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 Martin Luther King foi morto há 40 anos

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mike

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MensagemAssunto: Martin Luther King foi morto há 40 anos   Sex Abr 04, 2008 4:40 am

Martin Luther King foi morto há 40 anos

Defensor dos direitos da comunidade negra desapareceu em Memphis


Os Estados Unidos da América (EUA) recordam esta sexta-feira de forma especial Martin Luther King, 40 anos depois do mais emblemático defensor dos direitos civis da comunidade negra ter sido assassinado num motel em Memphis.

O desaparecimento do emblemático pastor da Igreja Baptista não travou a sua luta. Alimentou mais ainda o ideal do homem que disse que um dia teve um sonho com uma américa diferente.

Na véspera desta efeméride, o congresso dos EUA assinalou as quatro décadas da morte de Luther King como vários discursos, entre eles o de Martin Luther King III - filho do activista -, que esta sexta-feira estará também em Memphis, onde marcarão presença ainda o senador republicano John McCain e a senadora democrata Hillary Clinton, que se encontram na corrida à Casa Branca. O também democrata Barrack Obama, o outro nome envolvido nesta disputa, será o grande ausente.

Esta noite em Memphis, no Estado do Tennessee, vai ser realizada ainda uma vigília com velas, em memória de Luther King, no Museu Nacional de Direitos Civis, que se ergueu no Lorraine Motel, onde foi assassinado.

Um dos momentos mais marcantes da vida de Luther King aconteceu em Agosto de 1963, quando reuniu 250 mil pessoas em frente ao monumento a Abraham Lincoln, em Washington, e proferiu o célebre discurso «I have a dream» (Eu tenho um sonho).

No ano seguinte, com apenas 35 anos, a sua luta pacífica pelos igualdade de direitos, valeu-lhe o Prémio Nobel da Paz.

A 4 de Abril de 1968, Luther King foi atingido a tiro, quando saiu à varanda de um motel em Memphis, onde se encontrava para se associar a um protesto de um grupo de trabalhadores do lixo da cidade em greve.

PD

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mike

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MensagemAssunto: Re: Martin Luther King foi morto há 40 anos   Sex Abr 04, 2008 5:43 am

O HERDEIRO IMPROVÁVEL DE MARTIN LUTHER KING



Aniversário. Quarenta anos após o assassínio de Martin Luther King, Barack Obama é apontado como o herdeiro do líder dos direitos cívicos dos negros. Mas, mesmo que o senador do Ilinóis chegue à Casa Branca em Novembro, parte significativa da comunidade negra continua a viver isolada nos Estados Unidos.

Quando o tiro disparado por James Earl Ray atingiu mortalmente Martin Luther King na varanda do motel Lorraine, em Mênfis, Tenessi, a 4 de Abril de 1968, Barack Obama tinha seis anos. Acabara de se mudar com a mãe para a Indonésia, terra do padrasto, e frequentava uma escola islâmica. Mas 40 anos após a morte do pastor, rosto da luta pelos direitos cívicos dos negros americanos, o senador do Ilinóis é apontado como seu herdeiro. Filho de um queniano e uma americana, Obama não será o típico afro-americano descendente de escravos mas pode estar prestes a cumprir parte do "sonho" de King se conquistar a Casa Branca.

"Quando vimos 42 afro-americanos no Congresso e Barack Obama a liderar a corrida democrata à Casa Branca, percebemos que é parte da terra prometida por detrás do cimo da montanha", disse Jesse Jackson ao Guardian.

O activista dos direitos cívicos dos negros estava com King quando este foi baleado em Mênfis. E foi ao último discurso do pastor de Atlanta - no qual este dizia ter visto "a terra prometida" da igualdade por detrás da montanha - que Jackson se referiu para manifestar o optimismo em relação à candidatura do senador do Ilinóis. O homem que tentou a presidência em 1984 e 1988, garante: "Ver homens a votar em Hillary Clinton e brancos a votar em Obama é assistir ao renascimento da América."

Apesar de Jackson ter afirmado que Obama "concorria como se fosse branco" no início da campanha, veio entretanto apoiar o senador que lhe agradeceu ter desbravado o caminho.

Se a visse hoje, Martin Luther King teria dificuldade em reconhecer a América negra. Além de Obama poder chegar à presidência, há negros à frente de dois estados (Deval Patrick no Massachusetts e David Patterson em Nova Iorque) e de algumas das maiores cidade dos EUA, como Washington, Filadélfia ou Atlanta. Um feito se tivermos em conta que o primeiro mayor negro foi eleito em 1967 e apenas possível graças à luta de King.

O Nobel da Paz 1964 ganhou visibilidade ao liderar o boicote aos autocarros de Montgomery, a cidade do Alabama onde ministrava em 1955 quando a costureira Rosa Parks recusou dar o lugar a um branco. Mais de um ano de protesto levou o Supremo Tribunal a declarar inconstitucional a segregação nos autocarros. Uma vitória que lançou o pastor para a frente do movimento pelos direitos cívicos, que liderou com base na não-violência. Em 1963, King disse às 250 mil pessoas reunidas em Washington: "Tenho o sonho que um dia os meus filhos vivam num país que os julgue pelo carácter e não pela cor da pele."

Uma mensagem de união que ecoou no discurso que Obama proferiu há dias sobre raça. Pressionado devido às declarações do seu pastor, o senador garantiu: "Não sou ingénuo ao ponto de acreditar que uma eleição acabará com as divisões raciais. Mas, se trabalharmos juntos, podemos ultrapassar as feridas do ra- cismo". E os americanos estão com ele. A começar pelos brancos. Uma sondagem CNN revelou que 72% acreditam que os EUA estão prontos para um presidente negro, contra 61% dos negros.

A igualdade, essa, ainda está longe. Igualdade com os brancos e entre negros. Se os direitos adquiridos desde a morte de King abriram as portas da política aos negros e ajudaram uma classe média educada a subir na vida, houve uma camada da América negra que foi deixada à margem do progresso e da lei.

Um quarto dos 40 milhões de negros americanos são pobres (comparado com 12,6% do total da população). Em cidades como Los Angeles, Nova Iorque ou Chicago, bairros de maioria negra degradaram-se. Drogas, desemprego e violência entre gangues fazem parte do dia--a-dia. Educados neste ambiente, sete em cada dez negros deixam a escola antes de terminarem o secundário. Quando foi assassinado, King acabara precisamente de discursar sobre disparidades económicas; um problema que dominou os últimos anos da sua luta.

Para Charles Steele, o presidente da Conferência da Liderança Cristã do Sul, criada por King em 1957, "a América ainda é racista. Está enraizado no sistema". E ressurge. Como aconteceu em Jena, a cidade da Luisiana onde um aluno negro foi julgado por tentativa de assassínio após envolver-se numa luta com um colega branco. A tensão racial no liceu de Jena subira após terem aparecido três cordas penduradas na árvore do pátio - símbolo usado pelos supremacistas brancos do Ku Klux Klan. O caso levou 20 mil pessoas às ruas, num protesto a recordar que a luta pela igualdade não terminou.

DN
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MensagemAssunto: Re: Martin Luther King foi morto há 40 anos   Sex Abr 04, 2008 12:11 pm


Martin Luther King: An Assassination Remembered


The Last Four Remember

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MensagemAssunto: Re: Martin Luther King foi morto há 40 anos   Sex Abr 04, 2008 12:17 pm

mike escreveu:
O HERDEIRO IMPROVÁVEL DE MARTIN LUTHER KING



Aniversário. Quarenta anos após o assassínio de Martin Luther King, Barack Obama é apontado como o herdeiro do líder dos direitos cívicos dos negros. Mas, mesmo que o senador do Ilinóis chegue à Casa Branca em Novembro, parte significativa da comunidade negra continua a viver isolada nos Estados Unidos.

Quando o tiro disparado por James Earl Ray atingiu mortalmente Martin Luther King na varanda do motel Lorraine, em Mênfis, Tenessi, a 4 de Abril de 1968, Barack Obama tinha seis anos. Acabara de se mudar com a mãe para a Indonésia, terra do padrasto, e frequentava uma escola islâmica. Mas 40 anos após a morte do pastor, rosto da luta pelos direitos cívicos dos negros americanos, o senador do Ilinóis é apontado como seu herdeiro. Filho de um queniano e uma americana, Obama não será o típico afro-americano descendente de escravos mas pode estar prestes a cumprir parte do "sonho" de King se conquistar a Casa Branca.

"Quando vimos 42 afro-americanos no Congresso e Barack Obama a liderar a corrida democrata à Casa Branca, percebemos que é parte da terra prometida por detrás do cimo da montanha", disse Jesse Jackson ao Guardian.

O activista dos direitos cívicos dos negros estava com King quando este foi baleado em Mênfis. E foi ao último discurso do pastor de Atlanta - no qual este dizia ter visto "a terra prometida" da igualdade por detrás da montanha - que Jackson se referiu para manifestar o optimismo em relação à candidatura do senador do Ilinóis. O homem que tentou a presidência em 1984 e 1988, garante: "Ver homens a votar em Hillary Clinton e brancos a votar em Obama é assistir ao renascimento da América."

Apesar de Jackson ter afirmado que Obama "concorria como se fosse branco" no início da campanha, veio entretanto apoiar o senador que lhe agradeceu ter desbravado o caminho.

Se a visse hoje, Martin Luther King teria dificuldade em reconhecer a América negra. Além de Obama poder chegar à presidência, há negros à frente de dois estados (Deval Patrick no Massachusetts e David Patterson em Nova Iorque) e de algumas das maiores cidade dos EUA, como Washington, Filadélfia ou Atlanta. Um feito se tivermos em conta que o primeiro mayor negro foi eleito em 1967 e apenas possível graças à luta de King.

O Nobel da Paz 1964 ganhou visibilidade ao liderar o boicote aos autocarros de Montgomery, a cidade do Alabama onde ministrava em 1955 quando a costureira Rosa Parks recusou dar o lugar a um branco. Mais de um ano de protesto levou o Supremo Tribunal a declarar inconstitucional a segregação nos autocarros. Uma vitória que lançou o pastor para a frente do movimento pelos direitos cívicos, que liderou com base na não-violência. Em 1963, King disse às 250 mil pessoas reunidas em Washington: "Tenho o sonho que um dia os meus filhos vivam num país que os julgue pelo carácter e não pela cor da pele."

Uma mensagem de união que ecoou no discurso que Obama proferiu há dias sobre raça. Pressionado devido às declarações do seu pastor, o senador garantiu: "Não sou ingénuo ao ponto de acreditar que uma eleição acabará com as divisões raciais. Mas, se trabalharmos juntos, podemos ultrapassar as feridas do ra- cismo". E os americanos estão com ele. A começar pelos brancos. Uma sondagem CNN revelou que 72% acreditam que os EUA estão prontos para um presidente negro, contra 61% dos negros.

A igualdade, essa, ainda está longe. Igualdade com os brancos e entre negros. Se os direitos adquiridos desde a morte de King abriram as portas da política aos negros e ajudaram uma classe média educada a subir na vida, houve uma camada da América negra que foi deixada à margem do progresso e da lei.

Um quarto dos 40 milhões de negros americanos são pobres (comparado com 12,6% do total da população). Em cidades como Los Angeles, Nova Iorque ou Chicago, bairros de maioria negra degradaram-se. Drogas, desemprego e violência entre gangues fazem parte do dia--a-dia. Educados neste ambiente, sete em cada dez negros deixam a escola antes de terminarem o secundário. Quando foi assassinado, King acabara precisamente de discursar sobre disparidades económicas; um problema que dominou os últimos anos da sua luta.

Para Charles Steele, o presidente da Conferência da Liderança Cristã do Sul, criada por King em 1957, "a América ainda é racista. Está enraizado no sistema". E ressurge. Como aconteceu em Jena, a cidade da Luisiana onde um aluno negro foi julgado por tentativa de assassínio após envolver-se numa luta com um colega branco. A tensão racial no liceu de Jena subira após terem aparecido três cordas penduradas na árvore do pátio - símbolo usado pelos supremacistas brancos do Ku Klux Klan. O caso levou 20 mil pessoas às ruas, num protesto a recordar que a luta pela igualdade não terminou.

DN

NAO ME FACAM RIR!!!! COMPARAR KING A OBAMA?????????????????
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Daedain

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MensagemAssunto: Re: Martin Luther King foi morto há 40 anos   Sab Abr 12, 2008 12:29 pm

RONALDO ALMEIDA escreveu:

NAO ME FACAM RIR!!!! COMPARAR KING A OBAMA?????????????????

Pois realmente, é gente que não tem mais nada que fazer Laughing Laughing Laughing Estes comparativismos feitos à pressão Very Happy
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MensagemAssunto: Re: Martin Luther King foi morto há 40 anos   Sab Abr 12, 2008 3:16 pm

VIVA MARTIN LUTHER KING!!!!!!!!!!

abaixo obama!!
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MensagemAssunto: Re: Martin Luther King foi morto há 40 anos   

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