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 um dos acordos mais complexos da História (Banguecoque)

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MensagemAssunto: um dos acordos mais complexos da História (Banguecoque)   Seg Mar 31, 2008 6:10 am

Em Banguecoque

Clima: conferência abre dois anos de negociações para um dos acordos mais complexos da História

31.03.2008 - 11h27 AFP, Reuters

Negociadores de todo o mundo abriram hoje, sob a égide das Nações Unidas em Banguecoque, um ciclo de dois anos de discussões para conseguir um acordo ambicioso de redução de emissões de gases com efeito de estufa (GEE, sigla em inglês) em 2009. A ONU prevê que este possa vir a ser um dos acordos mais complexos da História.

Reunidos pela primeira vez desde as negociações de Dezembro na ilha indonésia de Bali, 1100 representantes de, pelo menos, 164 países signatários da Convenção-Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas têm cinco dias para atenuar as divergências sentidas na última conferência.

Não são esperadas grandes decisões em Banguecoque, uma vez que as negociações servirão apenas para estabelecer um calendário para futuras discussões que vão culminar numa conferência da ONU em Copenhaga, no final deste ano.

Numa mensagem vídeo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, apelou aos delegados em Banguecoque para serem “ambiciosos” nos seus objectivos e para trabalharem “duramente” e em conjunto para salvar o planeta dos efeitos potencialmente devastadores das alterações climáticas.

“Estão reunidos para lançar um processo de discussões que vai alterar o curso da História”, disse Ban Ki-moon, lembranque que Banguecoque representa “o ponto de partida de uma intensa negociação de dois anos”.

A reunião na Tailândia visa criar as bases de um plano de acção global para reduzir as emissões poluentes, integrando os países industrializados e em desenvolvimento, com o objectivo de concluir até ao final de 2009 um acordo sucessor do Protocolo de Quioto, que termina em 2012.

Falando aos jornalistas, Yvo de Boer, secretário-executivo da Convenção Quadro da ONU, disse que os negociadores têm perante si uma “tarefa impressionante”, tendo em conta os interesses contraditórios em jogo.

A comunidade internacional tem menos de dois anos para elaborar “aquilo que poderá vir a ser um dos acordos internacionais mais complexos da História”.

“Haverá vencedores e vencidos. Mas é evidente que se não agirmos, seremos todos vencidos”, advertiu Yvo de Boer.

Ainda que os países ricos e pobres estejam de acordo para lutar contra o sobre-aquecimento global, divergem sobre à forma como o vão fazer. Os Estados Unidos, único grande país industrializado que não ratificou Quioto, quer que as economias emergentes – como o Brasil, Índia e China – sejam obrigados a reduzir as suas emissões.

A União Europeia considera que cada às nações industrializadas assumir a liderança destes esforços.

Sob pressão de Washington, Bali não incluiu objectivos específicos.

público
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MensagemAssunto: Re: um dos acordos mais complexos da História (Banguecoque)   Seg Mar 31, 2008 6:15 am

Ernest Moniz, director da Iniciativa de Energia do MIT

"Se o mundo falhar, não será por ausência de tecnologia, será por falta de políticas"

31.03.2008 - Público

O director da Iniciativa de Energia do MIT, Ernest Moniz, de ascendência açoriana, está convicto de que os EUA serão um "actor construtivo" no pós-Quioto.

PÚBLICO - As alterações climáticas são cada vez mais a discussão das emissões de CO2?

ERNEST MONIZ - Há um leque de gases com efeito de estufa que têm de ser considerados. O CO2 é o mais ligado à produção de energia. Também importante é a libertação de metano, por exemplo, na exploração de petróleo.

É igualmente importante o uso do solo, sendo responsável por 20 por cento das emissões de gases com efeito de estufa. Acções para reduzir o CO2 através dos biocombustíveis podem ter um impacto negativo por causa das mudanças de uso da terra para os produzir. Em terceiro lugar, é necessária a introdução de tecnologias da energia que tenham menos emissões de CO2.

Aumentar a eficiência energética é a resposta mais importante, pelo menos no curto prazo. Por exemplo, calafetar a casa, usar lâmpadas eficientes são medidas muito básicas e cada uma delas pequena, mas que, juntas, atingem grandes resultados.

Quando a Iniciativa de Energia do MIT (MIT-EI) foi criada, o objectivo era responder às alterações climáticas. Está a cumprir o objectivo?

Estamos contentes com o que fizemos nestes 16 meses, embora a ciência básica e os desenvolvimentos tecnológicos demorem tempo a ter impacto. É de esperar que algum do trabalho a começar agora tenha um grande impacto no futuro, mas não sabemos o que será, porque teremos surpresas e porque, mesmo para uma tecnologia de sucesso, serão necessários 15 anos até ter uma presença significativa no mercado.

Este não é, no entanto, o único critério de sucesso para responder aos desafios das alterações climáticas. Menciono dois em que temos feito progressos substanciais. Um deles é no desenvolvimento de capital humano. Temos um milhar de estudantes ligados à energia e ao ambiente. No final, o nosso mais importante contributo terá sido ajudar a manter o seu nível de interesse em relação a estes problemas. São eles que vão resolvê-los nos próximos anos.

Outra das nossas responsabilidades é fazer análise tecnológica avançada sobre temas importantes para os decisores políticos. No ano passado, terminámos um grande estudo sobre o carvão que está a ter muito sucesso, liderámos também em 2007 um outro estudo sobre a geotermia. Era uma área de investigação que tinha zero por cento de subsídios e o nosso relatório mudou isso.

Há alguns anos, fizemos um relatório sobre o nuclear que teve um grande impacto. Agora estamos a reexaminá-lo, no contexto da Iniciativa de Energia. Estamos a estudar também o futuro da energia solar e vamos provavelmente começar um grande estudo sobre o papel do gás natural na transição para um tempo em que as restrições ao carbono são muito severas.

Com o novo acordo com Portugal, o MIT está a fazer esse trabalho de influência?

Primeiro que tudo, a indústria de energia portuguesa será um actor-chave, apesar de não fazer parte do acordo [assinado quarta-feira passada entre o Governo e o MIT para promoção de investigação avançada em áreas essenciais da energia]. Esperamos que haja muita interacção por parte dos investigadores portugueses ligados à indústria.

Um dos objectivos do programa MIT-Portugal é ajudar a reforçar a ligação entre as universidades e a indústria - o que fazemos há muito tempo. O acordo traz o programa português para o MIT-EI, o qual tem uma forte ligação com a indústria de energia global.

Quando a Iniciativa começar a ser construída em Portugal, admitimos que haja diálogo entre os nossos colegas investigadores portugueses com o Governo e que este, por sua vez, possa dentro da União Europeia influenciar a sua política.

Um tema decisivo para os próximos três/quatro anos é se o mundo vai ou não avançar para um acordo que suceda ao Protocolo de Quioto. Quanto mais próximas forem as nossas parcerias, entre os EUA e a União Europeia e outros países, melhor será o diálogo. Até agora, os EUA e a Europa têm estado em posições muito diferentes.

Está a dizer que este programa pode contribuir para isso?

É um dos muitos canais de comunicação. Não quero sobre ou subestimá-lo. Acreditamos que criando cada vez mais relações de base entre os EUA e os países europeus, entre os EUA e a China - estamos a desenvolver uma ligação com a China através do MIT-EI -, fundadas em ciência real e em análise objectiva e não em interesses políticos, melhor será. Mantendo a comunicação com os governos prepara-se o caminho para a discussão.

Durante a guerra fria, o papel dos cientistas foi muito importante, mesmo não nos melhores termos, na comunicação entre os governos dos EUA e da então União Soviética.

Não está a ser optimista?

Sou muito optimista em relação à tecnologia. Se o mundo falhar os objectivos para combater as alterações climáticas, não acredito que seja por ausência de tecnologia; será por ausência de estruturas políticas, o que significa que precisamos de ter essas tecnologias de sucesso disponíveis a tempo no mercado e em escala. Desse ponto de vista, sou muito optimista, mas sou também muito cauteloso quanto à capacidade de haver políticas em prática a tempo.

Acredita numa mudança de posição dos EUA no pós-Quioto?

Acredito que o próximo Presidente dos EUA, quem quer que seja entre os três últimos candidatos [os democratas Hillary Clinton e Barack Obama e o republicano John McCain], encorajará o país e envolvê-lo-á numa política de carbono. Acredito também que os EUA serão um participante activo nas discussões do pós-Quioto.

O sucesso do futuro acordo depende também muito da China, que pode não o subscrever, mas iniciar um processo de inclusão gradual. Muita coisa vai acontecer e penso que os EUA serão um actor construtivo no processo.

Das bananas Chiquita ao reexame do nuclear

Há cerca de ano e meio, o Instituto de Tecnologia do Massachusetts (MIT) assumiu o combate às alterações climáticas como uma prioridade na sua acção, tendo fundado a Iniciativa de Energia (MIT-EI). O departamento investiga, sobretudo, tecnologias e políticas de energia, um leque que vai desde o "reexame" do nuclear ao acordo com a multinacional Chiquita.

O nuclear é, entre os novos estudos anunciados, o que promete maior impacto, tal como aconteceu com o primeiro trabalho, há alguns anos. O MIT aposta no desenvolvimento de uma nova geração tecnológica, para 2050, sem os problemas do enriquecimento de urânio e dos resíduos radioactivos.

Com a multinacional das bananas, o MIT quer estimar a pegada carbónica de toda a cadeia de fornecimento que transporta a Chiquita desde a América Central até aos EUA, por camião e por barco, e construir uma ferramenta para a Internet que permita a outras empresas calcular e reduzir o consumo de energia dos seus produtos.
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MensagemAssunto: Re: um dos acordos mais complexos da História (Banguecoque)   Seg Mar 31, 2008 7:32 am

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ronhas



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MensagemAssunto: Re: um dos acordos mais complexos da História (Banguecoque)   Seg Mar 31, 2008 9:45 am

Presidente da Junta escreveu:
Em Banguecoque

Clima: conferência abre dois anos de negociações para um dos acordos mais complexos da História



Será porque há estados criminosos. Que não deviam pertencer ao convívio normal entre nacções. Ainda havemos de ver alguns responsáveis a responder por crimes que mexem, não com os seus países, mas com o mundo inteiro....
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MensagemAssunto: Re: um dos acordos mais complexos da História (Banguecoque)   Seg Mar 31, 2008 9:47 am

ronhas escreveu:
Presidente da Junta escreveu:
Em Banguecoque

Clima: conferência abre dois anos de negociações para um dos acordos mais complexos da História



Será porque há estados criminosos. Que não deviam pertencer ao convívio normal entre nacções. Ainda havemos de ver alguns responsáveis a responder por crimes que mexem, não com os seus países, mas com o mundo inteiro....


Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing

CONCERTEZA que nao vai ser do seu tempo!!!!!!!!!!!!
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ronhas



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MensagemAssunto: Re: um dos acordos mais complexos da História (Banguecoque)   Seg Mar 31, 2008 9:55 am

RONALDO ALMEIDA escreveu:
ronhas escreveu:
Presidente da Junta escreveu:
Em Banguecoque

Clima: conferência abre dois anos de negociações para um dos acordos mais complexos da História



Será porque há estados criminosos. Que não deviam pertencer ao convívio normal entre nacções. Ainda havemos de ver alguns responsáveis a responder por crimes que mexem, não com os seus países, mas com o mundo inteiro....


Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing

CONCERTEZA que nao vai ser do seu tempo!!!!!!!!!!!!


Talvez não. Mas não tenha tanta certeza. Pinochet também nunca imaginou que um dia ia de cana....
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MensagemAssunto: Re: um dos acordos mais complexos da História (Banguecoque)   Seg Mar 31, 2008 9:57 am

ronhas escreveu:
RONALDO ALMEIDA escreveu:
ronhas escreveu:
Presidente da Junta escreveu:
Em Banguecoque

Clima: conferência abre dois anos de negociações para um dos acordos mais complexos da História



Será porque há estados criminosos. Que não deviam pertencer ao convívio normal entre nacções. Ainda havemos de ver alguns responsáveis a responder por crimes que mexem, não com os seus países, mas com o mundo inteiro....


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CONCERTEZA que nao vai ser do seu tempo!!!!!!!!!!!!


Talvez não. Mas não tenha tanta certeza. Pinochet também nunca imaginou que um dia ia de cana....

Voce AS VEZES PARECE INTELIGENTE, mas logo em seguida, nos DECEPCIONA!!
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MensagemAssunto: Re: um dos acordos mais complexos da História (Banguecoque)   Seg Mar 31, 2008 10:01 am

RONALDO ALMEIDA escreveu:


Voce AS VEZES PARECE INTELIGENTE, mas logo em seguida, nos DECEPCIONA!!



"Nos" !!!!

É como quem diz.

Fale por si.

Aqui ninguém me decepciona.

Falo por mim, claro.
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MensagemAssunto: Re: um dos acordos mais complexos da História (Banguecoque)   Seg Mar 31, 2008 10:02 am

ALGUNS de NOS!!! o.k. presidente?
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ronhas



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MensagemAssunto: Re: um dos acordos mais complexos da História (Banguecoque)   Seg Mar 31, 2008 10:08 am

RONALDO ALMEIDA escreveu:
ALGUNS de NOS!!! o.k. presidente?

Só por interesse estatístico, quem apoia a posição do RON??? Vá. Um esforço...
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MensagemAssunto: Re: um dos acordos mais complexos da História (Banguecoque)   Seg Mar 31, 2008 10:09 am

QUAL POSICAO? Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing

ALGUMAS sao so para ATLETAS!!! Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing
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MensagemAssunto: Re: um dos acordos mais complexos da História (Banguecoque)   

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