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 Aparhteid: Material militar passou por Portugal como civil

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Vitor mango

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MensagemAssunto: Aparhteid: Material militar passou por Portugal como civil   Dom Abr 27, 2008 5:42 am

Aparhteid: Material militar passou por Portugal como civil
O advogado de um português que afirma ter sido intermediário na venda de 50 helicópteros franceses à África do Sul, em pleno apartheid, diz que os aparelhos passaram por Portugal como material civil embora se destinassem às Forças Armadas sul-africanas.

Segundo declarações à Agência Lusa do advogado do português Jorge Pinhol na Bélgica, Mischael Modrikamen, «oficialmente os helicópteros foram vendidos como Super Puma, muito utilizados para operações civis de busca e salvamento», o que não violava o embargo decretado pela ONU à venda de armas à África do Sul.

O negócio, afirma, foi realizado entre 1989 e meados dos anos 1995.

«A França, por determinadas razões, não queria fazer uma venda oficial à África do Sul», adianta.

A solução encontrada foi contratar Jorge Pinhol, antigo piloto de desporto automóvel que entretanto se dedicou a negócios, como intermediário da transacção, que, segundo Modrikamen, passou por Portugal.

Pinhol, por razões familiares, tinha ligações a altas patentes dos meios militares portugueses.

O contrato com a Aérospatiale e a empresa de defesa de sul-africana Armscor implicava o fornecimento dos helicópteros e a manutenção dos mesmos.
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27-04-2008 9:11:00
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MensagemAssunto: Re: Aparhteid: Material militar passou por Portugal como civil   Dom Abr 27, 2008 5:50 am

Eu essa notícia não a percebo bem. Mandela é libertado no início de 1990 e o regime do apartheid é dado como extinto de imediato. Por isso não compreendo o teor da notícia. Creio que o boicote já não existia... o interesse resume-se aos porcos negócios de armas em que muitos dos nossos governates e militares se metiam...
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MensagemAssunto: Re: Aparhteid: Material militar passou por Portugal como civil   Dom Abr 27, 2008 6:38 am

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Segundo declarações à Agência Lusa do advogado do português Jorge Pinhol na Bélgica, Mischael Modrikamen, «oficialmente os helicópteros foram vendidos como Super Puma, muito utilizados para operações civis de busca e salvamento», o que não violava o embargo decretado pela ONU à venda de armas à África do Sul.

O negócio, afirma, foi realizado entre 1989 e meados dos anos 1995.

«A França, por determinadas razões, não queria fazer uma venda oficial à África do Sul», adianta.

A solução encontrada foi contratar Jorge Pinhol, antigo piloto de desporto automóvel que entretanto se dedicou a negócios, como intermediário da transacção, que, segundo Modrikamen, passou por Portugal.

Pinhol, por razões familiares, tinha ligações a altas patentes dos meios militares portugueses.

O contrato com a Aérospatiale e a empresa de defesa de sul-africana Armscor implicava o fornecimento dos helicópteros e a manutenção dos mesmos.

A Portugal, pelo seu alegado papel de facilitador do transporte das aeronaves, era oferecida, por Pretória, uma actualização dos seus SuperPuma, explica o advogado.

«Oficialmente, os helicópteros eram entregues em peças a Portugal, mas o destino final era a África do Sul, onde seriam renomeados como Oryx», adianta Modrikamen.

O negócio decorreu entre 1989 e 1994 ou 95, diz ainda. «Era um negócio onde todos ganhavam», sublinha.

Pinhol alega agora que a comissão que lhe era devida pela Armscor nunca lhe foi paga, razão pela qual deu início a acções judiciais em Portugal, Bélgica e, eventualmente, nos Estados Unidos, tentando, mais uma vez reaver uma verba que, segundo o seu advogado em Bruxelas, ascende a 600 milhões de euros (383,7 milhões de euros), considerando os juros.

Em 1994 Jorge Pinhol tentou processar a Armscor na África do Sul, ainda em pleno regime de apartheid, mas foi «altamente pressionado para recuar», assinala Modrikamen.

Posteriormente, acrescentou o seu advogado, perdeu um processo contra a Aérospatiale, em Paris, por falta de documentação, dado que tudo terá sido tratado através da embaixada sul-africana, em malas diplomáticas.

Modrikamen está convicto de que a maioria da documentação terá sido destruída após o fim do apartheid, pelo que o que permitiu as acções interpostas por uma equipa jurídica internacional, coordenada pela firma Bonnard/Lawson, de Genebra, na Suiça, e que envolve em Lisboa o advogado Agostinho Miranda, foram «depoimentos que ex-empregados da Armscor aceitaram prestar».

Desde 2002/2003 que são recolhidos depoimentos juramentados de ex-funcionários da empresa sul-africana, que afiançam a validade do negócio e da comissão devida a Pinhol. Segundo Modrikamen, há também depoimentos de oficiais generais portugueses, dos quais adiantou apenas dois apelidos - «Miranda e Carneiro» - e cargos desempenhados, «ex-chefes de Estado-maior».

A equipa jurídica afirma ter em sua posse uma lista de mais de 850 companhias envolvidas na transacção, que foi feita através de empresas ‘off-shore’.

Modrikamen não quis revelar o paradeiro de Jorge Pinhol, dizendo apenas que está «entre Portugal, Inglaterra e Suíça».

«Como pode imaginar, está a ser muito pressionado, pelo que qualquer contacto tem que ser feito através dos advogados: eu mesmo ou o sr. Lawson, em Genebra», concluiu.

Os helicópteros Oryx, uma versão melhorada e reformulada dos SuperPuma, são ainda hoje utilizados pela Força Aérea da África do Sul.

SOL
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MensagemAssunto: Re: Aparhteid: Material militar passou por Portugal como civil   Dom Abr 27, 2008 7:14 am

Reconheço que no início da compra ainda a África do Sul estava embargada. E que um Xico Esperto, tipo Paulo Portas, tenha feito o negócio sujo. Se assim foi, ainda bem que não lhe pagam as comissões. Portugal, á época, colaborava no embargo. Faz lembrar a venda de armas ao Iraque...
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MensagemAssunto: Re: Aparhteid: Material militar passou por Portugal como civil   

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