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 Observatório da China

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ypsi



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MensagemAssunto: Observatório da China   Ter Nov 13, 2007 12:32 pm

Câmara Municipal de Setúbal

Exposição e conferências abordam viagens da China


A exposição 'As Grandes Viagens Marítimas da China' é inaugurada no dia 10, às 16h00, na Biblioteca Pública Municipal, a que se seguem, em Novembro e Dezembro, três conferências e dois documentários.

A iniciativa, promovida em conjunto por Câmara Municipal, Observatório da China e Embaixada da China, pretende homenagear o contributo dos navegadores chineses para o conhecimento náutico e para o estabelecimento da Rota Marítima da Seda.

A mostra, patente até 15 de Dezembro, de segunda a sexta-feira das 09h00 às 19h00 e no sábado das 13h00 às 19h00, apresenta as características geográficas, sociais, económicas e culturais da China antiga, com particular relevância para as inovações técnicas utilizadas nas navegações. O visitante tem oportunidade de conhecer as rotas navegadas e os povos com os quais os chineses entraram em contacto, através de mapas, fotos de lugares e reproduções de navios.

A exposição revela as sete viagens do almirante Zheng He (entre 1405 e 1433), comandante da frota com os maiores navios então conhecidos, que permitiu à China a supremacia dos mares asiáticos, anterior ao domínio de potências como Portugal, Holanda e Inglaterra.

Imediatamente a seguir à inauguração da exposição, no dia 10, decorre a conferência 'Novos Mares, Novas Terras Novas Gentes: As Rotas da Seda', pelo mestre da História da Expansão Rui D'Ávila Lourido, presidente do Observatório da China.

O orador fará o enquadramento dos primeiros contactos dos portugueses com a China e da rota portuguesa do Cabo da Boa Esperança, no contexto dos antigos movimentos entre o Ocidente e o Oriente, conhecidos por Rotas da Seda.

Rui D'Ávila Lourido abordará ainda a ruptura conceptual com os mitos medievais, herdados em grande parte pela Europa da Idade Moderna, que as viagens oceânicas portuguesas e europeias representam. Serão igualmente comparados os elementos de continuidade e de inovação, dando particular atenção ao movimento de expansão marítima chinesa representado pelas viagens do almirante Zheng He.

A conferência seguinte da Biblioteca, com o título 'A Cultura Ocidental na China', realiza-se no da 23, às 18h00. O orador é Fernando Baptista Pereira, director do Museu de Setúbal, que dissertará sobre o impacte do movimento de expansão marítima e económica europeia na China da Idade Moderna nas mentalidades e na cultura.

Finalmente, a 15 de Dezembro, pelas 16h00, Rui Pereira, do Ministério da Economia e Inovação, falará sobre 'As Relações entre a China e Portugal na Actualidade e Perspectivas Futuras'. O impacte das relações com a China na economia portuguesa e os desafios actuais para o desenvolvimento da estrutura produtiva e económica nacional serão temas em análise.

Esta iniciativa inclui documentários vídeo, do Ministério da Cultura chinês, a exibir igualmente na Biblioteca. O primeiro, intitulado '1405-1433: The Great Voyage of Zheng He', passa nos dias 13, 20 e 27, sempre às 18h00. Segue-se 'Imagens da China', com paisagens da vida urbana e rural e das tradições culturais e socioeconómicas chinesas, a 4 e 11 de Dezembro, também às 18h00.

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MensagemAssunto: Re: Observatório da China   Ter Nov 13, 2007 12:34 pm

Câmara Municipal de Setúbal

Conferência realça contributo civilizacional da China


As "repercussões civilizacionais” das Rotas da Seda, traçadas por asiáticos e ocidentais, foram fundamentais para a construção de um “mundo multicultural e multiétnico”, afirmou, no dia 10, em Setúbal, o presidente do Observatório da China.



Rui D’Ávila Lourido, mestre de História da Expansão, falava, na Biblioteca Pública Municipal, numa conferência subordinada ao tema 'Novos Mares, Novas Terras, Novas Gentes: As Rotas da Seda', que se seguiu à inauguração da exposição 'As Grandes Viagens Marítimas da China'.

A exposição – patente até 15 de Dezembro, na qual se integram mais duas palestras – promovida pela Câmara Municipal de Setúbal, Observatório da China e Embaixada deste país, pretende homenagear o contributo dos navegadores chineses para o conhecimento náutico e estabelecimento da Rota Marítima da Seda.

Para o orador, as Rotas da Seda “desenvolveram o cosmopolitismo das grandes cidades” chinesas e ocidentais e “constituíram-se num conjunto de itinerários físicos, quer terrestres, quer marítimos”.

Estas rotas, salientou, permitiram a circulação não apenas de pessoas e bens materiais – as “exóticas e valiosas mercadorias” – mas, também, de um “conjunto de valores culturais no mais lato sentido do termo”.

Neste contexto, enfatizou, “Oriente e Ocidente interagiram de forma marcante um sobre o outro, como ainda hoje se pode assistir no multifacetado quotidiano de cidades como Macau e Manila”.

D’Ávila Lourido lembrou que, quando se fala da Rota da Seda, normalmente refere-se à “caravaneira aberta por Zhang Qian, na dinastia Han Ocidental, passando a sul das montanhas de Tianshan”, por Yumen em Gansu e pelo deserto de Gobi, que “foi a primeira grande expedição chinesa à Ásia Central”.

Esta rota, disse, passou a ser uma importante via de comunicação continental entre a Ásia Oriental e a Central.

O orador precisou que “posteriormente à expedição de Zhang Qian”, a dinastia Han “enviou, anualmente, cerca de cinco a 12 missões político-económicas aos países a ocidente do seu território”

Nestas missões, as “trocas comerciais incluíam grandes quantidades de seda e algodão para os Hunos, recebendo cavalos em troca”.

No ano 3 a. C, referiu, calcula-se que tenham sido transaccionadas 30 mil peças de seda e 15 toneladas de algodão.

Quanto à rota marítima da seda, que veio a ligar a Europa à China, “teve como motivação ultrapassar as limitações das rotas terrestres da Ásia Central” caracterizadas por turbulências político-militares e religiosas.

Noutra passagem da dissertação, D’Ávila Lourido frisou que a “abertura da China Ming, durante as três primeiras décadas do século XV, permitiu a organização do maior conjunto de expedições marítimas da sua História”.

Para o palestrante, tal representou o “culminar das técnicas de navegação chinesa nos oceanos Pacífico e Índico, levando-os [ao chineses] através da Ásia e Sudeste até à Índia e à Costa Oriental de África”.

Zheng He, lembrou, “foi o organizador destas expedições marítimas – sete, entre 1405 e 1433 – transformando-o num dos maiores navegadores chineses, senão mesmo o maior”.

O papel histórico deste navegador foi reconhecido por “estudiosos orientais”. Um deles, Debenham, chamou-lhe “Vasco da Gama da China”.

O orador considera que os “objectivos para a realização destas expedições foram, naturalmente, multifacetados, mas, no essencial, parece terem prevalecido os de carácter político”, mas procurava-se, também, “desenvolver os conhecimentos geográficos”.

D’Ávila Lourdo, a propósito das lendas sobre Zheng He sublinhou que a “tese da circum-navegação do Globo e descoberta de todos os continentes” pelo navegador “é uma ficção, tentando fazer-se passar por História”.

Para ele, esta mentira é um “mau serviço à dignificação da memória do grande navegador chinês”.

O palestrante sublinhou que Zheng He “não necessita daquela ficção” e que “será sempre recordado como o grande navegador chinês, não só na História da China e da Ásia, mas, também, da navegação internacional”.

O embaixador da República Popular da China em Portugal, Gao Kenxiang – presente na abertura da exposição e na conferência – foi recebido, pouco antes, nos Paços do Concelho, pelo vereador André Martins, em substituição da presidente da Câmara Municipal de Setúbal.

A próxima conferência está marcada para o dia 23, às 18h00, também na Biblioteca Pública. O orador é Baptista Pereira, que falará sobre o impacte do movimento de expansão marítima e económica europeia na China da Idade Moderna nas mentalidades e na cultura.

A última palestra é em 15 de Dezembro, às 16h00, no mesmo local. O orador é Rui Pereira, do Ministério da Economia e Inovação, que vai dissertar sobre 'As relações entre a China e Portugal na actualidade e Perspectivas Futuras'.

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Última edição por em Ter Nov 13, 2007 12:37 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Observatório da China   Ter Nov 13, 2007 12:35 pm

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O Observatório da China – Associação para a Investigação Multidisciplinar em Estudos Chineses tem como finalidade contribuir para a divulgação do conhecimento sobre a China em Portugal, através da realização de actividades de investigação multidisciplinares, designadamente:

1 - a promoção de iniciativas que visem o desenvolvimento e divulgação de trabalhos de investigação sobre a China;
2 - a criação de uma rede nacional de investigação em Estudos Chineses;
3 - a organização de eventos descentralizados de modo a estimular a troca de experiências e debates de opinião;
4 - a cooperação com entidades públicas e privadas, nacionais e estrangeiras, em várias áreas do conhecimento;
5 - o acompanhamento e a produção de relatórios periódicos sobre a evolução da realidade económica, política, cultural e social da China;
6 - a edição de publicações em formato de papel e digital.
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