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 Iraque/5 anos depois: Jorge Sampaio diz que Mundo está pior

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mike

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Mensagens : 283
Data de inscrição : 16/03/2008

MensagemAssunto: Iraque/5 anos depois: Jorge Sampaio diz que Mundo está pior   Dom Mar 16, 2008 5:42 am

Iraque/5 anos depois: Ex-PR Jorge Sampaio diz que Mundo está pior, mas continua crente

O ex-presidente português Jorge Sampaio considera que o Mundo está hoje pior do que há cinco anos, quando se iniciou a guerra no Iraque - faz quinta-feira cinco anos -, contra a qual sempre esteve e se manifestou.

“A situação internacional é hoje mais grave do que há cinco anos atrás, nas múltiplas frentes de crise e focos de tensão”, afirma Jorge Sampaio num depoimento à Agência Lusa sobre o 5º aniversário (20 de Março) do início da intervenção militar da coligação internacional, liderada pelos EUA e pelo Reino Unido, que depôs o regime de Saddam Hussein e que mantém a ocupação e o controlo militares do país.

O anterior Presidente da República adverte, no depoimento, que o facto de ter condenado claramente a guerra do Iraque não significou qualquer complacência com o regime iraquiano da altura (O de Saddam Hussein).

Jorge Sampaio era então - 2003 - Presidente da República e foi pública a sua divergência com o Governo português da época, liderado pelo actual presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que apoiou a intervenção militar anglo-americana no Iraque.

A 16 de Março de 2003, quatro dias antes do início do conflito, Durão Barroso foi, aliás, o anfitrião da Cimeira internacional das Lajes, nos Açores, em que o presidente norte-americano, George W. Bush e o então primeiro-ministro britânico Tony Blair, acompanhados também do antigo chefe do Governo espanhol José Maria Aznar, pré-anunciaram a intervenção militar no Iraque.

A oposição, de princípio, de Jorge Sampaio à intervenção militar internacional no Iraque condicionou então o apoio no terreno que viria a ser dado pelo executivo português de coligação PSD/CDS-PP, que teve de optar pelo envio de uma força da GNR (paramilitar e cujo comando é competência exclusiva do governo), em alternativa a uma “força militar”, que careceria do acordo formal prévio do Presidente da República (de acordo com a Constituição portuguesa, o PR é o “Chefe Supremo das Forças Armadas”).

Na declaração à Agência Lusa, o antecessor de Cavaco Silva na Presidência da República Portuguesa considera que, cinco anos depois do início da guerra no Iraque, “nada melhorou, nem no plano regional nem global, nem a nível do bem-estar dos povos”.

No depoimento à Lusa, Jorge Sampaio afirma que, actualmente, o cenário que se repete todos os dias no Iraque é marcado pela “destruição, mortes e violência”.

A actual situação no Iraque “aliena sempre mais a esperança de paz e de resolução pacífica dos conflitos e alimenta a falsa ideia de que enfrentamos um imparável choque de civilizações e culturas”, adianta Jorge Sampaio, que é actualmente Alto Comissário da ONU para a Aliança das Civilizações e para a luta contra a tuberculose no Mundo.

O ex-presidente português adverte que “a situação internacional é hoje mais grave do que há cinco anos atrás, nas múltiplas frentes de crise e focos de tensão” e exemplifica com os casos do conflito israelo-palestiniano, da crise libanesa e da situação no Afeganistão.

“O extremismo não se combate só com políticas securitárias e medidas militares de repressão”, sublinha Jorge Sampaio no texto enviado à Lusa.

Jorge Sampaio conclui o depoimento à Lusa com um apelo para “a necessidade de cultivar, à escala mundial e local, uma cultura da paz, do diálogo e do respeito pela diversidade cultural e religiosa dos povos, e das comunidades, e pelo direito das minorias”.

Durante a tarde de 16 Março de 2003, os olhos do Mundo estiveram centrados na Base das Lajes, Açores, onde o presidente norte-americano e os então primeiros-ministros britânico, espanhol e português protagonizaram a “Cimeira da Guerra” no Iraque.

No meio do Atlântico, George W. Bush, Tony Blair e José Maria Aznar, recebidos pelo primeiro-ministro português de então, Durão Barroso, reuniram-se, nessa tarde, naquela que também ficou conhecida como a 'Cimeira das Lajes', que culminou, 4 dias depois, na madrugada de 20 do mesmo mês, com o início da intervenção militar no Iraque.

Desencadeada por uma coligação militar internacional, liderada pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido, e apoiada por Portugal e Espanha, entre outros países, a operação conduziu à ocupação militar do Iraque, que se mantém, e ao derrube do regime do ditador Saddam Hussein, que viria a ser capturado e morto, por enforcamento, depois de julgado e condenado à pena capital por um tribunal iraquiano.

Da reunião na ilha Terceira, nos Açores, saiu um aparente derradeiro ultimato à ONU e a Saddam Hussein no sentido de se evitar uma intervenção militar no Iraque, alegadamente por via de uma solução diplomática para uma crise em que já então parecia inevitável o recurso à força das armas.

“Ou o Iraque se desarma ou é desarmado pela força”, afirmou George W. Bush, na conferência de imprensa final da Cimeira, que decorreu na base militar portuguesa, que acolhe um destacamento militar norte-americano, ao abrigo do Acordo de Cooperação e Defesa assinado entre os dois países.

Bush referia-se à então tida como hipótese credível de o Iraque dispor de armas de destruição maciça, nomeadamente químicas, uma suspeita que, embora tivesse sido a principal justificação oficial para a intervenção militar externa no país, viria a revelar-se infundada e nunca suficientemente sustentada, como reconheceram anos depois, um a um, todos os protagonistas da Cimeira das Lajes.
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mike

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MensagemAssunto: Re: Iraque/5 anos depois: Jorge Sampaio diz que Mundo está pior   Dom Mar 16, 2008 5:52 am

Cimeira das Lajes foi há cinco anos
“Informações erradas” determinaram invasão do Iraque

Há cinco anos, Portugal estava no centro das atenções mundiais, devido à Cimeira das Lajes, a 16 de Março de 2003
SIC

Durão Barroso foi o anfitrião do encontro que reuniu Bush, Blair e Aznar e do qual resultou um ultimato a Saddam Hussein.

O então Primeiro-Ministro e agora Presidente da Comissão Europeia reconheceu posteriormente que foi uma decisão tomada com base em “informações erradas”, que davam conta da existência de armas de destruição em massa no Iraque.

Ainda assim, Barroso diz que não está arrependido e que Portugal cumpriu a obrigação de apoiar o aliado norte-americano.
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