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 Os ratos do Convento de Mafra

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mike

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Mensagens : 283
Data de inscrição : 16/03/2008

MensagemAssunto: Os ratos do Convento de Mafra   Seg Abr 14, 2008 8:41 am

OS RATOS-GAMBOZINOS DE MAFRA



Mafra ocupa no imaginário nacional um lugar privilegiado, definitivamente cimentado a partir da publicação do Memorial do Convento de José Saramago.

Apesar de tudo, a circunstância mais influente em todo o processo da celebração, hoje internacional, de Mafra pode ser considerada bem prosaica, um autêntico mito urbano avant la lettre. O murgeirense João Paulo Freire denunciava-a em 1948 numa nota que publicou no Jornal de Notícias do Porto (7 Jun.):

Eu ainda outro dia em Mafra, a uma das janelas do seu torreão sul vi cá em baixo, no fosso lajeado que o circunda, enormes ratas fazendo o seu passeio como quem está no seu pousio conquistado. E recordei-me que, no meu tempo de rapaz, um dos divertimentos predilectos, de algumas pessoas de categoria, era o tiro às ratas nos vários saguões do Convento.

A matéria sofreu em 1965 um inesperado desenvolvimento, quando uma conhecida firma do ramo dos expurgos se propôs proceder ao extermínio das ratazanas que alegadamente infestavam em número considerável os esgotos da vila de Mafra.

Foi a Bayer a empresa que se dispôs a depositar veneno nos esgostos, de molde a impedir que a salubridade e segurança públicas fossem ameaçadas caso ocorresse um sismo ou catástrofe que desse à luz a rataria (1).

O orçamento por exorbitante fez inviabilizar a adjudicação (2). Quase concomitantemente alguém pôs a circular uma notícia que foi quanto bastou para criar a convicção da gravidade da situação sanitária da vila: a realizar-se, a desinfestação obrigaria à evacuação de todo o pessoal aquartelado e dos habitantes de Mafra e imediações, num raio de 15 Kms e durante um período de quinze dias (3).

Já instituída como praxe militar a fábula dos ratos pelados, anormalmente crescidos (descritos como coelhos com cerca de 50 a 70 centímetros de comprimento), cegos e voracíssimos, viria nos anos subsequentes a atingir foros de verosimilhança, deixando a fama do Entroncamento seriamente abalada.

Um boato, construído com base num infeliz acidente ocorrido, em 1971, com o Coradinho, militar que sucumbiu na sequência de uma queda de 30 metros num dos ventiladores dos esgotos, mais contribuiria para a divulgação da lenda.

Anos volvidos, em 1984, e após diversas campanhas de intoxicação empreendidas pela comunicação social, o caso chegaria mesmo a ser invocado em relatório oficial subscrito, entre outros, pelos Professores Doutores Joel Serrão, Miriam Halpern Pereira, Sedas Nunes e Serras Gago, como argumento para contrariar uma hipotética transferência temporária do Arquivo Nacional da Torre do Tombo para uma das alas do edifício mafrense (4).

Não é muito difícil adivinhar por que razão aqueles e diversos outros esclarecidos "especialistas em História e Arquivos" foram, então, atacados por uma espécie de histeria colectiva. Pudera, Mafra ficava fora de mão, no longínquo Oeste!

A praxe estava sancionada: as ratazanas haviam oficialmente invadido os quatro andares subterrâneos do Convento, entretanto isolados do exterior por resistentes portas blindadas.

Vários episódios kafkianos passaram a ser invocados em abono da mentira doravante institucionalizada: que o pessoal da Escola Prática de Infantaria (EPI) alimentava os ratos com cadáveres de gatos e cães e até com o de uma vaca pendurada por cordas, a qual teria ficado reduzida ao esqueleto em escassos minutos; que havia sido desbloqueada uma verba especial para financiar o lançamento nos esgotos de grande quantidade de alimentos com o objectivo de impedir a bicharada de os vir procurar à superfície; que dois soldados teriam perecido, devorados tal como os lança-chamas de que estavam munidos (apesar do aço ser reconhecidamente duro de roer!), etc., etc..

Todavia, estes boatos, como, aliás, todos os boatos, basearam-se em premissa falsa: com efeito, como é possível existirem ratos, desta ou de qualquer outra dimensão, nos quatro andares subterrâneos do edifício, se tais subterrâneos não passam de ficção, aliás tal qual aquele túnel que alguns garantem o liga à Ericeira e por onde se assegura ter-se concretizado a fuga da Família Real em 1910 (o que diversos relatos coevos do evento peremptoriamente desmentem) (5)?

De facto, documentos remontando à época da edificação, dos quais Camilo Castelo Branco se faz eco, afirmam que os alicerces se cavaram a "20 palmos de profundidade", isto é, a cerca de 4,40 m (visto que cada palmo equivale a 22 cm) (6), valor que quase coincide com o avançado pelo arquitecto Lino de Carvalho, que aceita que essa cota "pouco excede a cinco metros" (7).

Assim sendo, e por exclusão de partes, só os colectores de esgotos do Convento são, teoricamente, capazes de albergar os ratos de Mafra.

Fui visitá-los a convite do ex-Comandante da EPI, o Senhor Coronel Luís Fernando da Fonseca Sobral.

A comunicação social já lá se aventurara anteriormente. Porém, os veementes desmentidos, acompanhados por imagens ali colhidas, publicados pelo Tal e Qual, Diário de Lisboa, Jornal Notícia (de Queluz) e O Tempo, aparentemente não foram nem convincentes nem inequívocos.

Não é meu desejo esgrimir argumentos com a efabulação dos media, de resto inspiradora do bem urdido livro de banda desenhada de Simões e Louro, intitulado O Império das Almas.



Assiste-me, entretanto, o grato prazer de proporcionar aos leitores alguns elementos de cuja divulgação me ocuparei de imediato.

Existe um equívoco generalizado acerca daquilo que é subterrâneo no Convento de Mafra, porquanto se classificam com esse nome locais aos quais só a designação de caves convém. Quero aludir expressamente à comunicação que liga a antiga portaria conventual, junto à Fonte das Almas (e não das Aulas, como incorrectamente se usa dizer) ao piso térreo da Basílica, também impropriamente considerado subterrâneo, às cozinhas do Palácio nos Torreões e à dependência da antiga Botica hodiernamente transformada em cisterna.

Autenticamente subterrâneos apenas ali existem os colectores de esgotos ou Canos Reais, como prefere denominá-los Frei João de Santana no seu Real Edifício Mafrense visto por fora e por dentro ou Descrição exacta, e circunstanciada do Régio Palácio, e Convento de Mafra (Cool.

"Nunca me animei a entrar neles" (fl. 223) confessa o religioso de cuja descrição me socorro, apesar de baseada em relatos que lhe transmitiram: "Dizem-me os homens que têm entrado neles que por baixo de todo o edifício é um labirinto de canos que vêm de umas e outras partes lançar as águas nos canos principais e que estão todos feitos com a mesma grandeza" (fl. 225).



Cano Real do Norte, lajeado e com passeio de cantaria.



Cano Real do Norte, intersector transversal.



Intersector transversal, proveniente das cozinhas e refeitório.



Isso mesmo pude constatar, deixando-me extasiado, mas não admirado, o apuro da arquitectura que, afinal, se destinava a permanecer oculta.

O plano geral dos colectores (reproduzido por cortesia da EPI) ficará melhor elucidado se cotejado com o texto do frade, pregador de El-Rei e Bibliotecário da Real Livraria de Mafra.

Escreve ele que "todos ou quase todos os braços dele [cano real] vêm ter ao que passa por baixo do jardim [do buxo] e deste é fácil passar para os da cozinhas, lavatórios, saguões e casas das necessárias" (fl. 176). O grupo que integrou esta expedição entrou pelo cano que vem da Caixa das Cloacas do lado norte e "vai parar ao Pátio da portaria do Norte e aí se junta com o outro, onde depois de receberem as águas do pátio se encaminha para o poente perto, mas fora do edifício e recebendo as águas dos saguões, fontes e cozinhas reais do lado norte, desce por um vale junto à vila da parte do Norte [Poço do Rei] e vai lançar fora as águas no sítio chamado o Rio Gordo" (fl. 224) (9).

Por seu turno, o cano que se dirige para sul segue um percurso idêntico ao do norte e recebe as águas das cozinhas do Torreão encaminha-se, depois, "para poente por defronte do mesmo torreão, atravessa por baixo de uma cerca murada que é de José Pedro LeRoi [actual Quinta Nova], tocador de carrilhão e vai lançar as águas em um vale por baixo da dita cerca" (fl. 225) (10).

A concepção desta rede pode considerar-se magnificamente elaborada. Previa, por exemplo, a limpeza dos colectores por meio da água da chuva e por gravidade. Intersectores, transversais, estrategicamente dispostos, que descarregam espaçadamente os caudais circulantes nos canos principais, impedem as enxurradas, além de que foram contemplados, nos pontos adequados, tanques de decantação com a função de retirar da corrente, antes desta ser lançada no exterior, os sólidos que acaso pudessem ser conduzidos por ela.

A minúcia posta pelo arrábido nos detalhes estruturais do edifício, mais uma vez se admira quando trata da descrição dos canos:" [...] são de cantaria muito largos e junto a eles há um passeio também de cantaria, por onde andam os homens que lá entram. O vão deles há-de ter de alto 15 palmos [3,30 m] e de largo seis [1,32 m] pouco mais ou menos" (fl. 225).

Pessoalmente, o momento mais emocionante de toda a excursão pelos esgotos conventuais sucedeu quando atingi a Casa das Cloacas do lado sul, local onde, em 1971, caiu e faleceu sem glória um recruta que andava aos pombos nos terraços do edifício.

Quem diria que tão soberba arquitectura havia de ser destinada à função que efectivamente ainda hoje desempenha, de sentina?

A estrutura da construção, cujo alçado levantado pelo Senhor Afonso Machado reproduzo por cortesia da EPI, sugere a forma como tudo funcionava nesta zona íntima do Convento. Não omitirei, apesar disso, as tão especiosas explanações de Fr. João: "A dita casa superior na qual estão as cloacas estende-se de nascente a poente encostada à caixa [...] A largura desta casa não é a mesma que nos andares superiores, porque a caixa das cloacas é a mesma em todos os andares. Esta no andar térreo é muito larga e por conseguinte mais estreita a casa [...] Tudo isto acontece para que as cloacas fiquem desencontradas nos diversos andares e para que todas despejem na mesma caixa geral, por isso à proporção que esta se estreita vão sendo as casas mais largas" (fl. 151), concluindo, a propósito das 90 retretes distribuídas por 27 casas: "[...] cada uma com sua porta e dentro uma cloaca. As retretes são todas de cantaria [...] abertas por cima [...] Os assentos das cloacas são também de pedra mas cobertos de madeira [...] No fundo do corredor, junto à escada está uma grande pia com frontal de pedra azul e serve para os paninhos da limpeza [...]" (fl. 152).

Os leitores que acompanham o périplo que vem sendo descrito poderão considerar bizarra a total ausência de referências a ratos. Nem um retratinho, sequer, dirão em tom de queixume. Confesso que durante as cerca de duas horas que o passeio durou apenas logrei ver, muito fugazmente, três exemplares do Rattus norvegicus de Lineu, vulgo ratazana.

Há que admitir estarmos em presença de mais um mamífero em vias de extinção, pelo menos em Mafra!

A todos os autênticos protectores da natureza e esforçados militantes do ambiente deixo uma sugestão: lancem quanto antes uma campanha nacional para proteger estes gambozinos e venham daí para os anilhar. Podem aproveitar e de caminho tragam também umas sacas, mas não se incomodem com os pastéis de nata, porque a doçaria local tem fama.



Casa das cloacas do Sul.



Cano Real do Norte, vendo-se a saída para o Poço d' El-Rei. Em primeiro plano um tanque de decantação.



Cano Real do Norte, saída para o Poço d' El-Rei.



NOTAS



(1) O desmentido apresentado por porta-voz da empresa quanto à desratização do Convento encontraria confirmação no que respeita à vila de Mafra. Cf. O Tempo (13 Dez. 1985).

(2) Em 1982 a autarquia novamente alegava não possuir verba (133 contos) para proceder à desratização dos esgotos do Convento, solicitada pela Direcção Geral do Património. Cf. Correio da Manhã (23 Out.).

(3) O Major João Gomes, antigo vereador da Câmara Municipal de Mafra, alegou que teria sido a própria empresa preterida a responsável pela divulgação da história. Cf. O Tempo (idem).

(4) Uma interrogação constante do documento a que me reporto - "Que quantidade de papel terá então escapado à voragem dos ratos?"- denota a supina ignorância dos subscritores do documento, bem como a magistral manipulação a que emprestaram as suas reputadas vozes. Não consta que a Biblioteca do Convento alguma vez tenha sido ameaçada por ratos, apesar das opiniões emitidas nesse sentido pela imprensa. Ver, a título exemplificativo, O Diabo (30 Dez.1980), O Tempo (8 Jan. 1981), Diário Popular e O Diário (ambos de 30 Mai. 1984) e Diário de Notícias (31 Mai. 1984).

(5) O Tal e Qual (6 Fev. 1987) afirma que os subterrâneos do Convento "se estendem muito para além da própria vila". O Jornal Notícia (27 Ago. 1981) assegura que, além da Ericeira, também a Foz do Lizandro é o destino final de um túnel com início no Convento de Mafra. A propósito do percurso seguido pela Família Real a caminho da Ericeira, no dia 5 de Outubro de 1910, consultar , do subscritor, O Embarque - um dia na História de Portugal, Lisboa, 1992.

(6) Mafra, in Mosaico e Silva de Curiosidades Históricas, Literárias e Biográficas, Porto, p. 71.

(7) Monumento de Mafra: Palestra Associativa, Lisboa, 1904, p. 11.

(Cool A obra remonta a 1828 e arquiva-se na Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra.

(9) Segundo a vox populi este cano permite a entrada nele, sem dificuldade, de um carro de bois. Constitui um dos eixos fundamentais da actual rede de esgotos de Mafra. Passa sob a sede da Caixa Geral de Depósitos recebendo a maior parte dos efluentes da Vila.

(10) Este colector, de construção mais dificultosa devido às características do terreno, tem menor capacidade que o da ala norte, não obstante recebe grande número de esgotos, nomeadamente aqueles que a ele afluem provenientes da zona do antigo Matadouro Municipal.



Ernesto Soares
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MensagemAssunto: Re: Os ratos do Convento de Mafra   Seg Abr 14, 2008 11:05 am

Mafra não "conheço", mas em Sacavém esse "bichinho" simpático subia pelos canos de descarga das águas dos banhos e vinham fazer "turismo a meio da noite até ás casernas, messe incluída Idea

No Convento da Graça, a parte que estava abandonada, gostavam de papar os peitos dos pombos Idea

Isto passou-se entre 99 e 2000.
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MensagemAssunto: Re: Os ratos do Convento de Mafra   Seg Abr 14, 2008 1:54 pm

OS RATOS QUE ME INCOMODAM, AS ratazanas SAO AS DO GOBVERNO e algumas deste VAGA!!
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Cogito, ergo sun



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MensagemAssunto: Re: Os ratos do Convento de Mafra   Seg Abr 14, 2008 3:45 pm

ricardonunes escreveu:
Mafra não "conheço", mas em Sacavém esse "bichinho" simpático subia pelos canos de descarga das águas dos banhos e vinham fazer "turismo a meio da noite até ás casernas, messe incluída Idea

No Convento da Graça, a parte que estava abandonada, gostavam de papar os peitos dos pombos Idea

Isto passou-se entre 99 e 2000.


Curioso. Fiz a tropa em Mafra e Sacavém. Mafra era, apesar de tudo, pior. Dizia-se que havia ratazanas do tempo de D. João V. Além de morcegos. Em Sacavém, na EPSM, em 1965, apesar de tudo era mais limpinho.
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MensagemAssunto: Re: Os ratos do Convento de Mafra   Ter Abr 15, 2008 5:08 am

Não tenho a certeza, mas acho que estamos a falar no mesmo local, junto ao largo onde aconteceram as cheias de Sacavém este ano Idea
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Vitor mango

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MensagemAssunto: Re: Os ratos do Convento de Mafra   Ter Abr 15, 2008 5:50 am

Cogito, ergo sun escreveu:
ricardonunes escreveu:
Mafra não "conheço", mas em Sacavém esse "bichinho" simpático subia pelos canos de descarga das águas dos banhos e vinham fazer "turismo a meio da noite até ás casernas, messe incluída Idea

No Convento da Graça, a parte que estava abandonada, gostavam de papar os peitos dos pombos Idea

Isto passou-se entre 99 e 2000.


Curioso. Fiz a tropa em Mafra e Sacavém. Mafra era, apesar de tudo, pior. Dizia-se que havia ratazanas do tempo de D. João V. Além de morcegos. Em Sacavém, na EPSM, em 1965, apesar de tudo era mais limpinho.

Suponho que oconvento foi promessa do king á igreja se a mulhar lhe desse um Kinguito
Só que o puto nao vinha
e foi preciso a igreja berrar para o KING
Porra pá , faz qualquer coisa , pelo menos despe a bata ( uma especie de pijama ) ...e foi a partir daí que
DEPOIS
depois o Saramago agarra em dois amantes e mete-os algures a fazerem exercicios de kumasutra ...em que tinha um gancho no punho = era maneta
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Cogito, ergo sun



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MensagemAssunto: Re: Os ratos do Convento de Mafra   Ter Abr 15, 2008 7:31 am

Vitor mango escreveu:
Cogito, ergo sun escreveu:
ricardonunes escreveu:
Mafra não "conheço", mas em Sacavém esse "bichinho" simpático subia pelos canos de descarga das águas dos banhos e vinham fazer "turismo a meio da noite até ás casernas, messe incluída Idea

No Convento da Graça, a parte que estava abandonada, gostavam de papar os peitos dos pombos Idea

Isto passou-se entre 99 e 2000.


Curioso. Fiz a tropa em Mafra e Sacavém. Mafra era, apesar de tudo, pior. Dizia-se que havia ratazanas do tempo de D. João V. Além de morcegos. Em Sacavém, na EPSM, em 1965, apesar de tudo era mais limpinho.

Suponho que oconvento foi promessa do king á igreja se a mulhar lhe desse um Kinguito
Só que o puto nao vinha
e foi preciso a igreja berrar para o KING
Porra pá , faz qualquer coisa , pelo menos despe a bata ( uma especie de pijama ) ...e foi a partir daí que
DEPOIS
depois o Saramago agarra em dois amantes e mete-os algures a fazerem exercicios de kumasutra ...em que tinha um gancho no punho = era maneta


Ficou sempre a dúvida quem foi o pai do kinguito. Há muitas dúvidas. A única certeza que tenho é que eu não fui. A senhora não apresentava valores mínimos para esse acto procriador.
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MensagemAssunto: Re: Os ratos do Convento de Mafra   

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