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 Teoria de que Moisés tomou chá do Daime cria polêmica em Isr

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Vitor mango

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Mensagens : 4711
Data de inscrição : 13/09/2007

MensagemAssunto: Teoria de que Moisés tomou chá do Daime cria polêmica em Isr   Qua Mar 05, 2008 6:43 am

Teoria de que Moisés tomou chá do Daime cria polêmica em Israel








Guila Flint
De Tel Aviv para a BBC Brasil





Moisés é considerado o principal profeta da religião judaica

O
especialista em psicologia cognitiva Benny Shanon, da Universidade
Hebraica de Jerusalém, afirma que Moisés, considerado o principal
profeta da religião judaica, pode ter ingerido a substância ayhuasca,
conhecida no Brasil como chá do Daime.



A afirmação foi publicada nesta semana em um artigo na revista de filosofia Time and Mind e causou polêmica em Israel.


A idéia de que Moisés poderia estar sob a influência de "drogas" provocou a indignação de líderes religiosos em Israel e,
segundo os críticos, a teoria de Shanon "é uma ofensa ao maior profeta do povo judeu".



O rabino Yuval Sherlo disse à Radio Pública de Israel que "a teoria é absurda e nem merece uma resposta séria". De acordo
com o rabino, a publicação da teoria de Shanon "põe em dúvida a seriedade tanto da ciência como da mídia".


Uma das obras de Benny Shanon, o livro Antipodes of the Mind, que analisa a relação entre a planta ayhuasca e a criação das religiões, foi publicado em 2003 pela Oxford University Press,
uma das editoras acadêmicas mais renomadas do mundo.


Em entrevista à BBC Brasil, Shanon contou que começou a pesquisar a relação entre os efeitos da planta e a criação das grandes
religiões, quando ele próprio experimentou o chá do Daime no Brasil.


De
acordo com o pesquisador, a criação dos Dez Mandamentos poderia ser
conseqüência de uma experiência com substâncias psicotrópicas, que
alteram o estado cognitivo do indivíduo, e se encontram em plantas
existentes inclusive no deserto do Sinai.

Foi no deserto do Sinai que, segundo a tradição, Moisés teria recebido as Tábuas da Lei, consideradas a base da civilização
judaico-cristã.


Brasil

"Tudo começou quando estive no Brasil em 1991, a convite da Unicamp, para dar uma palestra sobre linguagem e pensamento",
afirma Shanon.


"Depois da palestra, viajei pelo Brasil por dois meses e experimentei pela primeira vez o chá do Daime em Rio Branco, no Acre."

"Também
participei de rituais religiosos e espirituais do Santo Daime, apesar
do fato de que não sou adepto de nenhuma religião", acrescenta o
pesquisador.

"Tinha 42 anos naquela época, e a experiência mudou a minha visão do mundo", afirma. Comecei, então, a pesquisar os efeitos
dessa planta sob o aspecto da minha área, a psicologia cognitiva."


"Muitas pesquisas já foram feitas sobre os efeitos da planta, mas principalmente na área da antropologia, e não da psicologia",
diz Shanon.


"Os
antropólogos geralmente escrevem apenas por meio da observação, mas sem
experimentar, eles próprios, a substância", avalia o professor titular
da Universidade Hebraica. "Acho que é como escrever um livro sobre
música sem ouvir música."

Desde 1991, Shanon diz ter visitado o Brasil dezenas de vezes e afirma que já ingeriu o chá do Daime mais de 100 vezes.

Experiência

"A
substância abriu para mim uma dimensão do sagrado que nunca tinha
vivenciado antes, tive visões muito fortes, inclusive de cantar junto
com milhares de anjos", descreve o pesquisador israelense. "A
experiência foi tão forte que me levou a querer integrá-la no estudo da
fenomenologia da consciência humana."

"Estudei, então, todos os contextos culturais e religiosos ligados à ingestão da ayhuasca", conta Shanon.

"Cheguei à conclusão de que, nas religiões mais antigas, como a zoroastra e a hinduísta, também houve rituais ligados à ingestão
de substâncias que levam a alterações cognitivas, nos quais os participantes 'viram Deus' ou 'viram vozes'."


O professor de psicologia cognitiva cita o fenômeno da sinestesia, em que se cria uma relação entre planos sensoriais diferentes
e o indivíduo se encontra em um estado neurológico que possibilita que ele "veja sons".


"Na
Bíblia, há frases como 'o povo viu as vozes', que me chamaram a
atenção, pois descrevem exatamente a sinestesia que ocorre com a
ingestão da ayhuasca", afirma Shanon. "Encontrei frases semelhantes em
textos e cânticos de outras religiões."

Críticas

O pesquisador, que já recebeu críticas negativas de religiosos em Israel, diz que sua tese não constitui um desrespeito à
religião, mas sim "uma tentativa de entender momentos tão importantes para toda a humanidade".


"Não
acredito na visão ontológica, segundo a qual a história de Moisés e os
Dez Mandamentos teria sido um evento cósmico extraordinário", afirma.
"Mas também não acho que um momento tão importante possa ser
considerado como uma simples lenda."

"A minha
tese, segundo a qual as substâncias ingeridas por Moisés teriam gerado
uma abertura cognitiva que possibilitou um contato com o sagrado, pode
ser uma explicação razoável e também respeitosa de como a religião
judaica nasceu", diz Shanon.

"Mas não é qualquer pessoa que ao ingerir a substância é capaz de criar os Dez Mandamentos, é necessário ser um Moisés para
isso", acrescenta. "Ao meu ver, a ayhuasca libera uma criatividade interna, como a arte."
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Vitor mango

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MensagemAssunto: Re: Teoria de que Moisés tomou chá do Daime cria polêmica em Isr   Qua Mar 05, 2008 6:46 am


Chá do "Santo Daime": minha experiência pessoal








I - Cronologia resumida:



Foi no dia
30/05/95, uma 3ª feira, em Brasília. Fui acompanhado de quatro jovens: uma amiga, sua
sobrinha, sua filha e uma amiga desta.

- 19:00h -
chegamos
- 21:00h -
bebemos o chá
- 21:30h -
comecei a sentir os efeitos
- 00:05h -
encerramento da "cerimônia"
- 02:00h - os
efeitos já começavam a regredir
- 09:00h - ao
acordar, já me sentia completamente normal





II - O que eu senti:



·
uma sensação
fascinante de dissociação entre consciência, inteligência e memória. O
"clock" da consciência se separou do "clock" da inteligência. Minha memória
foi liquidada, tanto a capacidade de reter o que eu estava pensando,
quanto, principalmente, a capacidade de recordar fatos e conhecimentos
passados. Eu era como um micro poderoso mas sem programas para carregar e sem
ter onde gravar os arquivos gerados.



·
Jamais me senti tão
inteligente. Eu não consegui ter nenhum tipo de raciocínio que não teria
normalmente: não criei nenhuma música, nenhum projeto arquitetônico, etc.
Apenas tive brutalmente acelerada a capacidade de pensar que tenho
normalmente. O que eu normalmente concluiria de aproveitável em um mês
consegui concluir em duas horas. Mas de que valia tanta inteligência sem
memória para guardar ? Foi um erro imperdoável não ter levado um gravador
portátil. Felizmente, logo que entrei no meu carro encontrei uma caneta e fiz
algumas anotações.



· Senti me cérebro se
fragmentando, que a parte de mim que continuava existindo correspondia a um
número cada vez menor de neurônios, enquanto os outros iam sendo desligados.
E pensei que, enquanto os outros iam em direção ao Todo (Deus) eu estava
indo em direção à Unidade, ao perceber meu eu se fragmentando em
componentes.



·
Durante a "cerimônia" o
tempo parecia passar muitíssimo devagar, talvez mais devagar do que em
qualquer outra ocasião. Essa sensação de lentidão da passagem do tempo foi
sentida também pelas jovens que foram comigo.



·
Tive uma alteração
auditiva violenta, que me impediu de entender as pessoas. Eu entendia em
parte com base na expressão facial e na entonação. A alteração auditiva
indiretamente prejudicou minha fala. Eu ouvia de forma distorcida o que eu
falava, e não conseguia saber o que efetivamente havia dito ou estava
dizendo.



·
Tive uma alteração
visual ligeira, sem alterar a nitidez do campo visual. Eu apenas via tudo
piscando como estrelas, um efeito semelhante ao de se ver as coisas através
de uma hélice de circulador de ar. Lá pelas duas horas da manhã, porém,
quando eu já me sentia mais normal, um efeito curioso: ao ver minha mão e as
das outras pessoas se movimentando, havia um efeito tipo "rastro do mouse no
Windows".




Obs:


·
Não tive nenhuma
alucinação visual, ou seja, não vi nada que não existisse. Já minhas amigas viram
"santos" e deformações no próprio corpo.



·
Deu-me a impressão de
ser uma droga que fez todo me cérebro adormecer, exceto a parte da
inteligência.



·
Já no carro, enquanto
não íamos embora (cerca de uma hora?) era como se eu ficasse acordando e
dormindo continuamente. Uma sensação semelhante à de dormir à noite e acordar
de manhã, repetindo-se a cada poucos minutos. Cada vez que eu acordava eu me
lembrava de tudo que estava se passando, mas quase não conseguia falar
(principalmente devido à alteração auditiva referida anteriormente). Eu me
sentia muito só (mesmo porque não havia ninguém comigo - minha amiga estava
conversando e as outras estavam talvez até pior que eu) e o tempo parecia
passar muitíssimo devagar, embora para os outros provavelmente parecesse que
eu estava um pouco alheio ao mundo.








III - Sobre a "cerimônia" em si:



·
os assim chamados
"fardados" são muito "militares".
E estavam pouco se importando se eu estava me sentindo mal ou não. Lembraram-me
que eu havia concordado em iniciar e terminar o culto. Toda vez que saía da
"igreja" diziam para eu voltar que "já estava acabando". Disseram isto às
22:30h, e só acabou uma hora e meia depois ! Eu me senti como se tivesse
vendido minha alma ao demônio por um dia. Tinha que respeitar um contrato com
o qual consenti sem saber das "letras miúdas", não importa quão mal me
sentisse. Escrevo aqui o que tantas vezes tive vontade de gritar lá: "Filhos
da puta!!!".



·
A aparência física dos
chamados "fardados", se misturados a outros grupos, pareceria normal. Porém,
todos juntos formavam um grupo diferente da população normal.



·
Os cânticos eram
extremamente desagradáveis, tanto no ritmo (totalmente repetitivo), quanto na
letra (boa parte dela bastante pobre de conteúdo). As duas jovens que
"puxavam" os cantos eram um bocado desafinadas, e a entonação parecia ser de
pessoas que nasceram no interior do nordeste e nunca saíram de lá.



·
Eu fui um dos únicos
que não levaram agasalho, e passei frio, o que contudo ajudou a manter minha
"sanidade". Minhas prioridades, nos momentos em que me sentia pior, eram: (1)
poder deitar e dormir; (2) que parassem de cantar aquelas músicas enjoadas com
aquelas vozes horríveis; e (3) um agasalho.










IV - Outros comentários:



·
Todas as quatro jovens
que foram comigo concordaram num ponto: "Nunca mais!".



·
Para mim valeu a pena
matar a curiosidade. Sofri um bocado, mas a alternativa era passar o resto da
vida curioso sobre este tipo de experiência. No mínimo, é fundamental ir com
um amigo (do mesmo sexo, já que lá os sexos ficam separados) que não tome o
chá. Isso, tanto para se ter apoio emocional durante os efeitos do chá quanto
para se dirigir o carro na volta (eu não tinha a menor condição de dirigir o
meu). Mas, para quem não estiver realmente muito curioso, não recomendo
nem um pouco!




Brasília, junho de 1995.
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Vitor mango

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MensagemAssunto: Re: Teoria de que Moisés tomou chá do Daime cria polêmica em Isr   Qua Mar 05, 2008 6:47 am

Cha do Cartaxo é o que eu tomo diariamente
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ronhas



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MensagemAssunto: Re: Teoria de que Moisés tomou chá do Daime cria polêmica em Isr   Qua Mar 05, 2008 7:30 am

Vitor mango escreveu:
Teoria de que Moisés tomou chá do Daime cria polêmica em Israel


Eu do Moisés só conheço ali na Duque D'Ávila a tasca/restaurante onde lá fui há pouco comer uns joaquinzinhos. Embora não seja grande apreciador, acompanhei (reguei) com um verde branco tirado á pressão. Deve ser melhor que o tal de chá de Daime.....
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Vitor mango

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MensagemAssunto: Re: Teoria de que Moisés tomou chá do Daime cria polêmica em Isr   Qua Mar 05, 2008 11:03 am

lol!
ronhas escreveu:
Vitor mango escreveu:
Teoria de que Moisés tomou chá do Daime cria polêmica em Israel


Eu do Moisés só conheço ali na Duque D'Ávila a tasca/restaurante onde lá fui há pouco comer uns joaquinzinhos. Embora não seja grande apreciador, acompanhei (reguei) com um verde branco tirado á pressão. Deve ser melhor que o tal de chá de Daime.....

lol!
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