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 Cabinda continua em guerra" e estrangeiros podem ser alvo

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MensagemAssunto: Cabinda continua em guerra" e estrangeiros podem ser alvo   Qui Abr 17, 2008 4:23 am

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Lisboa, 17 Abr (Lusa) - Cabinda "continua em guerra" e os estrangeiros a trabalhar no enclave continuarão a ser alvo de ataques, como os que recentemente feriram um português e mataram um brasileiro, afirma a Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC).

Em entrevista à agência Lusa em Lisboa, o secretário-geral da FLEC, Joel Batila, afirma que os alvos prioritários do movimento continuam a ser as Forças Armadas Angolanas (FAA) e as instituições do Estado, mas também os agentes económicos que contribuem para a "exploração" do território.

"Aqueles que estão a explorar petróleo no mar, não olham para a miséria do povo. Agora vão [explorar] para terra [em blocos "on-shore"]. Mas os habitantes com consciência não podem aceitar isso e vão atacar", afirma o responsável da FLEC, movimento cuja ala militar reivindicou o ataque de que resultou morto um cidadão brasileiro.

"Lançamos um apelo aos empresários estrangeiros de que não devem arriscar os capitais nem vidas humanas. Não são alvos directos, mas podem ser visados. Quando se está em guerra, todos os que apoiam o nosso inimigo, o opressor, passam a ser também inimigo", afirma.

Depois da morte do brasileiro Helano Silva Araújo (27 anos), em Dezembro de 2007, funcionário da empresa de exploração de petróleo Grant Geofísica, no mês passado foi o português António Carapinho, funcionário da Tecnovia, ferido durante uma emboscada, reivindicada pela ala militar do movimento mas rejeitada pelos representantes políticos do movimento.

O enclave de Cabinda, de onde provém a maior parte da produção petrolífera de Angola, é palco desde 1975 de uma luta armada independentista liderada pela FLEC, que alega que o território ainda é um protectorado português nos termos do Tratado de Simulambuco, assinado a 01 de Fevereiro de 1885.

Baseado em França, juntamente com o líder da FLEC (N´Zita Tiago), Batila está em Portugal até domingo, para uma ronda de contactos que inclui a Amnistia Internacional, o eurodeputado José Ribeiro e Castro, Duarte Pio (Duque de Bragança) e representantes diplomáticos de países da União Europeia, nomeadamente a Alemanha.

Sem contactos oficiais com o Governo português, a FLEC acusa Portugal de tomar partido do Executivo de Luanda na questão cabindense, tal como a generalidade da comunidade internacional, e convida os dois países a encetarem conversações, considerando inválido o Memorando de Entendimento para a Paz e Reconciliação em Cabinda (2006), assinado por António Bento Bembe, que depois foi convidado para ministro sem pasta de Angola.

"Chegou o tempo para Governo de Angola e Portugal tomarem consciência de que, para resolver este problema, temos de estar numa mesa redonda. Se quiserem acabar com o problema não é com homens [armados]. Segundo o MPLA, já todos se renderam, foram todos com Bento Bembe quando ele mudou de campo. Mas nós sabemos que o povo de Cabinda rejeitou esse acordo", afirma Batila.

Além de violações aos direitos humanos em Cabinda, confirmadas num recente relatório do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, a FLEC tem vindo a acusar O Governo angolano de manter tropas no Congo-Kinshasa e Congo-Brazaville, com a conivência das autoridades dos países-vizinhos, e, de nos campos de refugiados de cabindenses, fazer detenções de pessoas acusadas de pertencer ao movimento.

O memorando de entendimento assinado em 2006 - entre Angola, FLEC Renovada, associação "Mpalabanda" e Igreja Católica - oferece a Cabinda um "estatuto especial", firmando a "indivisibilidade de Angola" e concedendo uma amnistia para os crimes cometidos durante conflito armado (iniciado em 1975).

Prevê ainda a desmilitarização da FLEC sob autoridade do Fórum Cabindês para o Diálogo, de Bento Bembe, e a integração dos signatários cabindenses no executivo da província, em missões diplomáticas ou em empresas públicas angolanas.

Bento Bembe é actualmente ministro sem pasta no governo angolano, e tem vindo defender publicamente que o território está pacificado e que N´Zita Tiago está "desfasado da realidade".

Contra o acordo estiveram, além da FLEC de N´Zita Tiago, o padre Raul Tati, entre outras figuras do território.

A UNITA, principal partido da oposição angolana, manifestou-se favorável à inclusão do movimento de N´Zita, que é qualificado como "terrorista" por Luanda.

Joel Batila afirma que, depois do afastamento do bispo emérito de Cabinda, D. Paulino Madeka, recentemente falecido, o Governo angolano infiltrou a igreja do território, acusada de tomar partido dos rebeldes.

"Angola manipulou [a sucessão de Madeka] em contacto com Vaticano e impôs um bispo angolano que é um agente do Governo (...) e por isso muitos dos padres foram suspensos. (...) Hoje, a igreja Cabinda está calada. Como todo o mundo, ignora o conflito. O problema de cabinda é tabu em todas as esferas internacionais", afirma o secretário-geral da FLEC.

Lusa/Fim
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