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 25 de Abril ... 1974-2008

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Fúria

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MensagemAssunto: 25 de Abril ... 1974-2008   Seg Abr 21, 2008 9:40 am

A residência oficial do primeiro-ministro vai estar aberta ao público na sexta-feira à tarde, por ocasião das comemorações da revolução de 25 de Abril de 1974, indicou hoje o gabinete de José Sócrates.

Segundo a nota do gabinete do chefe do Governo, a residência oficial do primeiro-ministro estará aberta sexta-feira entre as 15:00 e as 18:00, período em que haverá nos jardins e espaços exteriores do Palacete de São Bento a actuação da Banda de Música da PSP e animação a cargo do "Chapitô".

Nos anos anteriores, o primeiro-ministro assistiu a parte do programa e contactou com os populares que se deslocaram à residência oficial de São Bento.

"Este é o momento em que comemoramos a devolução do poder ao povo (…) Esta é a casa do povo", afirmou José Sócrates no ano passado, justificando a tradição de abertura ao público neste dia da residência oficial.

Antes deste programa em São Bento, o primeiro-ministro assiste ao fim da manhã à sessão solene das comemorações do 25 de Abril na Assembleia da República, que encerra com um discurso do Presidente da República, Cavaco Silva.
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MensagemAssunto: Re: 25 de Abril ... 1974-2008   Seg Abr 21, 2008 9:47 am

se incluísse um Linguado Au Meunier ....... jocolor jocolor jocolor



Embarassed
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Fúria

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MensagemAssunto: Re: 25 de Abril ... 1974-2008   Seg Abr 21, 2008 10:34 am

Presidente da Junta escreveu:
se incluísse um Linguado Au Meunier ....... jocolor jocolor jocolor



Embarassed

E um brankinho Pera Manka..... Cool Cool Cool
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MensagemAssunto: Figuras do PS assinam documento crítico da situação do país   Ter Abr 22, 2008 9:46 am

Associação 25 de Abril emite “Apelo à Participação”



Várias figuras do PS, entre as quais Mário Soares e Manuel Alegre, assinaram um documento emitido pela Associação 25 de Abril, que apela à participação no desfile do 25 de Abril e faz uma análise crítica à situação do país.
O "Apelo à Participação", divulgado pela Associação 25 de Abril, conta com a assinatura de vários elementos do PS, entre os quais Ferro Rodrigues, Almeida Santos e Maria de Belém Roseira.

"Numa altura em que os diversos índices sociais e económicos continuam a remeter-nos para os últimos escalões da Europa Comunitária, não poderá haver lugar para o enfraquecimento dos serviços que cabe ao Estado assegurar", refere o manifesto emitido pela Associação 25 de Abril.

No documento pode ler-se ainda que "as incertezas de uma conjuntura económica, afectada pela eclosão e desenvolvimento de várias ordens de crises” e a “permanência dos problemas estruturais de que o país continua a padecer, fazem com que as comemorações do 25 de Abril de 2008 se processem num clima pouco desanuviado e escassamente propício à jubilação colectiva".

Vasco Lourenço, presidente da associação, disse hoje à Lusa que o documento "não é, de maneira nenhuma", uma crítica ao Governo de Sócrates e que "cada um lê o que quiser".

"Não há crítica, nem se pretende que haja. O documento é uma análise não conjuntural, além disso, o PS faz parte da Comissão Promotora, essa especulação não faz qualquer sentido", concluiu Vasco Lourenço.

O desfile, entre a Praça do Marquês de Pombal e a Praça do Rossio, tem início às 15:00 de sexta-feira.

JN
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Vitor mango

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MensagemAssunto: Re: 25 de Abril ... 1974-2008   Ter Abr 22, 2008 11:41 am

25
?????'''
dia 25 ?????

ora deixa ca ver o ....25 ????
Porra mais a memoria

Ha ja sei tenho que pagar o seguro do Panda
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MensagemAssunto: Re: 25 de Abril ... 1974-2008   Ter Abr 22, 2008 12:12 pm

PARA MIM? VIVA PORTUGAL!!!!!!!!!!!!
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MensagemAssunto: AI SE FOSSE EU................   Ter Abr 22, 2008 12:34 pm

Notáveis do PS criticam situação do país


Mário Soares, Manuel Alegre, Ferro Rodrigues, Almeida Santos ou Maria de Belém Roseira assinaram documento emitido pela Associação 25 de Abril que crítica a actual situação do país.

16:13 | Terça-feira, 22 de Abr de 2008

Mário Soares é um dos subscritores do documento.

Várias figuras do PS assinaram um documento emitido pela Associação 25 de Abril, que apela à participação no desfile do 25 de Abril e faz uma análise crítica à situação do país. O "Apelo à Participação", divulgado segunda-feira pela Associação 25 de Abril, conta com a assinatura de diversas figuras do PS, entre os quais Mário Soares, Manuel Alegre, Ferro Rodrigues, Almeida Santos ou Maria de Belém Roseira.

Ao longo do documento pode ler-se que "as incertezas de uma conjuntura económica, afectada pela eclosão e desenvolvimento de várias ordens de crises e, no plano interno, pela permanência dos problemas estruturais de que o país continua a padecer, fazem com que as comemorações do 25 de Abril de 2008 se processem num clima pouco desanuviado e escassamente propício à jubilação colectiva".

"Numa altura em que os diversos índices sociais e económicos continuam a remeter-nos para os últimos escalões da Europa Comunitária, não poderá haver lugar para o enfraquecimento dos serviços que cabe ao Estado assegurar", refere ainda o manifesto emitido pela Associação 25 de Abril.

Vasco Lourenço, presidente da associação, disse hoje à Lusa que o documento "não é, de maneira nenhuma", uma crítica ao Governo de Sócrates e que "cada um lê o que quiser".

"Não há crítica, nem se pretende que haja. O documento é uma análise não conjuntural, além disso, o PS faz parte da Comissão Promotora, essa especulação não faz qualquer sentido", concluiu Vasco Lourenço.

O desfile, entre a Praça do Marquês de Pombal e a Praça do Rossio, tem início às 15h00 de sexta-feira.

Lusa



Comentários

Ultraje à inteligência dos Portugueses
(cidadaoiberico, 1 ponto , 17:55 | Terça-feira, 22 de Abr de 2008)

Estes senhores, que fizeram Abril e se governaram com ele, que se instalaram na administração com um pé nas empresas, que sugam o estado com as reformas douradas, que sairam de fininho quando viram o país ir ao fundo com as borradas dos últimos trinta anos, que depois de governados largaram o país como pasto ao refugo dos partidos, aos opurtunistas, aos boys... aparecem agora, tal faroleiros, mas no subconsciente, está um meia culpa, afinal, encheram as carteiras, mas a pátria ficou vazia, desgovernada. E, mesmo um emigrante de carteira cheia, sendo português, não fugirá à nostalgia duma pátria lá longe, moribunda...



Há muitas maneiras, umas livres outras não
(Eremitão, 1 ponto , 18:00 | Terça-feira, 22 de Abr de 2008)
Não a falácia de lideres de FORÇA, FORTES. Já houve tantos para tudo na mesma. É dum LIDER com SOLUÇÕES e PENSAMENTO GLOBAL para o País que o PSD/PPD precisa.
.
Basta alguém, do PSD ou doutro ou de nenhum, com um PROGRAMA SIMPLES e DIRECTO para ganhar SEM QUAISQUER PROBLEMAS a MAIORIA ABSOLUTA nas próximas eleições. O País está maduro, preparado para este salto em frente, para assim ser, sozinho ou com lideres.
.
Resta escolher. Ou esperar a queda do Sistema que já lá mora. Ou surgir
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Vitor mango

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MensagemAssunto: Re: 25 de Abril ... 1974-2008   Ter Abr 22, 2008 12:42 pm

Amigo RON
O amigo finalmente ja sabe fazer copy de noticias
Só que meteu na noticia os comentários de pessoal que le o Expresso

Nao estou amarrado a nenhum partido como esta farto de dizer
Acho que uma democracia vale quando existem no pais em causa alternativas
E um partido só o é quando tendências ou descontentes podem opinar contra a corrente interna
Isso é ....bla bla bla
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MensagemAssunto: Re: 25 de Abril ... 1974-2008   Ter Abr 22, 2008 12:44 pm

qANDO FACO AS MESMAS CRITICAS, SOU LOGO CRUCIFICADO, mas afinal o ILUSTRE SOARES, que e dessa quadrilha, faz as mesmas!!! Wink



http://www.oprincipal.com/img/ind3.jpg

O 25 de Abril em destaque - Comemorações do 25 de Abril

O 25 de Abril comemorou-se recentemente como o evento histórico do derrube de um regime autoritário. É uma data histórica apenas, como o 5 de Outubro, a Restauração, etc… Sim, porque o 25 de Abril durou um escasso ano e meio, o tempo de derrubar o regime velho e de lutar pela implantação de um novo.

Sobreveio o 25 de Novembro que, vitorioso, manteve o 25 de Abril como símbolo abstracto mas que, na realidade, nada tem a ver com ele. É por isso que em 2007, como desde há trinta e três anos esta parte, se comemora simbolicamente um 25 de Abril com as suas flores militares e populares - mas o que se comemora realmente é o 25 de Novembro. Daí o consenso cada vez maior, e a camaradagem à mesa das comemorações de vencedores e derrotados do 25 de Novembro. Curioso é que ainda se use como peça do símbolo uma canção de José Afonso, visto que ele abominava o 25 de Novembro.

O levantamento militar do dia 25 de Abril de 1974 derrubou o regime político que vigorava em Portugal desde 1926, sem grande resistência das forças leais ao governo, que cederam perante o movimento popular que rapidamente apoiou os militares. O levantamento foi conduzido pelos oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial.

A primeira reunião clandestina de capitães foi realizada em Bissau, em 21 de Agosto de 1973. Uma nova reunião, em 9 de Setembro de 1973 no Monte Sobral (Alcáçovas) dá origem ao Movimento das Forças Armadas. No dia 5 de Março de 1974 é aprovado o primeiro documento do movimento: \"Os Militares, as Forças Armadas e a Nação\". Este documento é posto a circular clandestinamente. No dia 14 de Março o governo demite os generais Spínola e Costa Gomes dos cargos de Vice-Chefe e Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, alegadamente, por estes se terem recusado a participar numa cerimónia de apoio ao regime.

No entanto, a verdadeira causa da expulsão dos dois Generais foi o facto do primeiro ter escrito, com a cobertura do segundo, um livro, \"Portugal e o Futuro\", no qual, pela primeira vez uma alta patente advogava a necessidade de uma solução política para as revoltas separatistas nas colónias e não uma solução militar. No dia 24 de Março a última reunião clandestina decide o derrube do regime pela força.
No dia seguinte ao 25 de Abril de 1974 forma-se a Junta de Salvação Nacional, constituída por militares, e que procederá a um governo de transição.

A Junta vinha prevista no programa do Movimento das Forças Armadas para o exercício político, até à formação de um governo civil, para precaver a destituição imediata do Presidente da República (o almirante Américo Thomaz) e Governo, dissolução da Assembleia da República e do Conselho de Estado, promulgando a lei constitucional 1/74 de 25 de Abril. A escolha do Presidente e Vice-presidente caberiam à própria Junta - General António Ribeiro de Spínola (presidente) General Francisco da Costa Gomes Brigadeiro Jaime Silvério Marques (Exército), General Diogo Neto (ausente em Moçambique), Coronel Carlos Galvão de Melo (Força Aérea), Capitão de Mar e Guerra José Pinheiro de Azevedo, Capitão de Fragata António Rosa Coutinho (Marinha).

O essencial do programa do MFA é, amiúde, resumido no programa dos três D: Democratizar, Descolonizar, Desenvolver. Entre as medidas imediatas da revolução contam-se a extinção da polícia política (PIDE/DGS) e da Censura. Os sindicatos livres e os partidos foram legalizados. Só a 26 foram libertados os presos políticos, da Prisão de Caxias e de Peniche. Os líderes políticos da oposição no exílio voltaram ao país nos dias seguintes. Uma semana depois, o 1º de Maio foi celebrado legalmente nas ruas pela primeira vez em muitos anos. O PCP, com Álvaro Cunhal à cabeça, apodera-se, no bom estilo estalinista, como quem está à beira de tomar o poder, da manifestação no estádio do INATEL e impede Mário Soares e os socialistas que o acompanham de chegar à tribuna. Unicidade sindical queriam eles. Unicidade sindical querem eles, ainda hoje. Há quem afirme que o 25 de Abril e o PREC que se lhe seguiu tinham objectivos muito claros que iam muito para além do simples depor da ditadura de direita pelos militares e que queriam fazer de Portugal uma sociedade comunista, mais um satélite da então \"gloriosa\" URSS.

A esquerda de hoje ignora o 25 de Novembro, apropriando-se dos valores induzidos por este e atribuindo-os ao 25 de Abril. O irónico nisto tudo é que a extrema-esquerda acaba por abraçar e tomar como seus alguns dos valores instaurados pelo 25 de Novembro e que vão contra parte da sua própria ideologia. A extrema-esquerda actual vive ainda numa ambiguidade face aos portugueses menos atentos. Por um lado apregoa que os valores democráticos actuais são da sua autoria, filhos da Revolução, de forma a atrair os mais incautos que caem na armadilha de pensar que o Portugal moderno e europeu é obra do 25 de Abril e do PCP.

Portugal passou por um período conturbado que durou cerca de ano e meio, comummente referido como PREC (Processo Revolucionário Em Curso), marcado pela luta entre a esquerda e a direita.

O “Verão Quente de 75” foi um período conturbado caracterizado por uma certa anarquia no Governo, Forças Armadas e sociedade. Este período teve como prenúncio as comemorações do 1º de Maio, levadas a cabo pela Intersindical. Tiveram lugar uma série de acções violentas contra as sedes dos partidos e organizações políticas, sobretudo no norte e centro do país, violência essa que justifica o surgimento de rumores acerca de uma possível guerra civil. A 11 de Março de 1975 dá-se a tentativa falhada de golpe de estado da ala spínolista do MFA e subsequente fuga do General Spínola para Espanha. No dia seguinte é extinta a Junta de Salvação Nacional e é dada a sua substituição pelo Conselho de Revolução.

A DEMOCRACIA – eis o que devíamos verdadeiramente celebrar! A construção da Democracia passou pela realização de eleições para o Parlamento e Presidência da República, assim como para os órgãos autárquicos. As primeiras eleições livres para a Assembleia Constituinte, no dia 25 de Abril de 1975, um ano depois da Revolução, tiveram a participação de mais de 90% dos eleitores. E a 2 de Fevereiro do ano seguinte, a Constituição da República foi aprovada. Primeiras eleições livres para a Assembleia Constituinte, com a participação de mais de 90% dos eleitores.

Resultados dos partidos que elegeram deputados: PS (37,9% - 116 deputados); PPD (26,4% - 81 deputados); PCP (12,5% - 30 deputados); CDS (7,6% - 16 deputados); MDP (4,1% - 5 deputados); UDP (0,8% - 1 deputado); ADIM (0,03% - 1 deputado).

Na sequência dos trabalhos desta assembleia foi elaborada uma nova Constituição, de forte pendor socialista, e estabelecida uma democracia parlamentar de tipo ocidental. A constituição foi aprovada em 1976 pela maioria dos deputados, abstendo-se apenas o CDS.

Mas foi o golpe militar do 25 de Novembro de 1975 que pôs fim à influência da esquerda militar radical no período revolucionário iniciado em Portugal com o 25 de Abril de 74. Esta acção militar constituiu uma resposta à resolução do Conselho da Revolução de desmantelar a base aérea de Tancos e de substituir alguns comandantes militares. Os partidários do designado \"Poder Popular\" ocupam então várias bases militares, bem como meios de comunicação social. Este contra-golpe foi levado a cabo pelos militares da ala moderada, na qual se enquadrava Vasco Lourenço, Jaime Neves e Ramalho Eanes. Consequentemente, o almirante Pinheiro de Azevedo permaneceu no poder enquanto primeiro-ministro do VI Governo Provisório e demitiram-se alguns militares entre os quais Otelo Saraiva de Carvalho.

O 25 de Novembro traduziu militarmente aquilo que a nível político se vivera no Verão Quente de 75 dando origem a uma crescente estabilidade permitida pelo reforço do pluripartidarismo e da Assembleia Constituinte, que se tornou visível com a redacção da Primeira Constituição verdadeiramente democrática: a Constituição da República de 1976.

A 25 de Abril de 1976 realizam-se as primeiras eleições Legislativas. Resultados dos partidos que elegeram deputados: PS (35% - 106 deputados); PPD (24% - 71 deputados); CDS (15,9% - 41 deputados); PCP (14,6% - 40 deputados); UDP (1,7% - 1 deputado). A primeira legislatura da Assembleia da República abre os seus trabalhos a 4 de Junho de 1976. A 27 de Junho de 1976- as Eleições Presidenciais. Eleito o General Ramalho Eanes, com 61% dos votos. Resultados dos restantes candidatos: Otelo Saraiva de Carvalho (16,5%); Pinheiro de Azevedo (14,3%); Octávio Pato (7,4%). Finalmente a 23 de Setembro de 1976 Toma posse o I Governo Constitucional, chefiado por Mário Soares.

Porque é que hoje celebramos o 25 de Abril e esquecemos o 11 de Março e o 25 de Novembro?

2007-05-28
Filipe Mendonça Ramos escreve quinzenalmente
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MensagemAssunto: Re: 25 de Abril ... 1974-2008   Ter Abr 22, 2008 12:53 pm

RONALDO ALMEIDA escreveu:
qANDO FACO AS MESMAS CRITICAS, SOU LOGO CRUCIFICADO, mas afinal o ILUSTRE SOARES, que e dessa quadrilha, faz as mesmas!!! Wink

O problema não está na critica, está na forma como ela é exposta Idea
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Vagamente livre



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MensagemAssunto: Re: 25 de Abril ... 1974-2008   Ter Abr 22, 2008 3:48 pm

Não me surpeende a análise feita pela associação 25 de Abril. Aquilo que aquela associação afirma é verdade em toda a linha. Em todo o caso, e como diz um comentador, alguns daqueles que assinam tal documento, também contribuiram em larga escala para que assim estejamos.
Quanto ao governo actual, foi herdeiro de uma situação catastrófica que foi criada pelos governos precedentes, situação essa de cuja responsabilidade nem o actual presidente da república se pode eximir. Logo, tendo em consideração que José Sócrates e a sua equipa se aperceberam de que o país não podia continuar no mesmo caminho sob risco de ser expulso da UE, lançaram mãos à obra ingrata de normalizar a situação.
Neste trabalho, o governo teve que entrar em conflito com várias corporações e teve também de entrar no bolso da generalidade dos cidadãos para pagar aquilo que indevidamente estava a gastar por excesso de facilitismo nos créditos que foram sendo dados aos cidadãos. Continua ainda a existir uma classe de cidadãos privilegiados que auferem ordenados ou prebendas para além do que é razoável num país com as posses do nosso. Contudo, já algumas coisas foram corrigidas mas só começarão a ter efeitos positivos daqui a alguns anos por força dos direitos adquiridos.
A economia está a mudar de paradigma mas infelizmente para nós, num momento em que o país estava a querer sair da situação difícil em que se encontrava, com o défice orçamental controlado e com a economia a dar sinais de crescimento, abateu-se sobre nós a incerteza dos mercados internacionais que ameaçam deitar por terra todo o esforço feito até agora.
O enfraquecimento dos serviços que cabe ao Estado assegurar, está relacionado com o rendimento nacional e com a receita fiscal que o Estado consegue cobrar. Neste aspecto há muita coisa que já foi feita mas que ainda exige um esforço grande por parte dos serviços de controlo do Estado a fim de que grande parte dos faltosos cumpram com as regras vigentes no Estado como devem fazer todos os cidadãos.
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Vitor mango

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MensagemAssunto: Re: 25 de Abril ... 1974-2008   Qua Abr 23, 2008 2:10 am

Vagamente livre escreveu:
Não me surpeende a análise feita pela associação 25 de Abril. Aquilo que aquela associação afirma é verdade em toda a linha. Em todo o caso, e como diz um comentador, alguns daqueles que assinam tal documento, também contribuiram em larga escala para que assim estejamos.
Quanto ao governo actual, foi herdeiro de uma situação catastrófica que foi criada pelos governos precedentes, situação essa de cuja responsabilidade nem o actual presidente da república se pode eximir. Logo, tendo em consideração que José Sócrates e a sua equipa se aperceberam de que o país não podia continuar no mesmo caminho sob risco de ser expulso da UE, lançaram mãos à obra ingrata de normalizar a situação.
Neste trabalho, o governo teve que entrar em conflito com várias corporações e teve também de entrar no bolso da generalidade dos cidadãos para pagar aquilo que indevidamente estava a gastar por excesso de facilitismo nos créditos que foram sendo dados aos cidadãos. Continua ainda a existir uma classe de cidadãos privilegiados que auferem ordenados ou prebendas para além do que é razoável num país com as posses do nosso. Contudo, já algumas coisas foram corrigidas mas só começarão a ter efeitos positivos daqui a alguns anos por força dos direitos adquiridos.
A economia está a mudar de paradigma mas infelizmente para nós, num momento em que o país estava a querer sair da situação difícil em que se encontrava, com o défice orçamental controlado e com a economia a dar sinais de crescimento, abateu-se sobre nós a incerteza dos mercados internacionais que ameaçam deitar por terra todo o esforço feito até agora.
O enfraquecimento dos serviços que cabe ao Estado assegurar, está relacionado com o rendimento nacional e com a receita fiscal que o Estado consegue cobrar. Neste aspecto há muita coisa que já foi feita mas que ainda exige um esforço grande por parte dos serviços de controlo do Estado a fim de que grande parte dos faltosos cumpram com as regras vigentes no Estado como devem fazer todos os cidadãos.


´Meu caro amigo
Gosto de ler o que escreve
Porque tudo tem meio principio e fim
O Ze das Socas teve e tem para mim uma virtude
é OBSTINADO E NAO CEDE FACILMENTE A PRESSÕES ...NO ppd SÓ A LEITE NOS PARECE fERRO
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Cogito, ergo sun



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MensagemAssunto: Re: 25 de Abril ... 1974-2008   Qua Abr 23, 2008 2:24 am

Vagamente livre escreveu:
Não me surpeende a análise feita pela associação 25 de Abril. Aquilo que aquela associação afirma é verdade em toda a linha. Em todo o caso, e como diz um comentador, alguns daqueles que assinam tal documento, também contribuiram em larga escala para que assim estejamos.
Quanto ao governo actual, foi herdeiro de uma situação catastrófica que foi criada pelos governos precedentes, situação essa de cuja responsabilidade nem o actual presidente da república se pode eximir. Logo, tendo em consideração que José Sócrates e a sua equipa se aperceberam de que o país não podia continuar no mesmo caminho sob risco de ser expulso da UE, lançaram mãos à obra ingrata de normalizar a situação.
Neste trabalho, o governo teve que entrar em conflito com várias corporações e teve também de entrar no bolso da generalidade dos cidadãos para pagar aquilo que indevidamente estava a gastar por excesso de facilitismo nos créditos que foram sendo dados aos cidadãos. Continua ainda a existir uma classe de cidadãos privilegiados que auferem ordenados ou prebendas para além do que é razoável num país com as posses do nosso. Contudo, já algumas coisas foram corrigidas mas só começarão a ter efeitos positivos daqui a alguns anos por força dos direitos adquiridos.
A economia está a mudar de paradigma mas infelizmente para nós, num momento em que o país estava a querer sair da situação difícil em que se encontrava, com o défice orçamental controlado e com a economia a dar sinais de crescimento, abateu-se sobre nós a incerteza dos mercados internacionais que ameaçam deitar por terra todo o esforço feito até agora.
O enfraquecimento dos serviços que cabe ao Estado assegurar, está relacionado com o rendimento nacional e com a receita fiscal que o Estado consegue cobrar. Neste aspecto há muita coisa que já foi feita mas que ainda exige um esforço grande por parte dos serviços de controlo do Estado a fim de que grande parte dos faltosos cumpram com as regras vigentes no Estado como devem fazer todos os cidadãos.

A qualidade inegável deste texto é-me familiar.... mais uma vez, parabéns.
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Vitor mango

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MensagemAssunto: Re: 25 de Abril ... 1974-2008   Qua Abr 23, 2008 2:32 am

Amigo cogito
Quando cheiro uma boa colheita raramento falho
Ontem abri uma garrafa de Rioja com 20 anus
E o cheiro a trampanilho entrou-me nas goelas
Esta casta espanola tambem chamada aragonês foi levada de Portugal Norte para Espanha

Cartaxo ?
NUnca bebo sardinhas com um bom tinto
Tem que ser um vinho a arranhar a goela para limpara a escama

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O Messias

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MensagemAssunto: Re: 25 de Abril ... 1974-2008   Qua Abr 23, 2008 2:53 am

Meus filhos:
Os que levaram a cabo a quase-revolução de Abril optaram por fazer o que era possível em vez do que era necessário. Contextos, conjunturas, etc, condicionaram as mudanças então verificadas e, hoje, vocês sentem que as coisas deveriam ter sido feitas de outra forma. Faltou, claramente, não sangue como muitos opinam, mas exigência social. A democracia só funciona com regras e, quando estas não são cumpridas, a justiça deve ser célere e eficaz. Ensino/formação e justiça foram os dois pilares que mais fracassaram. Mas chega de chorar sobre o leite derramado. Há que tocar o vosso país prá frente e emendar os erros.
A minha benção para os lusitanos que ainda acreditam na pátria. Ingénuos...mas ninguém é perfeito.
Só eu, O Messias.
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Vagamente livre



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MensagemAssunto: Re: 25 de Abril ... 1974-2008   Qua Abr 23, 2008 3:12 am

E julgava eu que o tempo dos Messias já tinha passado.
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Lech Walesa

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MensagemAssunto: Re: 25 de Abril ... 1974-2008   Qua Abr 23, 2008 3:37 am

Cogito, ergo sun escreveu:
Vagamente livre escreveu:
Não me surpeende a análise feita pela associação 25 de Abril. Aquilo que aquela associação afirma é verdade em toda a linha. Em todo o caso, e como diz um comentador, alguns daqueles que assinam tal documento, também contribuiram em larga escala para que assim estejamos.
Quanto ao governo actual, foi herdeiro de uma situação catastrófica que foi criada pelos governos precedentes, situação essa de cuja responsabilidade nem o actual presidente da república se pode eximir. Logo, tendo em consideração que José Sócrates e a sua equipa se aperceberam de que o país não podia continuar no mesmo caminho sob risco de ser expulso da UE, lançaram mãos à obra ingrata de normalizar a situação.
Neste trabalho, o governo teve que entrar em conflito com várias corporações e teve também de entrar no bolso da generalidade dos cidadãos para pagar aquilo que indevidamente estava a gastar por excesso de facilitismo nos créditos que foram sendo dados aos cidadãos. Continua ainda a existir uma classe de cidadãos privilegiados que auferem ordenados ou prebendas para além do que é razoável num país com as posses do nosso. Contudo, já algumas coisas foram corrigidas mas só começarão a ter efeitos positivos daqui a alguns anos por força dos direitos adquiridos.
A economia está a mudar de paradigma mas infelizmente para nós, num momento em que o país estava a querer sair da situação difícil em que se encontrava, com o défice orçamental controlado e com a economia a dar sinais de crescimento, abateu-se sobre nós a incerteza dos mercados internacionais que ameaçam deitar por terra todo o esforço feito até agora.
O enfraquecimento dos serviços que cabe ao Estado assegurar, está relacionado com o rendimento nacional e com a receita fiscal que o Estado consegue cobrar. Neste aspecto há muita coisa que já foi feita mas que ainda exige um esforço grande por parte dos serviços de controlo do Estado a fim de que grande parte dos faltosos cumpram com as regras vigentes no Estado como devem fazer todos os cidadãos.

A qualidade inegável deste texto é-me familiar.... mais uma vez, parabéns.

Eu acho que rima com apetite!!! cheers
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Vitor mango

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MensagemAssunto: Re: 25 de Abril ... 1974-2008   Qua Abr 23, 2008 4:40 am

A economia está a mudar de paradigma mas infelizmente para nós, num momento em que o país estava a querer sair da situação difícil em que se encontrava, com o défice orçamental controlado e com a economia a dar sinais de crescimento, abateu-se sobre nós a incerteza dos mercados internacionais que ameaçam deitar por terra todo o esforço feito até agora.

Chama-se a isto
A porra da verdade dos factos
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MensagemAssunto: Re: 25 de Abril ... 1974-2008   Qui Abr 24, 2008 4:06 am

TENHO UMA DOR CHAMADA PORTUGAL


Tenho uma dor chamada Portugal
país defunto talvez unto para nações vivas
Portugal meu país de desistentes (...)

Desde o tormento metafísico de Antero
até aos dias irae destes dias
em que mãos desabrocha algum possível Portugal ?



Ruy Belo
(Pequena História Trágico-Terrestre)
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O Messias

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MensagemAssunto: Re: 25 de Abril ... 1974-2008   Qui Abr 24, 2008 5:45 am

Meus filhos, aqui fica um presente para o vosso 25. Ele deverá ser entendido como uma homenagem a um homem a quem deveis muito.
A minha benção a todos os que ainda acreditam que a vida é para ser vivida e que se recusam a pensar pela cabeça dos outros.
O Messias

Coro dos Caídos

Cantai bichos da treva e da aparência
Na absolvição por incontinência
Cantai cantai no pino do inferno
Em Janeiro ou em Maio é sempre cedo
Cantai cardumes da guerra e da agonia
Neste areal onde não nasce o dia

Cantai cantai melancolias serenas
Como trigo da moda nas verbenas
Canta cantai guisos doidos dos sinos
Os vossos salmos de embalar meninos
Cantai bichos da treva e da opulência
A vossa vil e vã magnificência

Cantai os vossos tronos e impérios
Sobre os degredos sobre os cemitérios
Cantai cantai ó torpes madrugadas
As clavas os clarins e as espadas
Cantai nos matadouros nas trincheiras
As armas os pendões e as bandeiras

Cantai cantai que o ódio já não cansa
Com palavras de amor e de bonança
Dançai ó Parcas vossa negra festa
Sobre a planície em redor que o ar empesta
Cantai ó corvos pela noite fora
Neste areal onde não nasce a aurora
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MensagemAssunto: Re: 25 de Abril ... 1974-2008   Qui Abr 24, 2008 1:42 pm

sunny




Sempre !
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MensagemAssunto: Re: 25 de Abril ... 1974-2008   Qui Abr 24, 2008 1:52 pm

vVva o 25 de abril!!! Claro que nao foi feito pela Democracia , mas sim pelos interesses dos Militares. Salariais!!
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MensagemAssunto: Re: 25 de Abril ... 1974-2008   Qui Abr 24, 2008 2:31 pm



As portas que Abril abriu

Ary dos Santos
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MensagemAssunto: Re: 25 de Abril ... 1974-2008   Qui Abr 24, 2008 3:33 pm

RONALDO ALMEIDA escreveu:
vVva o 25 de abril!!! Claro que nao foi feito pela Democracia , mas sim pelos interesses dos Militares. Salariais!!

Também foi pelo cacau
quem duvida ?
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MensagemAssunto: Re: 25 de Abril ... 1974-2008   Qui Abr 24, 2008 3:50 pm

O Messias escreveu:
Meus filhos, aqui fica um presente para o vosso 25. Ele deverá ser entendido como uma homenagem a um homem a quem deveis muito.
A minha benção a todos os que ainda acreditam que a vida é para ser vivida e que se recusam a pensar pela cabeça dos outros.
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Em Janeiro ou em Maio é sempre cedo
Cantai cardumes da guerra e da agonia
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Cantai cantai melancolias serenas
Como trigo da moda nas verbenas
Canta cantai guisos doidos dos sinos
Os vossos salmos de embalar meninos
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Cantai os vossos tronos e impérios
Sobre os degredos sobre os cemitérios
Cantai cantai ó torpes madrugadas
As clavas os clarins e as espadas
Cantai nos matadouros nas trincheiras
As armas os pendões e as bandeiras

Cantai cantai que o ódio já não cansa
Com palavras de amor e de bonança
Dançai ó Parcas vossa negra festa
Sobre a planície em redor que o ar empesta
Cantai ó corvos pela noite fora
Neste areal onde não nasce a aurora


Da minha parte, obrigado....
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MensagemAssunto: Re: 25 de Abril ... 1974-2008   

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25 de Abril ... 1974-2008
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