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 Saramago considera que «falta em Portugal espírito crítico»

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MensagemAssunto: Saramago considera que «falta em Portugal espírito crítico»   Ter Abr 22, 2008 9:53 am

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O escritor José Saramago, que visitou hoje, em Lisboa, a exposição sobre a sua vida e obra «A Consistência dos Sonhos», afirmou que «falta em Portugal espírito crítico» e defendeu o valor das «ideias que vão contra a maré»

«Estamos um bocado aborregados», avaliou, numa conferência de imprensa realizada na Galeria de Pintura D. João I do Palácio da Ajuda, onde será inagurada quarta-feira a exposição "José Saramago - A Consistência dos Sonhos", com mais de 1.200 documentos, concebida pela Fundação César Manrique.

Perante dezenas de jornalistas, portugueses e estrangeiros, o Nobel da Literatura falou durante mais de meia hora sobre as suas impressões acerca da exposição, a recuperação física, depois dos problemas graves de saúde que atravessou no final do ano passado, e o seu novo livro, «A Viagem do Elefante», que deverá sair no Outono, e no qual, «desculpem-me as senhoras, não haverá história de amor».

«Os escritores não podem salvar nem o mundo nem o país em que vivem», opinou, ressalvando, no entanto, que «há muito trabalho a fazer, e não é para restituir Portugal a um papel que só episodicamente teve, mas para que seja um lugar em que se reconheça».

Ladeado pelo ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, e pelo comissário da exposição, Fernando Gómez Aguilera, também director cultural da Fundação César Manrique, José Saramago, 85 anos, manifestou-se «muito feliz por estar em Portuga».

«Eu tenho uma reputação de ser uma pessoa seca, dura, antipática e de ser vaidoso. Mas eu sou um sentimental», observou, recordando as razões que o levaram a sair do país em 1993: «Fui tratado injustamente nesta nossa terra e sofria».

«Este país é o exemplo de algumas coisas negativas, mas é o meu país. Descobri, há pouco tempo, que a língua mais bonita do mundo é o português. Talvez por viver no estrangeiro, comecei a saborear as palavras e a reconhecer a sua beleza melódica», salientou o escritor.

Para José Saramago, «a língua é o ar que respiramos» e «há uma grande responsabilidade da comunicação social na defesa da língua portuguesa, a de Camões».

Sobre as polémicas que tem suscitado o Acordo Ortográfico, Saramago comentou que já foi contra e a favor, mas que, fundamentalmente, esta nova reforma «é uma operação estética à língua», e vai continuar a escrever da mesma forma, «e os revisores que tratem disso».

«Haverá facções contra e favor, mas não é tanto importante como a língua se apresenta, mas o que diz, o que propõe», salientou, defendendo que «há que voltar a escrever bem, o que não é um defeito nem ser pretencioso», ironizou.

Sobre o seu actual estado de saúde, comentou estar «ainda um pouco instável»: «Quando estava na clínica pesava 51 quilos, e já recuperei 12 ou 13. Eu parecia uma múmia andante. Não gostava de me ver assim. Estar aqui é um milagre», comentou sobre a sua recuperação.

O Nobel da Literatura fez vários elogios à Fundação César Manrique, «que é um exemplo de independência», e ao comissário da exposição, Fernando Gómez Aguilera «que teve a ideia e a generosidade de criar a exposição».

Por seu turno, o comissário afirmou na conferência de imprensa que a exposição «José Saramago - A Consistência dos Sonhos» está «no seu lugar natural», em Lisboa, e «é um exemplo de traduzir modestamente a vida e obra de José Saramago, um dos grandes escritores do século XX».

Disse ainda que a mostra foi criada para vários tipos de públicos, «com uma perspectiva generalista e também para incluir as crianças, para que se possam relacionar com a obra de Saramago através dos dispositivos audiovisuais».

O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, disse estar orgulhoso de trazer a Lisboa esta «exposição extraordinária», cuja apresentação em Portugal resulta de um trabalho conjunto do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), e da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas (DGLB).

«Esta exposição é um romance, a descrição de uma vida singular, mas que ao mesmo tempo é absolutamente universal», disse o ministro sobre a mostra.

«José Saramago - A Consistência dos Sonhos», que abre ao público quinta-feira e estará no Palácio da Ajuda até 27 de Julho, reúne mais de 1.200 documentos, fotografias, vídeos, recortes de jornais, objectos pessoais do escritor, cartazes e livros, está dividida em três grandes núcleos.

A inauguração oficial está prevista para quarta-feira, às 18h00, com a presença do escritor, do ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, e do homólogo espanhol, César Molina.

Lusa/SOL
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MensagemAssunto: Língua Portuguesa é «bem precioso», diz José Saramago   Qui Abr 24, 2008 4:23 am

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O escritor José Saramago defendeu quarta-feira que a Língua Portuguesa é actualmente mal escrita e mal falada, sublinhando que ela é um «bem precioso» e que os portugueses devem tratá-la melhor.
«O Português é hoje mal falado, é atropelado mortalmente todos os dias mas, como tem muita energia, sacode-se e põe-se de pé e continua», disse Saramago, frisando que «a língua é a mais preciosa das ferramentas».

O Prémio Nobel português da Literatura, de 85 anos, falava na inauguração de uma exposição sobre a sua vida e obra, intitulada «José Saramago - A Consistência dos Sonhos», na Galeria D. Luís I, do Palácio da Ajuda, em Lisboa, na presença do primeiro-ministro e de vários ministros, além dos da Cultura português e espanhol.

«Já se riram de mim por eu ter dito que, com esta minha vida (...) eu descobri que a Língua Portuguesa é a mais formosa do mundo», comentou, acrescentando que nem sequer foi o primeiro, «Camões já o disse».

Depois de referir nomes como os do Padre António Vieira, Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós, Aquilino Ribeiro «e toda essa gente que andou a escrever», Saramago ressalvou que não sabemos, contudo, como falavam, porque viveram num tempo em que não havia registos sonoros.

«Nós, os que estamos aqui neste tempo, no que chamamos mundo de Língua Portuguesa, temos obrigação de escrevê-la bem, cada vez melhor, mas há outra obrigação que temos: falá-la bem«, sustentou.

Afirmando não se tratar de »um apelo para salvar a Língua Portuguesa«, José Saramago instou a que se tome »consciência de que se há um bem precioso que, ainda por cima, não é de ninguém em particular, é obra de todos, é a Língua Portuguesa«.

«Temos a obrigação de fazer melhor em defesa dela (...) Somos responsáveis pelo destino da Língua Portuguesa», sublinhou.

«José Saramago - A Consistência dos Sonhos«, que abre ao público quinta-feira e estará no Palácio da Ajuda até 27 de Julho, reúne mais de 1.200 documentos, fotografias, vídeos, recortes de jornais, objectos pessoais do escritor, cartazes e livros.

Pela presença em Portugal da exposição, que esteve primeiro patente em Lanzarote, Espanha, onde o escritor reside, Saramago disse »obrigado a toda a gente«, frisando ter sido uma ideia de Fernando Gómez Aguilera, director cultural da Fundação César Manrique, que contou, desde a primeira hora, com o entusiasmo da sua mulher, Pilar del Rio.

«Quero dizer simplesmente obrigadinho, que é um diminutivo que os espanhóis não entendem mas é qualquer coisa que sai mais do coração: Obrigadinho», disse.

Diário Digital / Lusa
24-04-2008 6:42:00
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MensagemAssunto: Sócrates expressa reconhecimento do Estado a Saramago   Qui Abr 24, 2008 4:25 am

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O primeiro-ministro, José Sócrates, manifestou hoje ao escritor José Saramago o reconhecimento do Governo e do Estado português por tudo o que ele tem feito pelo prestígio da Língua Portuguesa e de Portugal.

Sócrates falava na inauguração de uma exposição sobre a vida e obra do Prémio Nobel português da Literatura, intitulada «A Consistência dos Sonhos», na Galeria D.Luís I, do Palácio da Ajuda, onde compareceu acompanhado de vários ministros do seu Executivo.

«Estou aqui com grande prazer pessoal mas, mais do que isso, estou aqui também para cumprir um dever e para publicamente afirmar, em nome do Governo português, do Estado português e (tenho a certeza) interpretando o sentimento do povo português, manifestar o reconhecimento por tudo o que José Saramago tem feito em prol do prestígio da Língua Portuguesa e em prol do prestígio de Portugal», declarou.

«Quero que ele saiba que nós gostamos dele, que nós o estimamos e que temos muito orgulho em tudo o que fez pela Língua Portuguesa e por Portugal», frisou. Na cerimónia da inauguração da exposição, que já esteve patente em Lanzarote, Espanha, onde Saramago reside, o primeiro-ministro fez-se acompanhar dos ministros dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, das Obras Públicas, Mário Lino, da Ciência e Ensino Superior, Mariano Gago, e da Agricultura, Jaime Silva, além dos ministros português e espanhol da Cultura, José António Pinto Ribeiro e César Molina, respectivamente.

«É com homens destes que se constrói a História do País (...) que se constrói um País melhor», rematou Sócrates.

Diário Digital / Lusa
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