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 ZIMBABWE: Eleições

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Presidente da Junta
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MensagemAssunto: ZIMBABWE: Eleições   Sex Mar 28, 2008 2:10 pm

Eleições serão maior desafio de sempre para Robert Mugabe

28.03.2008 -Público


Presidente do Zimbabwe prepara-se para permanecer mais cinco anos no poder, mas nunca como agora esteve em dúvida a invencibilidade


"Tudo pode acontecer nestas eleições. Não podemos continuar a sofrer", disse um apoiante de Makoni ao Times

a Aos 84 anos, o Presidente Robert Mugabe mantém o seu estilo desafiador. Num comício em pleno coração do bastião da oposição, Bulawayo, no último sábado, falou mais de uma hora e meia, frente a 10 mil pessoas, a maioria das quais, segundo o jornal on-line ZimDaily, terão sido "forçadas" a participar.

E foi claro: "Morgan e Simba nunca governarão o meu Zimbabwe", disse sobre os seus dois principais adversários nas presidenciais de amanhã, que se realizam em simultâneo com legislativas e municipais.

O primeiro é Morgan Tsvangirai, do Movimento para a Mudança Democrática (MDC), líder da oposição, com mais de dez anos de combate político face ao Presidente; o mais perto que esteve de chegar ao poder foi nas eleições "fraudulentas" e "violentas" de 2002.

O segundo é Simba Makoni, ex-ministro das Finanças de Mugabe (2000-2002) que, há pouco mais de um mês, no início de Fevereiro, abandonou a ZANU-PF e anunciou a sua candidatura como independente. A Newsweek centra o interesse particular destas eleições justamente na figura de Makoni - "um ex-aliado próximo" de Mugabe que "oferece a melhor oportunidade para derrubar o ditador do Zimbabwe nas urnas".

Ambos os candidatos, porém, representam um importante desafio para o Presidente que se diz "invencível", consideram analistas. Tsvangirai pelos apoios que capitalizou ao longo dos anos, apesar de liderar uma oposição dividida; Makoni por ser um elemento novo e respeitado, num panorama político marcado pelo desgaste e por vir de dentro do aparelho, o que daria à comunidade internacional uma garantia de uma "transição" em paz com os serviços de segurança.

Ambos são candidatos "credíveis", considerou em entrevista ao PÚBLICO o especialista em Zimbabwe e África Austral do Institut for Security Studies da África do Sul, Chris Maroleng. De tal maneira "credíveis" que "se não houvesse fraude, seria muito difícil pensar numa vitória de Mugabe", acrescenta.

Um ícone da luta

"O Presidente ainda tem um certo apoio e isso deve-se essencialmente ao estatuto de ícone de que desfruta como um dos pais fundadores do Zimbabwe e como um ícone da luta de libertação", reconhece Chris Maroleng. "Mas perante o desafio económico que se coloca ao Zimbabwe, é evidente que não pode agora contar com a aprovação incondicional da sua base de apoio como contava antes de a crise ter atingido esta proporção", acrescenta.

Maroleng concorda que, desta vez, a questão não é tanto saber se Mugabe vence as eleições, mas se a fraude será suficiente para que essa vitória seja declarada à primeira volta - para isso, seria preciso reunir 51 por cento dos votos.

Tal acontece porque o "declínio económico sem precedentes" que o país atravessa leva muitos antigos apoiantes a desejarem uma mudança, segundo Chris Maroleng. Mas também porque o candidato Simba Makoni desafiou o poder e abriu brechas no apoio da ZANU-PF ao Presidente, e nas próprias forças de segurança.

O anúncio da candidatura de Makoni foi "o primeiro desafio aberto lançado a Mugabe de dentro do partido no poder" desde a independência em 1980, considerou o International Crisis Group num relatório da semana passada.

Um desafio que, embora tardio, começa a surtir efeitos. "O Exército, a polícia e os muito temidos serviços secretos podem já não estar unidos no apoio" ao Presidente, escreveu a Economist.

Dumiso Dabengwa, ex-ministro do Interior, antigo comandante militar, e herói para milhares de veteranos da guerra, por exemplo, apoia publicamente Makoni.

E, embora de forma não declarada, outras figuras como o influente general Solomon Mujuru, ex-chefe das forças de libertação, também poderão estar a apoiar Simba Makoni. Se assim for, as forças de segurança e a ZANU-PF estão mesmo divididas nestas eleições.

Isso explicaria a abertura com que os seus adversários puderam livremente organizar comícios em zonas tradicionalmente afectas a Mugabe. "Este comício nunca podia ter-se realizado aqui. Nem há dois meses atrás", disse um apoiante de Makoni ao jornal britânico Times, num comício no Sul do país, na província de Masvingo, que a ZANU-PF proclama ser uma "província de partido único". E acrescentou: "Tudo pode acontecer nestas eleições. Não podemos continuar a sofrer."

Polícia e Exército

Apesar disso, os chefes da polícia e das Forças Armadas deixaram claro o seu apoio incondicional a Mugabe, dizendo recentemente não permitir que o Presidente seja vencido por duas "marionetas do Reino Unido" - Tsvangirai e Makoni. "O Exército não aceitará agentes do Ocidente antes, durante e depois das eleições", afirmou o general Constantine Chiwenga, chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas.

Se é pois quase certo que Mugabe saia vencedor, também é verdade que isso poderá acontecer porque há indícios de que as eleições "não serão livres nem justas", acrescenta Maroleng: "A menos que seja expressa a verdadeira vontade do povo, é altamente improvável que o Presidente Robert Mugabe seja derrotado."

O que pode acontecer, conclui, é as pessoas saírem à rua "se sentirem que o resultado não representa a verdadeira vontade do povo". E, nesse caso, "pode haver violência pós-eleitoral".
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MensagemAssunto: Re: ZIMBABWE: Eleições   Sex Mar 28, 2008 7:01 pm

ESTA NO PAPO!!!
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Vitor mango

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MensagemAssunto: Robert Mugabe: da popularidade ao isolamento   Sab Mar 29, 2008 4:51 am

Robert Mugabe: da popularidade ao isolamento


Com 84 anos, Robert Mugabe não perdeu energia. Sempre combativo e
carismático, o presidente cessante, gosta da retórica agressiva para
defender a obsessão anticolonialista.

"O meu povo é a minha máquina de guerra..." O Zimbabué nunca mais voltará a ser colónia".

O
combate político de Robert Mugabe começou nos anos 60, quando o
professor, de 36 anos de idade, entrou no Partido Nacional Democrático,
interdito pelo governo de Ian Smith.

Preso durante 10 anos, e
depois exilado, Robert Mugabe não participou na guerrilha contra o
regime "branco" da antiga Rodésia, imposto à maioria negra.
Ian Smith declarou unilateralmente a independência em relação ao Reino Unido, em 1965, mas foi afastado do poder em 1975.

Mesmo
asssim, Robert Mugabe foi um dos signatários dos acordos de Lancaster
House que deram um estatuto legal à independência da antiga colónia
britânica e uma constituição democrática.
Depois de 90 anos de colonialismo, a bandeira britânica foi banida de vez.

Mugabe ganhou as eleições, supervisionadas por Londres, e foi nomeado primeiro-ministro.
O
estado de graça permitiu-lhe organizar, em 1981, o massacre de milhares
de ex-guerrilheiros partidários de Joshua Nkmo na província de
Matabeleland, sem condenação internacional.

Reconciliado com o
rival, chefe do ZAPU, Joshua Nkomo, Mugabe junta os dois partidos num
só (ZAPU et ZANU) e altera a Constituição em 1987, para estabelecer um
regime presidencialista.

Mas, no ano 2000, tudo se altera para
Mugabe. Perde o referendo a uma nova constituição e lança-se numa
reforma agrária de consequências catastróficas para a economia do
Zimbabué.

Depois, aquele que foi um dos dirigentes mais
respeitados em África, assumiu ser um autocrata. Sobrevive no
isolamento imposto pelos antigos aliados europeus e americanos.
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Vitor mango

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MensagemAssunto: Re: ZIMBABWE: Eleições   Sab Mar 29, 2008 4:52 am

Depois, aquele que foi um dos dirigentes mais
respeitados em África, assumiu ser um autocrata. Sobrevive no
isolamento imposto pelos antigos aliados europeus e americanos.
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Presidente da Junta
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MensagemAssunto: Re: ZIMBABWE: Eleições   Sab Mar 29, 2008 12:26 pm

Zimbabué: Observadores africanos denunciam fraude eleitoral

Os membros de uma equipa de observadores africanos às eleições a decorrer hoje no Zimbabué exprimiram a sua «profunda inquietação» perante a descoberta de milhares de «eleitores fantasmas» num distrito a norte de Harare.

Estes observadores, que representam uma organização continental, encontraram listas com quase 8.500 eleitores num distrito de apenas 24.678 habitantes.

A equipa preferiu manter-se no anonimato até receber uma resposta oficial da comissão eleitoral, à qual comunicaram por carta a sua «profunda apreensão» por esta situação.

«Apesar de ser uma esta zona quase desértica, foram registados inúmeros eleitores inexistentes como se ali morassem», referem os observadores na carta.

A Comissão Eleitoral rejeitou sexta-feira as acusações de fraudes nos escrutínios, enquanto que o presidente Robert Mugabe, no poder desde a independência do Zimbabué em 1980, afirmou «nunca ter feito trafulha» em eleições.

O regime de Mugabe recusou a presença de observadores europeus e norte-americanos, convidando para o efeito a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), a União Africano (UA) e países amigos como a China e a Venezuela.

Cerca de 5,9 milhões de eleitores escolhem hoje o seu presidente, os deputados, senadores e conselheiros municipais.

Mugabe, 84 anos, enfrenta como principal adversário o líder da oposição, Morgan Tsvangirai, e também um antigo ministro das Finanças, Simba Makoni, dissidente do regime no poder.

O principal partido da oposição, o Movimento para a Mudança Democrática (MDC), já denunciara há dias que foram registados para votar milhares de «eleitores fantasmas».

Os sinais de possível fraude detectados são vários, desde a incerteza quanto ao número de eleitores (5,9 milhões é considerado excessivo) até ao excessivo número de boletins de voto distribuídos aos funcionários públicos que votam por correspondência (600 mil, em contraponto com um número máximo estimado em 100 mil funcionários naquela categoria).

Diário Digital / Lusa - 29-03-2008 14:58:00
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MensagemAssunto: Re: ZIMBABWE: Eleições   Sab Mar 29, 2008 12:27 pm

SURPRISE,SURPRISE!!! Shocked
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Vitor mango

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MensagemAssunto: Re: ZIMBABWE: Eleições   Dom Mar 30, 2008 12:10 pm

Análise: Eleição no Zimbábue tem participação inédita da oposição

Joseph Winter
Da BBC News



Simpatizantes do oposicionista Morgan Tsvangirai no Zimbábue
Rival de Mugabe atrai multidões e faz campanhas em seus redutos
As eleições deste sábado no Zimbábue são as mais empolgantes desde as de 1980, realizadas um ano após a inpependência do país e que levaram o atual presidente Robert Mugabe ao poder.

Pela primeira vez desde a formação de uma oposição com credibilidade, há oito anos, a campanha eleitoral tem sido pacífica, com os candidatos que desafiam Mugabe tendo acesso às áreas rurais - onde mora a maioria dos eleitores.

Ao contrário do que fizeram em outras eleições, as milícias do presidente têm deixado a oposição em paz.

O motivo pode ter a ver com a entrada na disputa de Simba Makoni, ex-ministro das Finanças que tem o apoio de lideranças do Exército e conta com boa aceitação tanto entre eleitores do Zanu-PF como entre simpatizantes da oposição.

Alguns dizem que Makoni entrou na corrida tarde demais para ter uma chance realista de ganhar e que, portanto, o principal adversário de Mugabe é o veterano líder oposicionista Morgan Tsvangirai.

'Menino novo'

Mas o anúncio de Makoni, integrante do partido governista, o Zanu-PF, de que disputaria as eleições como candidato independente, há seis semanas, agitou a campanha e levou muita gente a se registrar para votar.

"Ele é o menino novo do pedaço", disse um morador de Harare à BBC. "Ele é o único que pode derrotar o presidente porque tem mais chance nas áreas rurais."

Se nenhum dos candidatos obtiver 50% dos votos, a eleição vai para segundo turno.

Os votos anti-Mugabe provavelmente se uniriam em um segundo turno, o que significa que as melhores chances de o presidente se reeleger estão neste sábado.

Mas não está claro como a candidatura de Makoni pode influenciar o resultado.

Por causa do longo histórico de Mugabe de recorrer às mais variadas táticas para permanecer no poder, há quem suspeite que a entrada do ex-ministro seja uma jogada diversionista para dividir o voto anti-Mugabe.

Outra análise, porém, indica que ele pode justamente dividir os votos do Zanu-PF.

A campanha do ex-ministro diz que a maioria dos líderes do Zanu-PF o apóia, apesar de apenas um grande nome do partido, Dumiso Dabengwa (ex-ministro do Interior), ter declarado isso publicamente.

Multidões

Durante a campanha, Tsvangirai tem atraído as maiores multidões. Isso não significa que ele terá mais votos no dia da eleição. Parte dos eleitores pode ser atraída pela distribuição de brindes e comida, e muitos dos presentes podem não estar registrados para votar. Mas o fato é que o MDC vem ganhando confiança.

A crise econômica não poupou redutos de Mugabe e a redistribuição de terras que assegurou lealdade de eleitores no passado não levou a melhores padrões de vida, como ele prometeu.

As pessoas culpam cada vez mais o governo pela falta de produtos básicos nas lojas e de dinheiro nos seus bolsos.

"Não tenho dúvida de que nós temos um grande apoio", disse Tsvangirai à BBC.

Mas algumas semanas de campanha podem não ser suficientes para superar o efeito de anos em que a voz da oposição foi mal ouvida nas áreas rurais.

Resultado

Mugabe diz que os problemas do Zimbábue são resultado de um plano ocidental para derrubá-lo e ele ainda pode ter novos truques escondidos na manga.

Tsvangirai tem uma longa lista de queixas eleitorais, mas teme que a Comissão Eleitoral as julgue de acordo com a conveniência do partido governista. O governo, por sua vez, nega estar planejando interferir nas eleições.

O candidato tem tentado convencer as pessoas de que quanto mais gente votar contra Mugabe, mais difícil será alterar o resultado.

E é nesse sentido que a entrada de Makoni pode ser significativa.

Segundo o analista político John Makumbe, líderes militares e agentes da temida polícia secreta de Mugabe apóiam Makoni e podem se recusar a apoiar uma eventual manipulação do resultado.

"Não é uma questão de se Mugabe vai tentar fraudar a eleição, é uma questão de se vão permitir que ele faça isso."

Com o resultado da eleição tão incerto, as pessoas estão começando a se perguntar se Mugabe aceitaria uma derrota.
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MensagemAssunto: Re: ZIMBABWE: Eleições   Dom Mar 30, 2008 12:32 pm

MUGABE,CASTRO, a idade NAO PERDOA!!!
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Vitor mango

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MensagemAssunto: Rice diz que Mugabe é «uma desgraça para o seu povo»   Dom Mar 30, 2008 1:03 pm

Rice diz que Mugabe é «uma desgraça para o seu povo»

A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, declarou hoje em Jerusalém que o presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, é «uma desgraça» para o seu povo e para África.

No Zimbabué foram realizadas sábados eleições gerais, cuja vitória já foi reivindicada pela oposição, embora não tenham sido ainda publicados os resultados oficiais do escrutínio, aos quais observadores africanos já apontaram fraudes.

«Nesta altura, já não temos dúvidas: seria necessário um milagre [a favor do presidente Robert Mugabe] para não ganharmos estas eleições.

Para nós, estão ganhas», declarou o secretário-geral do Movimento para a Mudança Democrática (MDC), Tendai Biti.

Partidários da oposição saíram hoje de madrugada às ruas, cantando e dançando, para festejar a previsível vitória.

O líder do Movimento para a Mudança Democrática, Morgan Tsvangirai, também já proclamou a vitória nas eleições de sábado.
CONTINUA ...

30-03-2008 16:08:00
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MensagemAssunto: Re: ZIMBABWE: Eleições   Dom Mar 30, 2008 1:09 pm

Alias, OS LIDER DA AFRICA, sao uma DESGRACA!!! quase todos!!!
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MensagemAssunto: Re: ZIMBABWE: Eleições   Ter Abr 01, 2008 3:40 am

A INFLAÇÃO A 165 000%


Manuel Queiroz - Jornalista

As eleições no Zimbabwe, realizadas este fim-de-semana, são bem capazes de acabar na rua, como aconteceu ainda recentemente no Quénia.

O Presidente Mugabe, de 84 anos e há 28 no poder - o único presidente da história do país - terá perdido no voto popular mas mantém os resultados sob reserva. O problema - e no Quénia foi parecido - é que houve quatro eleições simultâneas (Presidência, Assembleia, Senado e regionais) e não se pode anunciar a vitória do Presidente numa e derrotas nas outras, diz o The Daily Telegraph "Mugabe agarra-se ao poder apesar da derrota nas eleições", diz o título da capa do The Guardian, de Londres, como o The Daily Telegraph, que diz no fundo da página: "Resultados das eleições estão a ser 'arranjados' por Mugabe."

Não é fácil ter acesso à imprensa do Zimbabwe e o The Namibian, da Namíbia, coloca como título principal "Oposição clama vitória, Presidente avisa contra tentativa de golpe." O La Repubblica italiano chama "Walesa do Zimbabwe" a Tsvangirai, antigo sindicalista e agora líder do Movimento para a Mudança Democrática (MDC, nas inicias em inglês) que terá ganho 190 dos 210 lugares no Parlamento.

O The Daily Telegraph dedica um dos editoriais ao Zimbabwe em que escreve: "Robert Mugabe e o partido Zanu-PF já não tem um apoio genuinamente maioritário desde 2000, pelo menos. Ao fim de 28 anos, Mugabe deixa o país na falência e a sangrar. A inflação anda nos 165 mil por cento. 80 por cento de taxa de desemprego. Um país que já foi um grande exportador de alimentos está perto de morrer de fome. Ninguém apoia Mugabe a não ser os homens do seu clã e os seus clientes: aqueles que receberam terra confiscada, por exemplo." Terra confiscada a ingleses que não resolveu nenhum problema e criou a Mugabe uma enorme pressão internacional.

A televisão do Zimbabwe, conta o The Independent inglês, manteve- -se a dar serviços religiosos e futebol dos anos 70 - nada de eleições. E o medo da fraude pode levar o povo para a rua - essa é a ameaça.

dn
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MensagemAssunto: Re: ZIMBABWE: Eleições   Ter Abr 01, 2008 6:18 am

Zimbábue: que país é este ?

HARARE (ZIMBÁBUE) - Difícil entender o povo desse país que vai às urnas no sábado O zimbabuano vive num lugar com a economia destroçada. Pega fila de manhã para comprar pão e no meio do dia para sacar dinheiro do caixa eletrônico. Água, só se for da torneira.

E no entanto estou para ver gente mais cordial. Ontem à noite fui dar uma volta a pé, coisa que jamais faria na África do Sul ou em Angola. A avenida Samora Machel, a principal do centro, está cheia de arranha-céus que poderiam muito bem estar na avenida Paulista. Veja:

O trânsito flui que é uma beleza (talvez pela escassez de combustível, é verdade). As pessoas são simpaticíssimas, dão bom-dia gratuitamente e ajudam a quem precisa. Como o porteiro de dois metros de altura do Crowne Plaza (que atende pelo impagável nome de Marvelous, aliás), que me deu o maior presente que eu poderia pedir: um adaptador de tomadas do nosso pino para o deles. Fiquei feliz como uma criança que acaba de ganhar um Wii.

No centro, o Zimbabwe Gardens não deixa muito a dever aos parques londrinos. Grama bem cortadinha, famílias fazendo piquenique. Na hora do almoço, a onda é dormir estirado na grama.

E tem a mulherada, com seus bebezinhos pendurados nas costas, amarrados por colcha, lençol, toalha...

Não é o Éden, obviamente. Há miséria e fome nas ruas. Não dá para relaxar com cuidados básicos. Sou branco, chamo a atenção, e há grande ressentimento histórico com brancos aqui.

A polícia é especialmente chata, pronta para te lembrar que isso aqui é, afinal, uma ditadura (está um pouco melhor agora, com o enfraquecimento de Mugabe). Hoje tomei uma dura de um “polícia”, apenas por ter feito uma foto da sede do Banco Central. Um arranha-céu inacreditável, que vou ficar devendo. Tive que deletar.

É provável que Mugabe ainda esteja dando as cartas após 28 anos em grande parte por causa dessa cordialidade do zimbabuano. Quem sabe isso muda com a eleição.

Fábio Zanini - Clique e consulte este Blog ! Vale a pena !
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MensagemAssunto: Re: ZIMBABWE: Eleições   Sab Abr 05, 2008 10:45 am

Nove dias em Harare

Notas de uma viagem clandestina de dois repórteres da VISÃO na capital do Zimbabué, uma cidade de medo, tortura e morte.

por João Dias Miguel - 29 Nov 2007


Veja aqui, com fotos e som
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trocatretas

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MensagemAssunto: Re: ZIMBABWE: Eleições   Dom Abr 06, 2008 8:15 am

Alguem me esclarece sobre a Lei Eleitoral

que vigora no Zimba.....?
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MensagemAssunto: Re: ZIMBABWE: Eleições   Dom Abr 06, 2008 8:38 am

trocatretas escreveu:
Alguem me esclarece sobre a Lei Eleitoral

que vigora no Zimba.....?


Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing

LEI ELEITORAL DO MUGABE!!! Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing
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MensagemAssunto: Re: ZIMBABWE: Eleições   Dom Abr 06, 2008 8:42 am

RONALDO ALMEIDA escreveu:
trocatretas escreveu:
Alguem me esclarece sobre a Lei Eleitoral

que vigora no Zimba.....?


Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing

LEI ELEITORAL DO MUGABE!!! Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing

LEI ELEITORAL DO MUGABE!!! Laughing Laughing Laughing Laughing ......eheheheheh ....eu também me estou a rir...... Laughing Laughing Laughing Laughing
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Fúria

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MensagemAssunto: Zimbabué/Eleições... Ocupadas propriedades   Qui Abr 10, 2008 7:10 am

Zimbabué/Eleições: Ocupada propriedade do presidente da Associação de Agricultores Comerciais


A fazenda do presidente da Associação de Agricultores Comerciais do Zimbabué (CFU), Trevor Gifford, foi ocupada hoje de manhã, cerca das 06:00 (07:00 em Lisboa), disse o próprio à Agência Lusa em Harare.

"Não vale a pena voltar, a fazenda está em nosso poder e nós trataremos do gado com os empregados", declararam os ocupantes a Gifford, num contacto telefónico.

Dezenas de ocupantes, que envergavam camisolas com a sigla da ZANU-PF, partido do Presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, ocuparam a propriedade e num contacto telefónico informaram Trevor Gifford.

Situada em Chipinge, a cerca de 280 quilómetros de Harare, perto da fronteira com Moçambique, a fazenda já tinha sido parcialmente expropriada em três ocasiões, mas Gifford mantinha, numa parte do terreno original, criação de gado (cerca de 200 cabeças) e possuía ainda uma plantação de café, abacate e macadamia.

Numa entrevista à Lusa, Gifford afirmou que desde sábado mais de 60 propriedades agrícolas foram ocupadas por grupos de populares liderados pelos veteranos de guerra e milicianos fiéis ao regime.

Trevor Gifford classificou a situação actual no mundo rural como "extremamente grave" e aponta o dedo ao regime de Robert Mugabe, acusando-o de destruir por completo um sector que até 2000 alimentava a nação zimbabueana e vários países da região.

A Associação de Agricultores Comerciais do Zimbabué (CFU) representava há oito anos quase cinco mil agricultores. Segundo o seu presidente, actualmente apenas 500 agricultores se mantêm na posse das suas terras e em laboração "mais ou menos normal".

Em resultado da reforma agrária do regime de Robert Mugabe, o Zimbabué passou de celeiro regional a nação dependente de ajuda alimentar do exterior, em particular das Nações Unidas e do Programa Alimentar Mundial (PAM).

Segundo disse à Lusa um responsável regional do PAM, pelo menos três milhões de zimbabueanos necessitam, este ano, de ajuda alimentar de emergência.
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mike

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MensagemAssunto: O bastião rural de Robert Mugabe ainda canta elogios ao regime   Dom Abr 13, 2008 7:33 am

Like a Star @ heaven



"Que nos importa estarmos nus e esfomeados? Contra ventos e marés apoiamos o Presidente Robert Mugabe", clama Sylvester Pfurirai, um habitante do distrito rural de Zvimba, bastião do chefe de Estado zimbabwiano.

"Nenhum outro líder pode dirigir este país", argumenta um dos seus companheiros, enquanto vai bebericando uma cerveja local. Ele afirma que existe uma exploração agrícola a 80 quilómetros dali. No distrito de Zvimba, situado a 100 quilómetros a oeste da capital, a ZANU-PF, no poder, conquistou todas as quatro circunscrições, nas legislativas de 29 de Março.

A região, onde há 84 anos nasceu o Presidente, venera o herói da guerra da independência e apoia sem reservas a sua reforma agrária, que provocou, a partir de 2000, a expulsão de cerca de quatro mil fazendeiros brancos e a redistribuição das suas terras por 350 mil negros.

Apesar da presença de alguns tractores neste distrito favorecido pelo poder, a colheita de milho, que devia ter acabado em Abril, ainda não começou. Os campos preguiçam em estado lastimável e a estrada alcatroada, que já foi uma das melhores do país, está semeada de buracos.

Sam Chada, de 30 anos, nasceu dois anos antes da independência (de 1980) e não tem a menor lembrança da guerra contra a antiga potência colonial britânica. Mas os seus pais participaram e a história familiar ancorou-o a um apoio inquebrável ao velho Presidente, no poder há 28 anos. Chada herdou os campos de milho. "A terra está no coração" da política do Zimbabwe, afirma este jovem, que teme que um novo poder inverta os resultados da reforma agrária. Os detractores do regime consideram que esta reforma, que fez cair a produção agrícola, está na origem da recessão económica sem precedentes na qual mergulhou o país.

A questão da terra regressou em força depois da eleição presidencial de 29 de Março - cujos resultados ainda não foram publicados, 14 dias depois do escrutínio -, com o partido no poder acusando a oposição de querer "recolonizar" o país com agricultores brancos.

"Mugabe é um homem de princípios, que não se deixa intimidar por ninguém, e que se bate pelo povo deste país", assegura Caleb Chigomararwa, coordenador da ZANU-PF no distrito. "Vivemos sob um regime de sanções há vários anos mas, veja, sobrevivemos, ele conseguiu gerir esta situação de maneira formidável", prossegue Chigomararawa, referindo-se às sanções ocidentais impostas após a reeleição controversa de Mugabe, em 2002, e que visaram os próximos do poder.

Jessie Samkange, uma octogenária, diz que se os seus filhos conduzem um carro é "graças a Mugabe". O regime que sempre acarinhou os seus feudos rurais, dotou o distrito de um supermercado, um hospital, uma farmácia, bancos, um restaurante e um night-club. Zvimba, ponto central do distrito, concentra as lojas num raio de 100 quilómetros. As prateleiras parecem bastante mais fornecidas do que nas cidades. Uma das lojas propõe com orgulho duas caixas de açúcar, óleo de culinária e produtos de primeira necessidade. "Temos sal", proclama um cartaz, implicando que as penúrias não atingem as zonas rurais.

A localidade nem achou útil exibir os cartazes de campanha pró-Mugabe, omnipresentes na capital, de tal forma o voto parecia adquirido. Mas a militância, apesar de tudo, não conquistou toda a gente. A jornalista da AFP, que procurava a sede da ZANU-PF, teve de perguntar a numerosos transeuntes, antes de encontrar uma pessoa capaz de lhe dar a informação.

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Vitor mango

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MensagemAssunto: Re: ZIMBABWE: Eleições   Dom Abr 13, 2008 8:25 am

tenho da politica a teoria dos alcatruzes ...aquelas rodas enormes que entram na agua carregam o deposito subem sobem e depois despejam a carga
se a MI Moria me falha esta era a terra do Ian Smith que ditadura branca achava que se aguenatava com o mundo aos gritos
- Pá larga isso !
e era só apoiadao pelo salazar e a AS
Estamos agora na situação oposta
mas em negro
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Cogito, ergo sun



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MensagemAssunto: Re: ZIMBABWE: Eleições   Dom Abr 13, 2008 9:46 am

trocatretas escreveu:
Alguem me esclarece sobre a Lei Eleitoral

que vigora no Zimba.....?

Creio que não existe. É a vontade do soba. 3 semanas depois ainda nada se sabe. Existirá Lei???
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mike

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MensagemAssunto: Tribunal de Harare trava recontagem dos votos   Seg Abr 14, 2008 10:11 am

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Líderes da SADC evitam palavra crise para falar da situação no Zimbabwe




A luta pelos resultados das presidenciais de 29 de Março no Zimbabwe está a tornar-se cada vez mais feroz. A oposição conseguiu ontem uma vitória relativa ao ver o tribunal ordenar à Comissão Eleitoral que não proceda à recontagem dos votos, depois de esta ter anunciado que o iria fazer no próximo sábado, permitindo a Robert Mugabe ganhar tempo para qualquer que seja a estratégia que está neste momento a preparar.

"O juiz considerou que não só é ilegal como pouco razoável ordenar a recontagem antes de os resultados serem oficialmente divulgados. A lei é clara sobre o tempo da recontagem.

O pedido tem que ser feito 48 horas após a divulgação dos resultados", disse Selby Hwacha, o advogado do Movimento para a Mudança Democrática, MDC, citado pelo jornal sul-africano Mail and Guardian. A oposição, de Morgan Tsvangirai, que diz ter vencido as presidenciais com 50,3% dos votos expressos, espera que o tribunal decida hoje se ordena ou não a publicação imediata dos resultados destas eleições.

Nesse sentido vai o apelo dos líderes dos 14 países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, a SADC, que estiveram reunidos longas horas, em Lusaca, durante este fim-de-semana. Na declaração final pede-se a verificação e divulgação rápida dos resultados. Mas evita-se a palavra crise. Isto porque, segundo Charlotte Plantive, da AFP, os líderes africanos dividiram-se: o grupo liderado pela Tanzânia e Zâmbia queriam ir mais longe na pressão sobre o regime de Mugabe. O grupo liderado pela Namíbia e Angola não estava muito para aí virado.

O chefe do Estado zimbabwiano boicotou a cimeira extraordinária devido à presença de Tsvangirai. Mas recebeu o seu homólogo da África do Sul, Thabo Mbeki, que afirmou não haver crise no Zimbabwe. Os media britânicos noticiaram que o líder do MDC deixou a cimeira quando percebeu as negociações de bastidores entre a SADC e Simba Makoni, ex-ministro das Finanças e dissidente do partido de Mugabe, a Zanu-PF, que poderia vir a liderar um eventual Governo de unidade nacional. Ao mesmo tempo chegam notícias de que a polícia está a intimidar os apoiantes do MDC antes da realização de uma possível segunda volta.

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Vitor mango

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MensagemAssunto: Re: ZIMBABWE: Eleições   Seg Abr 14, 2008 10:27 am

Vitor mango escreveu:
tenho da politica a teoria dos alcatruzes ...aquelas rodas enormes que entram na agua carregam o deposito subem sobem e depois despejam a carga
se a MI Moria me falha esta era a terra do Ian Smith que ditadura branca achava que se aguenatava com o mundo aos gritos
- Pá larga isso !
e era só apoiadao pelo salazar e a AS
Estamos agora na situação oposta
mas em negro

esTAVA A FALAR DA rODESIA
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MensagemAssunto: Re: ZIMBABWE: Eleições   Ter Abr 15, 2008 7:26 am

Desejos revivalistas.
Voltar a gamar num país africano.



Nem de propósito, este postal de Leonor Pinhão
5 Abril 2008 - 00h30 | cm

Bilhete Postal


Acusações históricas


Notável coincidência de índole histórica-audiovisual. Dois documentários sobre a colonização da América do Sul correm actualmente os circuitos internacionais dos festivais de cinema e das exibições televisivas.

‘Manda Bala’, premiado em Sundance e em Salónica, trata do Brasil e explica a “marca” portuguesa na secular história da corrupção no país: “Os portugueses nunca quiseram criar uma cultura”, limitaram-se a “explorar as riquezas” e a “criar as raízes da corrupção”. Um outro documentário, ‘Segredos da Morte’, com estreia marcada no canal norte--americano PBS, reescreve a história da conquista do continente pelos espanhóis a partir da descoberta de uma vala comum, em território azeteca, com centenas de corpos mutilados. As antigas potências ibéricas estão mal vistas pelos documentaristas. Mas, ainda assim, antes a vigarice do que o genocídio.
Leonor Pinhão, Jornalista
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MensagemAssunto: Re: ZIMBABWE: Eleições   Ter Abr 15, 2008 7:35 am

Pé nixto escreveu:
Desejos revivalistas.
Voltar a gamar num país africano.



Nem de propósito, este postal de Leonor Pinhão
5 Abril 2008 - 00h30 | cm

Bilhete Postal


Acusações históricas


Notável coincidência de índole histórica-audiovisual. Dois documentários sobre a colonização da América do Sul correm actualmente os circuitos internacionais dos festivais de cinema e das exibições televisivas.

‘Manda Bala’, premiado em Sundance e em Salónica, trata do Brasil e explica a “marca” portuguesa na secular história da corrupção no país: “Os portugueses nunca quiseram criar uma cultura”, limitaram-se a “explorar as riquezas” e a “criar as raízes da corrupção”. Um outro documentário, ‘Segredos da Morte’, com estreia marcada no canal norte--americano PBS, reescreve a história da conquista do continente pelos espanhóis a partir da descoberta de uma vala comum, em território azeteca, com centenas de corpos mutilados. As antigas potências ibéricas estão mal vistas pelos documentaristas. Mas, ainda assim, antes a vigarice do que o genocídio.
Leonor Pinhão, Jornalista


E eu a pensar que o Zimba era em África??? E que nunca fora colonizado por ibéricos?? Tenho de reler os book's.
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MensagemAssunto: Re: ZIMBABWE: Eleições   Ter Abr 15, 2008 7:52 am

A greve geral que a oposição convocou contra Mugabe devido ao processo eleitoral, foi um fracasso completo. Ninguem fez caso.

Parece que a bota não diz com a perdigota. A comunicação não funciona.

A skY News parece a Rádio Moscovo não fala verdade.
------------------------------

Na verdade a exploração desenfreada e assassina sobre os indígenas na América, foi muito diferente da de África, ahahahaha. Os exploradores, só por acaso foram os mesmos, brancos, europeus, civilizados.
Riquezas sacaram muita. Desenvolvimento e bem-estar...? ah.... agora é que é verdade... Mugabe... és um maldito, por não acreditar no Brown e sua pandilha dos direitos(?)humanos. E outros direitos, estes cabeçudos.
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MensagemAssunto: Re: ZIMBABWE: Eleições   

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ZIMBABWE: Eleições
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