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 A agressão é o supremo crime de guerra internacional

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Xô Esquerda

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MensagemAssunto: A agressão é o supremo crime de guerra internacional   Dom Fev 24, 2008 5:35 am

A agressão é o supremo crime de guerra internacional, diz Chomsky

23-Fev-2008

Nesta entrevista dada em 15 de Janeiro ao site do think tank americano Foreign Policy in Focus, o conhecido linguista e político americano Noam Chomsky fala sobre a política americana para o Iraque e para o Paquistão, e observa que o actual governo americano já não apoia os princípios que os próprios EUA defenderam em Nuremberga depois da II Grande Guerra: de todos os crimes de guerra, a agressão é o supremo crime internacional, que engloba todos os males que se seguem.

Entrevista de Michael Shank.

Michael Shank: A política dos candidatos democratas em relação ao Iraque é diferente da da administração Bush?

Noam Chomsky: De certa forma, é diferente. É uma situação muito semelhante à do Vietname. A oposição à guerra, hoje, nos sectores de elite, incluindo a dos candidatos viáveis, é de puro cinismo, completamente sem princípios: "Se conseguirmos safar-nos disto, é óptimo. Se nos custar muito, é mau." Era assim que pensava a oposição ao Vietname nos sectores de elite.

Veja, por exemplo, o caso de Anthony Lewis, que levou mais longe que ninguém nos média a sua crítica extrema. Nas suas palavras finais de avaliação da guerra no New York Times, em 1975, disse que a guerra começou com "esforços estúpidos para fazer o bem", mas, que em 1969, nomeadamente um ano depois de a comunidade de negócios americana se ter virado contra a guerra, era claro que os Estados Unidos "não podiam impor uma solução, excepto a um preço demasiado alto"; por isso era um "erro desastroso". Os generais nazis podiam ter dito o mesmo sobre Estalinegrado e provavelmente disseram. Esta foi a posição extrema no espectro da esquerda liberal. Também temos o caso do importante historiador e conselheiro de Kennedy Arthur Schlesinger. Quando a guerra estava a azedar, sob Lyndon B. Johnson, escreveu que "todos rezamos" para que os falcões tenham razão e que o aumento das tropas leve à vitória. E ele sabia o que queria dizer a vitória. Disse que estávamos a deixar um país arruinado e devastado, mas que "todos rezamos" para que a escalada da guerra tenha sucesso e que, se tiver, "poderemos todos estar a saudar a sabedoria e o sentido de Estado do governo americano." Mas provavelmente os falcões estão errados, por isso a escalada é má ideia.

Pode-se traduzir esta retórica, quase palavra por palavra, na elite, incluindo a elite política, que se opõe à guerra do Iraque.

Baseia-se em dois princípios. O primeiro é: "rejeitamos totalmente os ideais americanos". Os únicos que os aceitam são os iraquianos. Os Estados Unidos rejeitam-nos totalmente. Que ideais americanos? Os princípios do julgamento de Nuremberga. O Tribunal de Nuremberga, que é basicamente americano, deu voz a altos ideais, que nós professamos. Nomeadamente, de todos os crimes de guerra, a agressão é o supremo crime internacional, que engloba todos os males que se seguem. É óbvio que a invasão do Iraque é um puro caso de agressão e, assim, de acordo com os nossos ideais, engloba todos os males que se seguem, como a guerra sectária, a al-Qaeda iraquiana, Abu Ghraib e tudo o mais. O então Procurador-chefe dos EUA, Robert Jackson, dirigiu-se ao tribunal de Nuremberga e disse: "Devíamos lembrar-nos que estamos a estender a estes criminosos de guerra nazis um cálice envenenado. Se algumas vez bebermos dele, temos de nos submeter aos mesmos princípios, ou então tudo não passa de uma farsa." Bem, parece que ninguém da elite americana hoje aceita isto, ou sequer consegue compreendê-lo. Mas os iraquianos aceitam.

O último estudo de opinião no Iraque, levado a cabo pelos militares americanos, dá uma ilustração. Há um artigo interessante sobre este tema de Karen DeYoung no Washington Post. Diz que os militares americanos estão muito excitados e animados ao ver os resultados deste último estudo, que mostrou que os iraquianos têm "crenças comuns". Estão a juntar-se. Estão a chegar à reconciliação política. Bem, mas quais são essas crenças comuns? Que os americanos são os responsáveis por todos os horrores que aconteceram no Iraque, como sustentam os princípios de Nuremberga, e deviam ir-se embora. Eis a crença comum. Por isso, é verdade: eles aceitam os princípios americanos. Mas o governo americano rejeita-os totalmente, tal como a opinião de elite. E, a propósito, o mesmo é verdade na Europa. Esse é o primeiro ponto.

O segundo ponto é o pressuposto no Ocidente que somos donos do mundo. Se não se aceita este pressuposto, toda a discussão fica ininteligível. Se vir, por exemplo, a manchete de um jornal, como recentemente o Christian Science Monitor, algo como "Novo estudo sobre os combatentes estrangeiros no Iraque". Quem são os combatentes estrangeiros no Iraque? Algum fulano que veio da Arábia Saudita. E os 160 mil militares americanos? Bem, não são combatentes estrangeiros no Iraque porque somos donos do mundo; por isso, não podemos ser combatentes estrangeiros em lado algum. Por exemplo, se os Estados Unidos invadirem o Canadá, não seremos estrangeiros. E se alguém resistir, será combatente inimigo, mandamo-lo para Guantánamo.

O mesmo acontece com toda a discussão sobre a interferência iraniana no Iraque. Se olharmos para isto com uma abordagem minimamente racional, caímos no ridículo. Poderia ter havido interferência aliada na França de Vichy? Não podia. O país foi conquistado e está sob ocupação militar. E nós conhecemos bem esta situação. Quando os russos se queixaram da interferência americana no Afeganistão, nós ríamos. Mas quando falamos sobre interferência iraniana no Iraque, todos os candidatos presidenciais viáveis dizem que é ultrajante - o que quer dizer: os iranianos não entendem que nós somos donos do mundo. Então, se alguém estraga qualquer das nossas acções, qualquer que seja ela, é criminoso. E mandamo-lo para Guantánamo e não tem direitos e tudo o mais. E o Supremo Tribunal discute sobre isto.

De facto, o mesmo vale para onde quer que se olhe. Como somos donos do mundo, tudo o que fazemos é necessariamente certo. Pode ter grandes custos, e então não gostamos. Ou pode ser um par de maçãs podres que fazem coisas erradas como em Abu Ghraib. Voltando ao Tribunal de Nuremberga, não julgaram os homens das SS que enfiaram as pessoas nas câmaras de extermínio. Os que foram levados a julgamento foram só os de cima, como von Ribbentrop, o ministro dos Negócios Estrangeiros, acusado de ter apoiado uma guerra preemptiva. Os alemães invadiram a Noruega para tentar prevenir um ataque britânico contra a Alemanha. Pelos nossos padrões, eles tinham toda a razão. Mas Powell não está a ser julgado. Não vai ser condenado ao enforcamento.

Com um presidente democrata, esse pensamento vai mudar fundamentalmente?

Vai mudar. Há um espectro político, intelectual e moral, muito estreito. Mas não é zero. E a administração Bush foi muito para o extremo. De facto, foram tão longe, que viram-se sob um ataque sem precedentes do mainstream.

Citei Schlesinger sobre a guerra do Vietname. Ele talvez seja a única pessoa do mainstream que tomou uma posição de princípio sobre a guerra do Iraque. Quando os bombardeamentos começaram em 2003, Schlesinger escreveu um artigo de opinião no qual dizia que este seria um dia lembrado pela infâmia, citando Franklin Delano Roosevelt.

Não houve esta crítica de princípios quando os democratas estavam a fazer o mesmo. Mas a sua crítica da invasão do Iraque, desde os primeiros dias, foi incomum. É provavelmente única, apesar de ser quase escondida. Reflecte, em primeiro lugar, uma mudança dos sentimentos do país, e também o facto de a administração Bush ter ido tão longe, ao ponto de ser denunciada pelo mainstream.

Quando a administração Bush anunciou a sua Estratégia de Segurança Nacional em Setembro de 2002, que basicamente era um chamado à invasão do Iraque, a Foreign Affairs, uma revista o mais respeitável possível, publicou um artigo de John Ikenberry, um historiador e analista mainstream, que condenava asperamente o que ele chamava de esta nova grande estratégia imperial. Disse que ela iria causar imensos problemas; que nos iria pôr em perigo. Isto é muito incomum. Mas, no caso de Bush, há muitos como ele. Ele foi longe demais. Qualquer candidato hoje, talvez à excepção de Giuliani, vai de alguma forma moderar as políticas.

Com a campanha de Bush no Golfo, de reunir os Estados do Golfo contra o Irão, qual é agora a estratégia?

Antes de tudo, lembre-se que nos Estados Unidos, que é um estado rico e poderoso que sempre ganha tudo, a história é uma irrelevância. É preciso ter amnésia histórica. Mas entre as vítimas não é verdade. Eles lembram-se da história em todo o Terceiro Mundo. A história que os iranianos recordam é a correcta. Os Estados Unidos torturaram o Irão, sem parar, desde 1953. Derrubaram o governo parlamentar, instalaram o tirano xá Reza Pahlevi, e apoiaram as suas práticas de tortura e tudo o mais. No momento em que o xá foi derrubado, os Estados Unidos viraram-se para apoiar o ataque de Saddam Hussein ao Irão, no qual centenas de milhares de pessoas foram massacradas com armas químicas e outras. Os Estados Unidos continuaram a apoiar Saddam.

E é uma ameaça credível. Há umas semanas houve um confronto no Golfo. Aqui, a notícia diz: "veja, como são horríveis estes iranianos". Mas suponha que navios de guerra iranianos estavam a navegar pela Baía de Massachusetts ou pelo Golfo do México. Acharia bem? Mas como somos donos do mundo, claro que está certo quando o fazemos no litoral deles. E estamos lá para benefício do mundo, seja o que for que façamos, estará certo. Mas os iranianos não vão ver dessa forma. Não gostam de ameaças de destruição. Não gostam de sofrer ameaças credíveis. Estão rodeados por todos os lados de forças americanas hostis. E ainda têm a Marinha dos EUA a enviar unidades de combate para o Golfo.

Em 1989, a guerra Irão-Iraque já tinha acabado, George Bush I, o suposto moderado, convidou engenheiros nucleares iraquianos para os Estados Unidos para um treino avançado em produção de armas. Os iranianos não se esquecem disso. Depois de tudo o que passaram, são capazes de ver o cinismo total de tudo o que está a acontecer. Imediatamente depois da guerra, que os Estados Unidos basicamente venceram para o Iraque, quebrando o embargo, abatendo um avião comercial iraniano, e por aí adiante, os iranianos convenceram-se que não podiam lutar contra os Estados Unidos. Por isso capitularam. Imediatamente depois de os Estados Unidos terem imposto duras sanções, que continuam, ficaram piores. Agora os Estados Unidos ameaçam atacar. É uma violação da Carta das Nações Unidas, que proíbe usar ameaças de força. Mas os estados fora da lei não ligam para essas coisas.

Veja o recente encontro de Annapolis sobre Israel-Palestina. Por que escolheram Annapolis? É o único lugar na área de Washington? Bem, os iranianos devem ter-se dado conta que Annapolis é a base da qual a US Navy está a enviar navios para ameaçar o Irão. Acha que eles vêem isso? Os editorialistas e comentadores americanos não vêem, mas tenho as certeza que os iranianos vêem.

É verdade, eles vivem sob ameaças constantes. Ameaças que nunca terminaram, desde 1953. E Bush está hoje desesperadamente a organizar o que Condoleezza Rice chama de "Estados árabes moderados", nomeadamente os mais extremos, as tiranias fundamentalistas do mundo, como a Arábia Saudita. Estão a tentar organizar esses "estados árabes moderados" para apoiar os EUA no confronto com o Irão. Bem, mas eles não vão alinhar. Não vão dizer a Bush e a Rice para irem para casa, vão ser educados e tal, mas não vão alinhar. Eles mantêm limitadas, mas reais, relações com o Irão. Não querem um conflito com ele.

(continua)


Última edição por Xô Esquerda em Dom Fev 24, 2008 5:35 am, editado 1 vez(es)
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Xô Esquerda

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MensagemAssunto: Re: A agressão é o supremo crime de guerra internacional   Dom Fev 24, 2008 5:35 am

(continuação)


A Estimativa de Informações Nacionais (National Intelligence Estimate) veio trazer um alívio?

Acho que sim. Tirou o tapete de baixo de gente como Cheney e Bush, que provavelmente queriam ter uma guerra para acabar o seu regime em glória. Mas vai ser muito difícil fazê-lo agora. Apesar de Olmert ter anunciado de novo que Israel está a deixar em aberto a opção de atacar o Irão, se Israel decidir que é uma ameaça, Israel, que é um estado cliente dos EUA, recebe um direito semelhante ao dos Estados Unidos. Os Estados Unidos são donos do mundo e podem fazer qualquer coisa, e os seus estados clientes podem ser hegemónicos regionalmente. Israel quer assegurar o domínio da região e assim pode levar a cabo quaisquer políticas que queira nos territórios ocupados, invadindo o Líbano ou o que quer que seja. A única ameaça que eles não podem superar sozinhos é a do Irão.

Israel e o Irão tiveram muito boas relações durante os anos 80. Eram relações clandestinas, mas não eram más. E agora reconhecem que o Irão é uma barreira para o seu completo domínio da região. Por isso querem que os Estados Unidos entrem na jogada e se eles não quiserem, dizem que tomam conta do caso. Não creio que o façam, a menos que os Estados Unidos autorizem. É demasiado perigoso. Só o fariam se tivessem a certeza de poder trazer os Estados Unidos.

Os candidatos presidenciais no Partido Democrata parecem estar a fazer uma disputa para ver quem é mais militarista em relação ao Paquistão, quem o bombardearia primeiro se houvesse informações fiáveis. Qual o papel de Washington na ajuda ao Paquistão de hoje? Deveriam desempenhar um papel, e, em caso afirmativo, qual deveria ser?

Mais uma vez, há um pouco de história que conta para as pessoas que estão fora dos centros de poder. Em primeiro lugar, os Estados Unidos apoiaram os governos militares paquistaneses desde que o Paquistão foi criado. O pior período foi os anos 80, quando a administração Reagan apoiou fortemente o regime de Zia ul Haq, que era uma dura e brutal tirania. Foi quando as madrassas foram criadas, o fundamentalismo islâmico introduzido, nunca mais estudaram ciência nas escolas e coisas desse tipo, e também quando começaram a desenvolver armas atómicas.

A administração Reagan fingia que não sabia nada sobre o desenvolvimento de armas nucleares, de forma a poder ter autorização do Congresso todos os anos para dar mais fundos à ISI, as agências de informações, à tirania fundamentalista e por aí adiante. Acabou por segurar um tigre pela cauda1. Acontece muito. A administração Reagan também ajudou a criar o que acabou por se transformar na Al Qaeda no Afeganistão ao mesmo tempo. Está tudo relacionado. E deixaram o Afeganistão nas mãos de gangsters brutais e fundamentalistas, como o seu favorito Gulbuddin Hekmatyar, que deitava ácido na cara das mulheres em Cabul que não estivessem vestidas devidamente. Era ele que Reagan apoiava.

Os Estados Unidos também toleravam o sistema de proliferação de Khan2. De facto, os Estados Unidos ainda o toleram. E continua com o apoio à ditadura de Musharraf. Agora, estão atolados. A população opõe-se fortemente à ditadura. Os Estados Unidos tentaram fazer algum compromisso com Bhutto, que pensavam que poderia ser uma candidata dócil. Mas foi assassinada em circunstâncias ainda não esclarecidas. A ISI, as agências de informações que são extremamente poderosas no Paquistão, retiraram o apoio aos militantes extremistas nas áreas tribais e agora estão a começar a combatê-los. De facto, soube-se há pouco que um dos seus líderes disse que eles vão continuar a resistir ao Exército paquistanês.

Pessoas que conhecem o Médio Oriente, como Robert Fisk, dizem há anos que o Paquistão é o país mais perigoso do mundo, por todos os tipos de razões. A primeira é que está a desintegrar-se. Há rebeliões nas áreas do Baluchistão. As áreas tribais estão agora fora do controlo da ISI. Há um movimento de oposição sindhi. Cresce um forte sentimento anti-Punjab, contra o Exército, contra a elite.

Assim, o país mal consegue manter-se inteiro. Tem armas nucleares. É muito anti-americano. Veja a opinião popular; é muito fortemente anti-americana, porque se lembra da história. Podemos esquecê-la. Dizemo a nós mesmos quão simpáticos e maravilhosos somos, mas outros, especialmente aqueles que estão do lado errado do clube, vêem o mundo como realmente é. E é muito anti-americano. Se os Estados Unidos querem fazer alguma coisa, têm de arranjar um substituto para ir lá fazê-lo. Mesmo o ditador apoiado pelos Estados Unidos, Musharraf, e o exército, estão fortemente contra qualquer envolvimento directo dos EUA nas áreas tribais, coisa de que os EUA andam agora a falar. Quem sabe que resultados isso teria, uma nova guerra contra um país com armas nucleares?

A administração Bush está realmente a brincar com o fogo. Não me parece que tenha, neste momento, muitas opções. Se me pedissem que recomendasse uma política, não saberia o que dizer. Excepto tentar retirar o apoio à ditadura e permitir que as forças populares entrem em cena. Os Estados Unidos, por exemplo, não deram apoio aos advogados e à sua luta de oposição. Deviam ter dado. Os EUA não são todo-poderosos, mas podiam ter feito alguma coisa. Mas quando Obama diz: "OK, vamos bombardeá-los", isso não ajuda muito

Tradução de Luis Leiria

Michael Shank é colaborador do Foreign Policy In Focus e analista do Instituto da Universidade George Mason para a Análise e Resolução de Conflitos.

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1 - O termo tem origem num provérbio chinês traduzido para o inglês em 1875 como "aquele que monta um tigre tem medo de desmontar". O termo usa-se como metáfora de todo aquele que está na infeliz posição de segurar um tigre pela cauda e não ter coragem para largar.

2 - Abdul Q. Khan é um cientista paquistanês olhado como o fundador do programa nuclear paquistanês. Em Janeiro de 2004, confessou ter estado envolvido numa rede clandestina de proliferação de tecnologia de armas nucleares dp Paquistão para a Líbia, o Irão e a Coreia do Norte. Em 5 de Fevereiro de 1004, Musharraf anunciou o perdão ao cientista, que é visto como herói nacional.
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