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 Os terroristas da Madeira livre

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MensagemAssunto: Os terroristas da Madeira livre   Sab Abr 26, 2008 4:21 am

Fizeram explodir quase 200 bombas no pós-25 de Abril, e nunca foram a julgamento. Onde pára a Flama?



O COORDENADOR operacional da Flama, com a bandeira da organização: «Todas as bombas passaram por mim»


O comerciante pegou na arma, escondeu-a na bagageira do Toyota Corona e saiu sozinho do Funchal a caminho de Água de Pena, nas imediações do agora ampliado aeroporto da Madeira. João da Costa Miranda ia para uma missão invulgar: poupar a vida a um inimigo.



Otelo Saraiva de Carvalho, mediático e polémico oficial que chegaria a estar preso, acusado de ser dirigente de uma organização terrorista de extrema-esquerda, as FP-25 de Abril, estava prestes a ser salvo por um dirigente de uma organização terrorista de direita, que demorou mais de 30 anos a dar pela primeira vez a cara por esse momento. «A linha que separa o heroísmo da estupidez é muito pequena», desabafa Costa Miranda, hoje com 84 anos, olhando para trás, para a história da Flama, a Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira, que ajudou a fundar. Miranda era um dos 16 dirigentes do directório político que deu origem à organização - e um dos dois únicos ainda vivos (um outro sobrevivente emigrou para Estrasburgo no final dos anos 70 e nunca mais voltou).

Nesse fim de tarde de 17 de Junho de 1976, o importador de aparelhagens de som foi ao encontro dos operacionais para os impedir de fazerem asneira. Horas antes, chegara-lhe aos ouvidos que os rapazes do braço armado, as Brima (Brigadas Revolucionárias da Independência da Madeira), haviam montado por iniciativa própria uma bomba debaixo da ponte do Seixo. Era o presente deles para Otelo, que estava de passagem pela Madeira: 14 quilos de gelamonite.

Explosões quase diárias




O ORGULHO dos operacionais: o atentado ao avião Nord-Atlas que transportava divisas para o continente foi considerado tecnicamente perfeito


Portugal vivia ainda, no Verão de 1976, de pés nus sobre as brasas do Processo Revolucionário em Curso (PREC) saído do derrube da ditadura pelos militares a 25 de Abril de 1974. Para os radicais de direita, o tenente-coronel Otelo tornara-se uma personificação do mal, encarnando a aproximação do país ao modelo soviético. A visita à Madeira como candidato a Presidente da República calhava, ainda para mais, numa altura de viragem da Flama, que tinha já um longo palmarés de atentados nas costas e parecia disposta a ir mais longe.

Havia um ano que o grupo terrorista reclamava, em panfletos de propaganda neopatriótica, a independência da ilha. Mas isso era o discurso teórico. Na prática, andava empenhado em perseguir quem pudesse transpirar algum cheiro a comunismo, intimidando os militantes de esquerda - não só do PCP, mas da UDP ao PS - com ameaças de morte, deportações sumárias em aviões da TAP e com o recurso à coqueluxe dessa campanha de terror anti-estalinista: uma salva de bombas e incêndios em carros, casas e alguns alvos estratégicos, como a Emissora Nacional e um avião Nord-Atlas conhecido por transportar divisas «para serem desbaratadas no continente».


Instalações da Emissora Nacional no Funchal, depois de rebentar uma bomba


Esse avião entraria, aliás, para os anais da Flama por ser a sua operação tecnicamente mais perfeita - uma espécie de estado da arte dos atentados à bomba, com 2700 gramas de gelamonite colocadas junto ao trem de aterragem da frente, o suficiente para evitar a explosão do depósito de combustível atrás, o que levaria pelos ares os dois Boeing de passageiros estacionados ao lado.

As explosões eram muito assíduas, quase diárias e, embora ainda não tivesse havido mortes, Miranda partilhava com os outros dirigentes - quase todos empresários como ele - uma dificuldade crescente em controlar os rapazes das bombas. A guerra de rua entrara em espiral e ameaçava dar um salto perigoso e sem retorno, como acontecera uma década antes com a ETA, no País Basco: era talvez chegado o momento de matar.


O DIRIGENTE político João da Costa Miranda


O medo e a reacção enérgica ao comunismo andavam a ser instigados às claras junto da população por figuras do PSD que ascendiam à ribalta e por uma igreja liderada pelo bispo Francisco Santana, um homem obcecado com uma guerra que acreditava ser santa, empurrando para a direcção do então paroquial «Jornal da Madeira» o jovem promissor social-democrata Alberto João Jardim, em quem o clérigo vira um ponta de lança contra os «vermelhos». E a quem os flamistas reconheciam uma retórica inflamada, apesar de não se ter alistado na Flama.

Miranda foi a tremer das pernas durante a viagem até Água de Pena. Não conhecia o rosto dos operacionais - os contactos entre a ala política e o braço armado quase não existiam, para evitar detenções em catadupa pela Polícia Judiciária. Mas conhecia o temperamento dos bombistas, quase todos filhos diletantes e impetuosos das famílias tradicionais e ricas da Madeira. Por isso, sabia que não iam gostar da visita inoportuna. No local deu de caras com três encapuzados, a quem deu o recado: «Se forem para a frente com isto, vai ser o fim da Flama e o vosso fim também». Tinha havido uma fuga de informação e Carlos Azeredo, então representante do governo de Lisboa na Madeira, mandara avisar que, a ser verdade, ele não descansaria enquanto não caçasse, um por um, os autores do crime. Mas o mais preocupante para os líderes políticos da Flama era que o padre Martins, acérrimo apoiante de Otelo em Machico, fizera constar que no dia seguinte circularia com o tenente-coronel num autocarro cheio de crianças. Sacrificá-las seria a ruína da organização, que, assim, nunca alcançaria o apoio do povo.


O renovado hotel do Santo da Serra, na antiga «primeira zona libertada da Madeira»


Foi uma discussão dura. R., o coordenador dos bombistas, hoje com 75 anos e sem vontade de revelar o nome por medo das consequências que ainda acha que pode ter num meio pequeno como a Madeira, recorda-se como ele e os seus companheiros ficaram furiosos. «Então nós somos uns palhaços?» O atentado tinha demorado um mês a preparar, envolvendo muita gente e uma articulação minuciosa. Os operacionais tinham abdicado do método habitual de detonador com relógio e usaram um fio com 500 metros de comprimento para accionar a explosão à distância, no momento certo. Ao longo da estrada, de meio em meio quilómetro, rapazes de «walkie-talkie» na mão iriam controlar o movimento de carros.

O Toyota Corona de Miranda voltou ao Funchal com a resposta de que os rapazes iam pensar no assunto, mas os preparativos continuaram. «Estivemos a ultimar tudo até às cinco da manhã», confessa R., revelando que os bombistas estavam ainda nos seus postos quando o autocarro de Otelo passou, no início da noite seguinte, com o padre Martins e a enchente de crianças. «Felizmente, acabámos por desistir. Ia ser uma carnificina».


Nota de 20 escudos com o carimbo independentista da Flama


R. era o senhor absoluto dos explosivos. «Todas as bombas na Madeira passaram por mim». Era o único com acesso à gelamonite e dominava a parte eléctrica dos engenhos, por causa da formação em engenharia electrotécnica.

Nas quase 200 bombas que fez estoirar entre 1975 e 1978, a Flama apenas utilizou gelamonite. «Podia ser atirada ao fogão que não rebentava, apenas explodia por simpatia, com um detonador, e por isso era muito seguro de transportar», argumenta o engenheiro bombista. Os cartuchos de 100 gramas vinham de um construtor civil do norte da ilha, um simpatizante da causa que nunca faltou com as provisões. «Eu já sabia aquilo de cor: um Fiat precisava de 600 gramas, mas se fosse um Volkswagen tinha de levar um quilo».

continua....
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MensagemAssunto: Re: Os terroristas da Madeira livre   Sab Abr 26, 2008 4:31 am

Dono de uma grande empresa no Funchal, o coordenador dos operacionais era o mais rico e mais velho do grupo. Gostava de beber, de sair à noite e, quando queriam referir-se a ele sem lhe denunciar o nome, chamavam-lhe o «homem do Porsche», símbolo do estatuto de boémio quarentão que servia de modelo para os miúdos - na maioria, a roçar a casa dos 20 anos - que se dispunham a encaixar a gelamonite debaixo dos carros dos comunas, às duas ou três da manhã. «Muitas vezes iam bêbados e chegavam a adormecer ao pé das bombas. Tinha de ir lá eu corrigir o relógio para não irmos todos pelos ares. Éramos muito amadores».

«O homem do Porsche» estreara-se na Flama antes da primeira bomba, no Verão de 1975. «Portugal tinha a reboque duas canoas: a Madeira e os Açores. E a gente via que estava a sair de uma ditadura e a entrar noutra. Então pensámos: se querem afundar-se, afundem-se, mas nós vamos cortar a amarra». Um amigo regressado de África convidou-o para uma reunião em casa de um músico, onde seria fundado instantaneamente o grupo operacional. «Apareceu na mesma altura um outro grupo, mas só de incendiários, que se entretinham a regar de gasolina carros de socialistas e comunistas. Mas não tínhamos nada a ver com eles. Éramos autónomos».


DANIEL Drumond, coordenador operacional da «segunda zona libertada da Madeira», em São Vicente, no norte da ilha


O núcleo duro de R. tinha seis elementos e, desde logo, escolheu para quartel-general o hotel do Santo da Serra, no interior da ilha, que baptizaram «primeira zona libertada da Madeira», com duas bandeiras amarelas e azuis da Flama sempre içadas em dois pinheiros muito altos e guardados por cães.

O único bastião concorrente do Santo da Serra era São Vicente, no lado norte da ilha, conhecido por «segunda zona libertada» e onde Daniel Drumond, chefe de repartição da Segurança Social actualmente na reforma, mantinha uma bandeira flamista hasteada numa rocha junto à capelinha do Calhau. Em frente, no bar da Dona Amélia, havia sessões diárias de leitura dos comunicados da Flama e distribuía-se «merchandising» - porta-chaves, canetas, camisolas.


A TRILOGIA do Fama - Fórum Autonomia da Madeira: o presidente, Gabriel Drumond...


Daniel Drumond constituía com mais um outro indivíduo o núcleo operacional do concelho. «Andávamos armados e perseguíamos os comunas. Chegávamos a enfiar o cano de uma caçadeira na boca deles. Mas era só para assustar». Só uma vez o seu companheiro operacional foi longe de mais. Reconheceram um professor comunista num arraial e foram atrás dele. «De repente, o tipo que ia comigo atirou duas vezes. Só por falta de pontaria é que não matou o outro. Zanguei-me a sério - onde é que ele tinha a cabeça?»

Foram os ímpetos individuais que minaram os terroristas. Em 1977 aconteceram os primeiros revezes. Rui Nepumoceno, líder do PCP na Madeira antes e depois do 25 de Abril, conta que um dos operacionais foi-lhe bater à porta. «Jorge Cabrita veio-me pedir para eu sair um ou dois meses da Madeira porque na Flama queriam matar-me. O pai dele tinha grande consideração por mim e por isso ele veio avisar-me. Respondi-lhe que a melhor forma de ajudar era dizer onde é que escondiam o material de guerra». A polícia cercou o hotel do Santo da Serra e descobriu os explosivos e as armas, num dos golpes mais rudes contra o grupo clandestino. Cabrita, mesmo assim, não denunciou ninguém. «Assumiu a responsabilidade de todas as bombas», lembra Nepumoceno. Ao fim de algum tempo preso, a Judiciária libertou-o. A confissão não tinha consistência. Cabrita regressou ao Santo da Serra, mas não durou muito. «Eu sabia que estava aterrorizado, pensava que o iam matar. E a verdade é que morreu de forma estranha», acredita o líder comunista. R. tem uma versão médica: o jovem fizera uma desintoxicação e voltara a beber. «Um psiquiatra disse-me que foi isso que lhe foi fatal».


... o vice-presidente, capitão Machado, que ajudou a formar os bombistas nos anos 70...


A ala política continuava a alimentar sonhos irrealistas - encomendaram um estudo internacional sobre a viabilidade económica da independência e fizeram um hino para a nova pátria, orquestrando-o no Brasil - mas os operacionais caminhavam já para o abismo. A Judiciária passou a fazer buscas nas casas de R., que foi detido várias vezes. Numa delas, para confundir a polícia, duas bombas detonaram no edifício.

A megalomania aumentava, entretanto. Em 1978, o coordenador operacional pensou em exportar atentados para Lisboa, onde na realidade estava o verdadeiro inimigo. A ideia era rebentar com o aqueduto das Águas Livres e cortar o abastecimento à cidade. Foi um passo em falso. Dois indivíduos, um deles ex-comando, vieram de Lisboa ao Funchal, directamente ao escritório do «homem do Porsche», para saber qual era o plano, mas no regresso à capital foram interceptados e denunciaram tudo, incluindo nomes e locais. No próprio dia, o empresário era visitado por dois agentes.



... e Alberto João Jardim


A dificuldade da polícia estava em reunir provas factuais. Que, de resto, nunca apareceram. Pelo contrário: R. deu-se ao luxo de comprar por 50 contos (250 euros) o dossiê inicial da investigação da PJ, com os seus interrogatórios, a um agente que depois viria a ser expulso da instituição. «Queimei o processo no fogão». A Flama não se deixava intimidar. Em retaliação por a Judiciária ter levado um dos colaboradores para os calabouços de Lisboa, vingar-se-ia em dois agentes enviados pela capital. Colocaram uma bomba na roda traseira de uma carrinha, cuspindo o sub-inspector João de Sousa, que estava há 27 dias no Funchal mas foi logo recambiado, depois de uma semana em coma. «Não me deixaram voltar à Madeira». Era o desfecho anunciado das investigações, que já não levariam a lado nenhum. Os caixotes continuam esquecidos nas instalações da PJ do Funchal, sem condições de serem consultados.

Mas a Flama também não voltaria a ter motivos para comemorar. Daí em diante, foram só tragédias. Na ilha do Porto Santo, um descuido no manuseamento de um relógio fez com que uma bomba explodisse nas mãos de um dos operacionais, Rui Alberto. Depois, Alírio Fernandes, que tinha levado a gelamonite até Porto Santo, foi preso e apareceu enforcado na prisão militar do Forte de Santiago. A organização culpou as autoridades. Outros acusaram-na de estar a fazer acertos de contas. Alguns operacionais viraram-se contra os seus superiores. O comerciante Correia da Silva teve a sua quinta incendiada. Miranda era ameaçado de morte. Sobretudo, o grupo de incendiários revoltava-se contra os «traidores» internos. Lamenta R.: «Era um bando de mercenários».



O mais comum dos atentados


Vieram, então, os recados do recém-empossado presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, para pararem, o que seria acatado pela ala política e pelos bombistas, cansados e desiludidos. Isso não livrou Jardim de ser enxovalhado nos últimos comunicados da organização: «Manhoso e ambicioso, Alberto João esperou o momento de dar o salto e, de lá, escravizar a população à sua ambição política». Sentiam-se traídos e abandonados também por Jardim, cuja opinião sempre fora tida em conta pelos dirigentes e operacionais do grupo e que, segundo Daniel Drumond, embora não estivesse envolvido «sabia onde e quando iam rebentar as bombas».

Mais tragédias viriam a ensombrar a história da Flama, já depois de 2000, com outras mortes invulgares. Júlio Esmeraldo, o mais produtivo e popular dos jovens operacionais da equipa de R., apareceu morto numa festa em Santana, agredido na cabeça. E o cadáver de José Bacanhim, um dos dirigentes políticos encarregues de recolher dinheiro na comunidade venezuelana, foi encontrado, de pés e mãos atados, na baía de Machico.


O LÍDER do PCP na Madeira no pós-25 de Abril, Rui Nepumoceno, com a mulher, Aida


Dos sobreviventes, nenhum prosperou. R. entrou em ruína financeira. E João da Costa Miranda vive hoje num pequeno apartamento do Funchal com uma reforma de 300 euros, depois de se ter decidido por um exílio voluntário nos Açores, entre 1978 e 2000. Os flamistas não tinham ido para o poder.

Era o fim da Flama como organização terrorista. Não era o fim da sua capacidade inspiradora. Mais suave, sem braço armado e com outro nome, uma sequela politicamente correcta foi criada 20 anos mais tarde por Gabriel Drumond, primo do operacional Daniel e presidente da Câmara de São Vicente durante duas décadas, andes de se tornar deputado do PSD na Assembleia Regional. Em 1998, o Fama - Fórum Autonomia da Madeira - era a resposta do regime jardinista à Assembleia da República em Lisboa, por não ter deixado passar, na revisão constitucional, um novo estatuto do arquipélago tal como o governo regional tinha pensado, com maior autonomia.


Palácio de São Lourenço, símbolo da Flama


Alguém tinha de fazer pressão sobre Lisboa. O espectro da luta independentista foi retornando ciclicamente às páginas dos jornais. Para sócio número um do Fama foi convidado Alberto João Jardim. E para vice-presidente ressurgiu o capitão Carvalho, um homem ligado desde o início à velha Flama e que reconhece agora ter ajudado a ensinar os operacionais a fazer bombas. «Formei-me em minas e armadilhas, em Mafra, e era isso o que eu fazia em Angola», diz, acrescentando: «A Flama está adormecida, não morta. Ainda há armas escondidas».

O perfume a ameaça velada insinua-se nos discursos. «Em 2010, se a próxima revisão constitucional não nos consagrar o estatuto que nós vamos elaborar aqui, na Assembleia Legislativa, a Madeira devia declarar unilateralmente a independência», defende Gabriel Drumond. «Temos mais independentistas na Madeira do que militantes da oposição».

O seu primo Daniel conta que há já vários anos Gabriel Drumond promove almoços da Flama - «da Flama, e não da Fama» - no concelho de São Vicente. «Vêm uns 30 tipos ligados ao PSD. Mas isso da independência não é para ser levado a sério. Querem agradar a Jardim. Eu fui escorraçado por ter começado a apoiar o PS». Gabiel ri, confrontado com o assunto: «- Flama? Ó senhor, essa Flama acabou...»

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Reportagem de Micael Pereira (texto) e Ana Baião (fotografia)
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