do processo "Apito Dourado", em Gondomar. Descontraído, com pitadas de humor, Pimenta Machado seria breve e lacónico na audiência, mas, no final, incisivo perante os jornalistas.

A interrupção dos trabalhos do tribunal, enquanto não chegava o ex-dirigente, pareceu indiciar a importância das machadadas que haveriam de bramir no exterior do edifício. Se o futebol é uma mentira, os processos mediáticos "são pormenores, tenham a coragem de ir ao âmago da questão". E acusou: "Não querem resolver, só empolam o lateral. O futebol foi assim durante os últimos 50 anos. Agora dá jeito falar de Pinto da Costa. Está na moda". E o antigo dirigente, agora empresário a residir em Lisboa, questionou: "Porque não se fala das décadas de 50, 60 e 70 em que, inclusive, houve um presidente de um clube que entrou de pistola no balneário a coagir um árbitro? Tudo isto é um circo".

Sempre peremptório, o homem que dirigiu durante 24 anos o Vit. de Guimarães recordou que, já em 1993, dava entrevistas a denunciar a situação. Porém, "nessa altura toda a gente assobiava para o lado", lamentou, mostrando recortes de jornais demonstrativos desses alertas.

Pimenta Machado falou do caso em que o antigo árbitro Rui Mendes se lhe queixou de pressões de Nemésio de Castro, da Comissão de Arbitragem (CA) da Liga, para beneficiar o Campomaiorense, num jogo com a União de Leiria. Dado o Vit. de Guimarães ir defrontar o Campomaiorense, pediu uma audiência à CA da Liga. Nemésio de Castro "negou" as pressões, "mas ficou ruborizado" .

Daí, confirmou, ter aconselhado Rui Mendes a denunciar o caso à PJ e não à Liga, pois "era o mesmo que nada, era presidida por Valentim Loureiro". Mais, disse ainda ao Tribunal: "As minhas participações eram arquivadas". Em 2004 saíu do futebol "altamente desiludido". "Pode ir embora", ordenou o presidente do colectivo de juízes. Ao que Pimenta Machado, já de pé, lembrou: "Alguém tem de pagar as despesas".

Pinto da Costa no dia 22

O líder do FC do Porto vai ser ouvido na tarde do próximo dia 22, como testemunha de Pinto de Sousa. Em causa, as declarações de Carolina Salgado, a "escritora".

Diário de Notícias
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MensagemAssunto: Re: Julgamento: Apito Dourado   Qua Abr 09, 2008 12:27 pm

ISTO E TUDO UMA CHANCHADA!!!! Ainda ontem um PEDOFILO levou 4 anos de PRISAO!!! Esse Pais NAO PODE SER certo da cabeca!!!Esta faltando algum parafuso na JUSTICA!!
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MensagemAssunto: Re: Julgamento: Apito Dourado   

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