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 Tripas juntam na Confraria gente de diferentes gostos

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MensagemAssunto: Tripas juntam na Confraria gente de diferentes gostos   Dom Abr 06, 2008 9:57 am

Tripas juntam na Confraria gente de diferentes gostos


Palácio da Bolsa engalanou-se para acolher novos confrades, entre eles o actor Ruy de Carvallho

Foi com homenagens ao patrono da Confraria Gastronómica das Tripas à Moda do Porto, o Infante D. Henrique, cuja estátua do navegador fica diante do Palácio da Bolsa que, ontem, teve lugar a sétima entronização levada a efeito desde 2001. Nos jardins, diante de turistas de digital na mão ouviram-se acordes da Banda Musical de Cête, Paredes.

Lá dentro, no Pátio das Nações, onde decorreu o jantar tripeiro, o grupo "Anónimos", formado por jovens músicos do Conservatório de Música do Porto, interpretou peças de Bach e de Handael. O ambiente foi sempre faustoso e festivo.

"Já é uma grande nau e uma grande tormenta", lembrou, ao JN, o chefe Élio, presidente da Confraria Gastronómica das Tripas, a propósito da iniciativa que, ano após ano, ganha comensais eadeptos fervorosos desta "iguaria da culinária nacional". Prato ligado à conquista de Ceuta promovida pelo Infante, a entronização de ontem foi precedida, como habitualmente, por um ritual marcado pelo convívio e solenidade.

"Num tempo de padronização de hábitos culinários, tudo farei para defender este prato da nossa gastronomia e cultura", disse, antes da cerimónia, a eurodeputada Ilda Figueiredo, da CDU. "Em Bruxelas ou em outros fóruns internacionais, não deixarei que a União Europeia tente aprovar medidas que ponham em causa a gastronomia de cada país. A diversidade é uma das nossas riquezas", lembrou.

Na lista dos novos confrades contam-se, entre outros, Manuel Pizarro, secretário de Estado da Saúde, Ricardo Fonseca, presidente da Metro do Porto, os actores Ruy de Carvalho e o filho, João de Carvalho, mais o banqueiro Miguel Cadilhe e o empresário Nuno Moinhos, administrador da Central de Cervejas.

A Confraria foi criada por Paulo Valada, em 2001,no decorrer do Porto/Capital Europeia da Cultura. "Foi o grande timoneiro deste projecto", reconheceu o chefe Hélio. Ontem, por entre homenagens e saudações, brindou-se ao Infante e às gentes da cidade tripeira.

JN
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MensagemAssunto: Re: Tripas juntam na Confraria gente de diferentes gostos   Dom Abr 06, 2008 9:58 am

"Faz parte das nossas tradições e memórias"

Manuel Pizarro - Sec. Estado da Saúde

"Aceitei com muito gosto aderir à Confraria das Tripas porque este prato faz parte das nossas tradições e memórias. O desenvolvimento do Porto faz-se com inovação e respeitando sempre o carácter e tradições da cidade."

JN
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MensagemAssunto: Re: Tripas juntam na Confraria gente de diferentes gostos   Dom Abr 06, 2008 10:00 am

"Faz parte da nossa riquezae património"

Ricardo da Fonseca - Presid. da Metro do Porto

"Quem gosta do Porto deve também gostar de um bom prato de tripas, símbolo da cidade e da gastronomia portuense. Este prato com séculos de história faz parte da nossa riqueza cultural e do património."

JN
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MensagemAssunto: Re: Tripas juntam na Confraria gente de diferentes gostos   Dom Abr 06, 2008 10:04 am

Kuneva e as tripas

Elisa Ferreira - Eurodeputada (PS)

No passado dia 27, a Fundação de Serralves iniciou um novo ciclo de conferências sobre os grandes desafios da actualidade e, mais uma vez, a simplicidade e erudição que caracterizam Mário Soares se fez sentir numa interessante palestra sobre a política nos tempos que correm.

Ao jantar que a precedeu, estranhei que o nosso convidado - conhecido por apreciar tudo o que é bom na vida, incluindo a componente gastronómica -, mal debicasse os petiscos que lhe ofereciam; perante a inquietação dos anfitriões, acabou por lhes dizer que não se preocupassem e, com o seu habitual humor confessou que o problema era que, estando no Porto, não tinha resistido a "empanturrar-se" com umas óptimas tripas algumas horas antes...

De facto, não se fala em tripas sem lhe associar o Porto e o episódio da sua histórica generosidade; não o afirmo na minha honrosa qualidade de membro da Confraria da Tripas porque, pelos vistos, também para muitos dos mais esclarecidos e cosmopolitas não há Porto sem tripas.

Há muitas situações semelhantes por esse nosso país fora Belém está associada aos pastéis de nata, a Serra da Estrela ao queijo da serra, a Bairrada ao leitão, os "jesuítas" a Santo Tirso, as "clarinhas" a Fão, os rojões ao Minho, as papas de sarrabulho a Braga, os covilhetes a Vila Real, as alheiras a Mirandela, o presunto a Chaves, os enchidos a Montalegre ou Vinhais e podendo, a esta hora, estar o leitor desiludido por ainda não ter referido a lampreia de Entre-os Rios, o pão-de-ló de Ovar, os ovos moles de Aveiro ou mais um sem número de iguarias e sucessos gastronómicos nacionais.

Ocorre-me um receio, nesta matéria será que um tão rico património gastronómico vai resistir a questões como as que, entre tantos outros depoimentos do género, uma senhora de Penalva recentemente relatava à imprensa com grande tristeza e desilusão?

A dita senhora tinha-se desde sempre dedicado a fabricar, com esmero e cuidado, os melhores requeijões artesanais da zona, mas ia ter de abandonar tal ofício por não possuir dinheiro para comprar a mesa de aço e os restantes equipamentos que as autoridades lhe exigiam.

A verdade é que não será preciso ser economista para calcular quantos anos a fazer requeijões são precisos para se conseguirem pagar equipamentos iguais aos da hotelaria industrial.

Reconheço dois factos primeiro, que o País tem feito sérios progressos em matéria de higiene e saúde pública e que tal trajecto tem de prosseguir e é bem-vindo; segundo, que muitos daqueles produtos tradicionais são hoje assumidos por empresas competitivas e dinâmicas e, portanto, mais capazes de interpretar e aplicar a exigência das normas.

Dito isto - e numa época em que a afirmação dos distintos espaços mundiais e europeus (nomeadamente na sua dimensão turística) se faz pela diferenciação e pela autenticidade cultural, por um lado, e em que necessitamos urgentemente de dinâmicas sustentadas que criem e mantenham iniciativas e empregos locais, por outro -, não deixa de se tornar decisivo que se olhe para todo este património como algo de precioso e que, carecendo de ser tratado com exigência, requer também enorme sensibilidade e bom senso.

Foi curiosamente esta a mensagem por cá deixada por Carlo Petrini, um cidadão italiano que nos visitou na qualidade de responsável por uma ONG intitulada "Slowfood" que, segundo uma entrevista publicada no Expresso (2008/03/29), procura defender as "tradições e conhecimentos da gastronomia europeia" (com destaque para o sucesso de franceses e italianos) face à aplicação "super-higienista" das normas europeias em matéria de segurança alimentar.

Sem ir mais longe, basta termos presente a extraordinária gastronomia alsaciana de Estrasburgo - onde queijos tradicionais se misturam com enchidos de todo o tipo e as mais diversas vísceras (dos rins aos fígados e a uma série de glândulas) estão no centro dos pratos mais emblemáticos e sofisticados - para nos questionarmos sobre a forma como aquela região se terá conseguido adaptar com tanto resultado às exigência europeias.

Que as normas são para cumprir, é sabido!

Mas valerá então a pena dedicar mais esforço e atenção à qualidade das mesmas, isto é, ao acompanhamento detalhado da fase em que elas são produzidas no contexto europeu, à identificação específica de excepções justificadamente passíveis de negociação, ao modo como as regras são transpostas para a legislação nacional e, por último, à sensatez e equilíbrio com que são aplicadas no concreto.

Na semana que se inicia, a nova Comissária dos Consumidores virá a Portugal. O seu nome é Meglena Kuneva e trata-se de uma búlgara doutorada em Direito e especializada em temas ambientais e cuja simpatia e competência lhe criaram já uma aura muito favorável no espaço europeu.

Numa época em que a concorrência vem criando poderes imensos do lado das empresas, Kuneva tem abordado de forma séria esse complexo mundo do consumidor e a mais do que nunca imperiosidade de o defender - dos abusos dos bancos e companhias de seguros ou das empresas de telecomunicações e fornecedoras de energia, do poder das grandes redes de comercialização (e dos importadores de artigos baratos) ou dos produtos químicos complexos introduzidos nos cosméticos, dos produtores de alimentos ou de embalagens, numa lista quase infindável.

Kuneva tem muito de tudo isto em cima da sua mesa de trabalho e desejo-lhe, sinceramente, o maior êxito; vem agora ao Porto para tratar de alguns destes verdadeiros temas da actualidade no tocante à protecção do consumidor.

Ainda bem que não vem para investigar as nossas "tripas".

JN
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MensagemAssunto: Re: Tripas juntam na Confraria gente de diferentes gostos   Dom Abr 06, 2008 10:17 am

Vai ser o meu almoco!!! tripas a moda de ORLANDO. Ja que estou em ORLANDO!!!
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