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 Ronaldo (di)vagando ...

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MensagemAssunto: enchidos   Qua Abr 23, 2008 11:00 am

ARTE E SABOR
O porco

Alimento pródigo

Raças, características, hábitos, alimentação, sabor da carne, variedade de enchidos... Um manual completo sobre o porco.

Se não pensarmos no javali, a espécie verdadeiramente autóctone portuguesa, há apenas duas raças de suínos nacionais, a bísara e a alentejana. A raça bísara é proveniente do norte da Europa, terá sido introduzida por altura das invasões célticas, antes mesmo da constituição do nosso país. A corpulência destes suínos é especifica, 100 kg para as fêmeas e peso superior para os machos adultos. Com as suas orelhas pendentes e a pele manchada de negro, nem a musculatura nem o tecido adiposo são excessivos como os seus parentes de produção industrial. É um animal rústico, que vive ao ar livre, com alimentação natural a base de frutos, tubérculos, vagens e alguns alimentos extra de origem natural adicionados pelos seus produtores, para preservar o standard de qualidade e autenticidade do produto, pois é sobejamente conhecida a voracidade e necessidades nutricionais dos suínos. Os porcos bísaros tem um modo de vida e crescimento distinto de um porco numa exploração intensiva devido aos alimentos que ingerem e ao grau de exercício que fazem. Não será surpreendente encontrar na carne deste animal uma distribuição de gordura homogeneamente repartida entre os músculos, o que confere um sabor equilibrado, uma sensação táctil de firmeza, mas ao mesmo tempo de suavidade, com aroma específico da forma como o animal foi alimentado. O pormenor do nível de gordura bem distribuído e equilibrado tendo em conta o peso do animal faz com que não haja a desagradável libertação de água contida no tecido adiposo que arruína qualquer confecção à base de porco, pela secura excessiva que provoca na mesma, como pela correspondente desproporção de água no cozinhado.


O tempo de crescimento é também crucial para o animal desenvolver uma corpulência saudável. A excessiva manipulação genética para atingir o maior animal no menor tempo possível, associada à ingestão de rações hiper-calóricas e antibióticos para preservar o animal industrial livre de toda e qualquer doença, cujo resguardado sistema imunitário não toleraria, em que caso não sejam respeitados os intervalos de segurança, poderão ter efeitos graves na saúde pública. Nada disto corresponde ao modo de produção do porco bísaro já que as premissas de denominação de origem protegida não o preconizam. Saber o que é a exploração do porco bísaro por oposição as suiniculturas de cariz intensivo, ajuda a compreender a sua excelência.

A importância dos enchidos


A selecção genética feita ao longo de várias gerações de porcos bísaros, alimentadas prioritariamente por produtos orgânicos contraria os compostos e as hormonas de crescimento que na exploração dos suínos industriais se pretende atingir, durante a vida do próprio animal, prodígios de peso vivo. A própria exploração de suínos que estava focada no peso corporal global, e na separação entre o músculo e o tecido adiposo, actualmente preocupa-se com a gordura intramuscular de forma a tornar mais tenra e saborosa este tipo de carne. Focaliza-se naquilo que o porco bísaro tem em superior valor: ácidos gordos polinsaturados, uma distribuição da gordura muito homogénea. Há estudos que indicam que os consumidores favorecem uma peça de lombo porco com mais de 3 por cento de gordura, abaixo dessa concentração é considerada inaceitável pelos mesmos.


A carne de bísaro pode ser cozinhada na grelha ou no carvão, mas uma das formas mais tradicionais de experimentar estes animais, é sem dúvida, pela variada industria de enchidos. O Chouriço azedo de Vinhais é um dos exemplos, constituído pelas “...carnes de porco (magras, da cabeça, da entremeada e da barriga) são cortadas em pedaços de dimensão média, cozidas em água e sal e desfiadas ainda quentes. O pão é cortado em fatias finas com a côdea e é amolecido com a calda da cozedura das carnes. A esta massa juntam-se os condimentos, as carnes desfiadas, o azeite, o colorau e o alho. Após acerto da condimentação procede-se ao enchimento imediato em tripa de porco e à fumagem em lume brando com lenha de carvalho e/ou castanho, que tradicionalmente dura mais de quatro semanas”, in Jornal da União Europeia (1/12/2007, C289/29, P.2). Outros enchidos utilizam suínos bísaros e têm a classificação de indicação geográfica protegida, ou seja, só podem ser fabricados na zona geográfica correspondente por um produtor certificado. É o caso do chouriço de carne de vinhais e o salpicão de vinhais.


Origens africanas


O porco alentejano é um animal com cerca de 90 Kg em estado adulto, apresenta uma pele negra. As suas origens decorrem do continente africano, o seu modo de vida extensivo e a alimentação ingerida favorecem uma carne com elevado índice de gordura localizada, facto que a calórica bolota não será alheia. O sabor da sua carne é de tal ordem que aprecia-la grelhada e pouco passada é mais do que suficiente, contudo tal como existiu a necessidade de conservar e consumir carne durante todo ano ao longo do país, também no Alentejo somos confrontados pela excelência da salsicharia tradicional. Portalegre é particularmente rico neste aspecto, possuindo vários produtos de denominação geográfica protegida como a cacholeira branca, composta por fígado e outros órgãos internos, o chouriço mouro é composto pelo coração e rins. Só desta zona há um conjunto muito alargado de enchidos: salpicões, morcelas e paios.
Estaríamos a cometer uma injustiça se não fizéssemos realçar o papel fulcral das especiarias e ingredientes que nem sequer são muito variados. O alho moído, os cominhos (para as chouriças de sangue), o colorau, o pimento fresco, o pão, a farinha de trigo, arroz e o vinho permitem fazer quase a totalidade das especiarias que se encontram no nosso país. É certo que no jogo das proporções pode estar o sucesso ou o fracasso daí que raramente sejam reveladas mesmo que seja numa ficha técnica de uma certificação como aquela apresentada anteriormente. Há ainda o pormenor do processo lento de fumagem, que permite incorporar nas chouriças notas gustativas das madeiras que lhe servem de combustão. Os tempos de marinação e cozedura também são comummente omitidos nas fichas técnicas dos enchidos.


Texto: Bernardo Antunes / INTER Magazine
Fotografia: DR e Humberto Mouco / INTER Magazine




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MensagemAssunto: SOCIALISMO INCOMPATIVEL COM AS LIBERDADES POLITICAS   Qua Abr 23, 2008 11:11 am

Pela Pátria Socialista II
por que o socialismo é incompatível com as liberdades políticas?


Alguns amigos socialistas meus são críticos muito implacáveis de minhas declaradas e ferrenhas antipatias ao ideal socialista. Acusam-me de conservador, reacionário, fascista, pupilo do Olavo de Carvalho, e outras coisas que estão fora de minhas aspirações. Muitos me julgam tendencioso em rotular o socialismo como essencialmente totalitário, apesar de não ser tão genérico, quanto às aspirações de todos os socialistas. Não penso que todos os socialistas sejam necessariamente totalitários. Porém, penso que, por mais que aspirem a liberdade, a democracia, os direitos humanos, as premissas socialistas que eles tanto admiram são incompatíveis com os ideais de liberdade que tanto pregam. A defesa de uma “pátria socialista”, ou de um Estado socialista, por mais voluntarista e honesto que seja, seus meios são totalmente adversos do fim esperado.

A crença de um poder voluntarista e misericordioso, dificilmente resiste a corrupção quando ele é ilimitado. Se o poder tende a corromper, o poder absoluto corrompe absolutamente. O Estado socialista, por mais honesto e moralmente virtuoso que ele possa parecer, ninguém tem o direito de possuir tanto poder sobre a sociedade e a vida dos outros, ainda que fazendo isso em boa causa. Aliás, muitos déspotas impuseram a tirania, supondo que faziam por uma boa causa. O inferno está cheio de boas intenções. Tal raiz moral do socialismo é particularmente perigosa, pois invoca uma aura religiosa e messiânica dos poderes absolutos do Estado. Antes acreditarmos que os indivíduos tenham o direito de escolher o melhor para si, do que apenas alguns iluminados do Estado, partido, da história ou de sei lá quem seja, escolher por todos.

Mas tal fator suscita novas reflexões. Como explicar a popularidade de um sistema, que em toda a sua vigência política, ideológica e real, em nome do povo e do proletariado, foi um dos modelos mais opressores da história? Por que se romantiza um sistema político que soube numa tacada só, destruir violentamente todas as liberdades mais básicas e causar uma coleção incrível de sofrimento e violência? Como acreditar que esse modelo, com todo o seu histórico de horror, ainda seja uma alternativa cabível?

Muita gente idealiza o socialismo e se solidariza com a idéia poética da “propriedade coletiva”, da “solidariedade”, da “igualdade material” ou “social”, da “vontade popular” e outros chavões surrados. Tais discursos são preparados para jovens ingênuos, eternos indignados e possíveis massas de manobra, que caem sem uma reflexão mais séria e apurada dos perigos do igualitarismo e coletivismo radical. Esquecem que a liberdade nem sempre se coaduna com o ideal de igualdade, e a coletividade, cultuada como a vontade suprema pelos socialistas, pode ser a causa mais aterradora de legitimação da tirania, da ditadura e do despotismo.

A “propriedade coletiva”, ao contrario da retórica marxista, antes de ser a propriedade de todos, nos países comunistas se tornou a “propriedade de um só”, nada mais medonho do que um Estado ditatorial e um tiranete de plantão. Em nome da coletivização da propriedade, o Estado, na prática, se outorgou em confiscar a riqueza de seus próprios cidadãos, submetidos à condição de meros servos.

A “solidariedade” socialista foi uma verdadeira paranóia coletiva, o terror institucionalizado do regime na cultura persecutória do alcagüete, que dividia e isolava os cidadãos em desconfianças mútuas, no medo de ser delatado por algum traiçoeiro servil ao partido. Em suma, uma moralidade em que a traição dos vínculos pessoais, particulares e familiares em favor do regime eram recompensados, na subserviência e “lealdade” ao poder constituído. Não é por acaso que famílias inteiras foram presas e deportadas por alguma fofoca de um desafeto ou até parente, sem formalidade legal alguma.

A “justiça socialista” foi uma inquisição ideológica, uma caricatura de justiça, um jogo de cartas marcadas, para fazer de “sabotadores” e “inimigos do povo” os bodes expiatórios do regime, vitimas temerosas para as massas cada vez mais amorfas e medrosas.

A “igualdade material” e “social” foram pretextos para a uniformização da condição social dos indivíduos, de suas crenças, seus valores, impostos pelo partido único, detentor do domínio da imprensa e da educação, a fim de que quaisquer dissidências políticas e de pensamento fossem suprimidas. Não é por acaso que o poder absoluto do unipartidarismo e o controle total das fontes de informação foram métodos de domesticar e moldar arbitrariamente a realidade dos indivíduos, presos na redoma das ideologias impostas pelas versões oficiais do Estado.

E, diga-se de passagem, a “vontade popular” dos regimes socialistas é um circo de massificação conduzida por uma propaganda e terror policial do Estado, a fim de se legitimar como poder único e reprimir as minorias dissidentes. A idéia da “vontade da maioria”, tão conclamada pelos socialistas e comunistas, na organização sistemática das massas, é uma farsa, a fim de reprimir a própria liberdade dessas pessoas, quando manifestadas individualmente. Ora, não há melhor forma de aniquilar a liberdade, senão aniquilar a independência do pensamento individual. É fácil manipular a coletividade, o que está estabelecido. Difícil é prever o que os indivíduos pensam na particularidade e no silêncio. É por isso que os regimes ditatoriais e totalitários não toleram o princípio liberal do individualismo político, porque temem pensamentos independentes. E não tolerando o individualismo político, logo, não toleram dissidências. Já nos alertava Alexis de Tocqueville sobre os problemas do igualitarismo socialista, nos dizeres da “igualdade na liberdade” e “igualdade na servidão”. Impressionante como as idéias do lúcido aristocrata francês permanecem tão atuais.

O curioso, todavia, é que com todo este histórico tenebroso, o socialismo é a bandeira de ordem, a redenção dos rejeitados, gays, lésbicas, degredados, drogados, sexualmente liberados, miseráveis, descamisados, feministas ensandecidas, enfim, tudo o que se chama “lumpemproletariat” ou à margem da sociedade. Contudo, uma coisa há de se contrastar: os gays, lésbicas e os demais rejeitados conquistaram mais espaços e dignidade política numa puritana democracia de tradição liberal e “burguesa”, do que nos draconianos regimes socialistas em questão (madame Kolontai que o diga). É mais fácil encontrar gays e lésbicas no poder, num regime democrático inglês ou dinamarquês da vida, do que na tão falada “democracia cubana”, que os expulsa para Guantânamo ou Miami, como leprosos com “desvios burgueses” ou “anti-sociais”. Drogados têm mais liberdade na calvinista e sonolenta Holanda, do que na carrancuda e maoísta China (que os recupera com bala na nuca).

A melhor arma contra as premissas totalitárias do socialismo é a informação clara e precisa, ou seja, o esclarecimento dos fatos contra os idealismos equivocados. Para certas pessoas que se dizem socialistas, os expurgos do stalinismo, as orgias de violência da revolução cultural chinesa, o massacre da Primavera de Praga, os fuzilamentos da Revolução Cubana, as guerrilhas sanguinárias da América Latina e outras atitudes imorais e desumanas passam despercebidas, ora como se não existissem, ora como se fosse evento de somenos importância ou induzido por uma suposta “mídia burguesa”.

O caso é que muitos socialistas, ainda que motivados por intenções honestas e decentes, temem ver a realidade nua a crua, sob pena verem destruídos os seus mais elevados e caros ideais. Pois o que seduz no socialismo, vulgarizado para as gentes, é a sua retórica messiânica, apaixonada, demagógica, pseudo-racionalista, cheia de palavras pré-fabricadas de lisonjas aos desvalidos e ódio às classes dominantes. Os apelos utópicos têm grandes promessas aos desesperançosos e revoltados. O problema é a utopia posta à realidade, o que só é um desastre.

Não caberia negar a importância do socialismo como idéia, no contexto da Revolução Industrial, na sua crítica às mazelas da economia capitalista, e em algumas propostas sociais que redundaram na reforma da própria democracia liberal moderna.Porém, no socialismo puro, se a crítica foi contra uma suposta forma de tirania, o regime socialista, colocado como solução determinante, na prática, se mostrou uma tirania mais sofisticada e brutal. Não é mistério para ninguém que o socialismo foi um verdadeiro fiasco, pois no intuito de trazer o céu para o mundo, em muitos aspectos acabou trazendo o inferno (o que é inexplicável racionalmente como alguém perde tempo com essa velharia ideológica). O socialista que deu certo foi aquele que jogou toda a ladainha marxista-leninista para o ralo da história, e entrou na dinâmica da democracia e pluripartidarismo. E ao contrario de suprimir o capitalismo por decreto, acabou por se tornar social-democrata (para horror dos leninistas mais caninos), antes querendo humanizar as relações econômicas, do que desejar suprimi-las pela mão férrea do Estado. De fato, abandonou o marxismo.

Como dizia Willy Brandt, o ícone da social-democracia alemã, “quem não foi comunista antes dos 20 nunca será um bom social democrata”. Eu poderia dizer que não se pode preservar o juízo na velhice, sendo comunista a vida inteira. João Amazonas que o diga, na senilidade da vida, acreditando piamente no socialismo “cientifico” da Albânia.

Não pretendo com meus escritos mudar as opiniões dos meus amigos a respeito de suas aspirações (seria um ato de prepotência), mas sim alertá-los a refleti-los sobre os perigos que os raciocínios totalitários do socialismo oferecem a liberdade. O socialismo, na sua essência, não parece compatível com a sociedade livre, aberta, democrática e solidária que muitos socialistas desejam aspirar.

Há, aliás, nos meios socialistas, uma particular e irresistível atração pelo obsoleto. Certas pessoas devem parar de admirar o que nunca deu certo, e com tantos riscos de erros novos a fazer, não há razão para permanecer nos mesmos erros antigos. A história, mestra da vida, tem exemplos de sobra para mostrar e orientar-nos sobre isso. A vindoura “pátria socialista” seria apenas um país imerso de velhas aflições.

Leonardo Bruno
Belém Pará em 14 de março de 2003




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Vitor mango

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MensagemAssunto: Re: Ronaldo (di)vagando ...   Qua Abr 23, 2008 11:23 am

Boa ROn
verifico que começou a trabalhar a serio no Vaga metendo material interessante
E nao se pode queixar que lhe cortam algo
A mim tambem ja me mexeram em partes ( salvo seja ) mal amanhadas e sem que dai viesse ao mundo algum mal


como a culinaria é uma ciencia talvez o tema ficasse bem em Ciencia
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MensagemAssunto: SOCIALISMO E DIABOLICO?   Qua Abr 23, 2008 11:44 am

e notícias do Brasil e do exterior

28 Julho 2004
O socialismo é diabólico
O socialismo é diabólico

Walter Williams

© 2004 Creators Syndicate, Inc.

O que é o socialismo? Perdemos a oportunidade se dizemos que é uma agenda dos esquerdistas radicais e dos democratas. De acordo com a doutrina marxista, o socialismo é um estágio da sociedade, entre o capitalismo e o comunismo, onde a propriedade privada e o controle sobre a propriedade são eliminados. A essência do socialismo é o enfraquecimento e a total abolição dos direitos à propriedade privada.

Os ataques à propriedade privada incluem, mas não são limitados a, o confisco da propriedade legal de uma pessoa e dá-la a outra a quem não pertence. Quando tal ato é feito por um indivíduo, chamamos de roubo. Quando é feito pelo governo, utilizamos eufemismos: transferência ou redistribuição de renda. Não são só os esquerdistas radicais e os democratas que reivindicam e admiram o socialismo, mas os extremistas de direita e os republicanos também.

Os republicanos e os extremistas de direita são a favor da tomada dos ganhos de um cidadão e dá-los para fazendeiros, banqueiros, companhias aéreas e outras empresas que estão falindo. Os democratas e os esquerdistas radicais são a favor da tomada dos ganhos de um cidadão e dá-los para pessoas pobres, cidades e artistas. Ambos os grupos concordam em tomar os ganhos de um cidadão e dá-los para outro; a única diferença é quem vai receber. Esse tipo de atividade do Congresso constitui ao menos dois terços do orçamento federal.

Independente do propósito, tal conduta é moralmente errada. É uma forma reduzida de escravidão. Afinal, qual é a essência da escravidão? É a utilização forçada de uma pessoa para servir os propósitos de outra. Quando o Congresso, mediante suas leis de imposto, toma os ganhos de uma pessoa e vira em direção contrária para dá-los para outra pessoa na forma de drogas medicamente receitadas, previdência social, tíquetes de alimento, subsídios a fazendas e auxílios de emergência para companhias aéreas, está utilizando, por força, uma pessoa para servir os propósitos de outra.

A questão moral sobressai com total nitidez quando reconhecemos que os programas de gastos sociais aprovados no Congresso não representam legisladores que utilizam dinheiro do próprio bolso. Além disso, não podemos supor que o dinheiro está vindo do nada. O fato de que o governo não tem recursos próprios nos obriga a reconhecer que o único jeito de o governo dar um único dólar a um cidadão é primeiramente tirando — com intimidações, ameaças e coerção — esse dólar de outro cidadão.

Alguns poderiam responder que tudo isso é resultado do processo democrático e é legal. A questão da legalidade não é o que dirige um povo que possui princípios morais. Há muitas coisas neste mundo que já foram, ou ainda são, legais, porém são claramente imorais. A escravidão era legal. Mas só por que a lei permitia, então a escravidão era moralmente certa? O apartheid da África do Sul, a perseguição nazista aos judeus e as matanças ordenadas por Stálin e Mao Tse Tung eram legais, mas só por isso eram moralmente certas?

Será que, moralmente, dá para defender a tomada da propriedade que um cidadão possui por justo direito e dá-la a outro a quem não pertence? É por isso que o socialismo é diabólico: utiliza meios diabólicos (coerção) para realizar o que é considerado como bom propósito (ajudar as pessoas). Podemos também notar o fato de que um ato que é inerentemente diabólico não se torna moralmente certo só porque o consenso da maioria o aprova.

Os argumentos contra esse tipo de roubo legalizado são interpretados como se fossem argumentos contra a assistência às pessoas em necessidade. A caridade é um instinto nobre, porém o roubo — legal ou ilegal — é desprezível. Ou, para explicar de outro modo: É um ato nobre e digno de elogio quando alguém utiliza seu próprio dinheiro para ajudar outra pessoa. Contudo, pegar o dinheiro dos outros para ajudar as pessoas é algo desprezível e digno de condenação.

Para nós que somos cristãos, deve-se ver como pecado a atitude do socialismo e dos governos que acham que devem ajudar os outros tomando, através da cobrança de impostos, o dinheiro das pessoas.

Quando Deus deu a Moisés o mandamento “Não furtarás”, tenho certeza de que Ele não quis dizer que tu não deves furtar, a menos que haja o voto da maioria. E tenho certeza de que se você perguntasse a Deus se é certo receber uma propriedade roubada, Ele também consideraria isso pecado.

Dr. Walter E. Williams é um americano negro, professor de economia na Universidade George Mason em Fairfax, Va, EUA.

Traduzido e adaptado, com a devida permissão do autor, por Julio Severo: www.juliosevero.com.br

Fonte: http://www.wnd.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=39677


# posted by Julio Severo : 2:51 PM
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Cogito, ergo sun



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MensagemAssunto: Re: Ronaldo (di)vagando ...   Qua Abr 23, 2008 11:50 am

Sabe que sobre o assunto também há coisas bem escritas. Merdas destas nem merecem comentários.
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MensagemAssunto: O ABORTO NO BRASIL   Qua Abr 23, 2008 11:51 am

518



Quem é a mulher que aborta?

Pela primeira vez, uma pesquisa traça o perfil das brasileiras que recorrem ao aborto. O resultado surpreendente pode ajudar o país a repensar sua postura sobre o assunto

José Antonio Lima
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Ela tem entre 20 e 29 anos, trabalha, é católica, tem um parceiro estável e pelo menos um filho. Esta é a mulher brasileira que faz um aborto. Esse perfil, descoberto por um estudo elaborado pela Universidade de Brasília (UnB) e pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), destruiu o estereótipo de que abortar é um método usado por adolescentes para interromper uma primeira gravidez fruto de uma relação passageira e inconseqüente.

A pesquisa, financiada pelo Ministério da Saúde, mapeou todos os dados sobre o assunto coletados nos últimos 20 anos no Brasil. Os resultados surpreenderam até mesmo os especialistas no tema. “Todos que trabalham com isso acreditavam que sabiam qual era o perfil dessa mulher”, afirma Debora Diniz, antropóloga, professora da UnB e uma das coordenadoras do estudo Aborto e Saúde Pública.

Compilados a partir de mais de duas mil fontes, os dados mostraram uma realidade absolutamente diferente da usada no debate sobre o tema, seja por quem é contrário à pratica, seja por quem a defende. Os abortos de adolescentes representam menos de 10% do total e, desses, quase 80% são feitos por meninas entre 17 aos 19 anos. A faixa que concentra o maior número de abortos é entre 20 e 29 anos.

Entre essas mulheres, mais de 70% têm um relacionamento considerado estável ou seguro, o que afasta a hipótese de que elas recorrem ao aborto para não viver, sozinhas, o drama de uma gravidez indesejada. A questão principal para a mulher, segundo os pesquisadores da UnB e da Uerj, é lidar com um filho não planejado.

Mais de 70% das mulheres que abortam já têm um filho, o que leva a crer que o aborto é usado como forma de planejamento reprodutivo quando os métodos contraceptivos falham ou são usados de forma inadequada.

Debate
Para Debora Diniz, a descoberta do perfil da mulher que aborta pode renovar o debate sobre o tema no país, que é caracterizado pela polarização entre os radicalmente favoráveis e desfavoráveis à prática. Em abril de 2007, por exemplo, durante a visita do papa Bento 16, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse ser favorável à legalização do aborto e virou alvo de inúmeros protestos, especialmente de grupos religiosos.

“Nossa maior expectativa é dar alguma dose de racionalidade ao debate e o principal instrumento de racionalidade em um debate público é a ciência”, diz Debora.

Lacunas
Além de elucidar algumas concepções, o levantamento mostra a falta de estudos sobre uma série de aspectos sobre o aborto. “O que mais surpreendeu foi descobrir o que não sabemos”, diz Debora. Entre as mais de duas mil pesquisas analisadas, não havia nada sobre temas como a relação do aborto com a aids, a realização de aborto em clínicas particulares e nem sobre as práticas das mulheres indígenas ou da zona rural.

Também não há parâmetros para identificar qual é o impacto dos indicadores sociais e das desigualdades regionais na decisão da mulher. “Não temos nenhum estudo sobre aborto na região norte do país, por exemplo”, afirma a professora da UnB. “Questões como arrependimento, com as mulheres se suicidam após o aborto, sequer existem na agenda científica brasileira”, diz.

Pesquisa
De acordo com Debora, o problema da falta de dados passa pelo fato de o aborto ser um crime no Brasil, com pena de um a quatro anos. Apenas em caso de estupro ou de risco para a mãe a técnica é legal. Nesse contexto, fica difícil pesquisar, pois implica riscos tanto para os entrevistadores quanto para os participantes.

Ela defende que, como em países como Canadá e Estados Unidos, seja criado um certificado de confidencialidade para os pesquisadores. “Estudar aborto no Brasil é uma tarefa hercúlea. Estamos pesquisando um crime, do qual as mulheres não querem falar”, lamenta.
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MensagemAssunto: Re: Ronaldo (di)vagando ...   Qua Abr 23, 2008 11:52 am

Cogito, ergo sun escreveu:
Sabe que sobre o assunto também há coisas bem escritas. Merdas destas nem merecem comentários.


Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing . tao previsivel!!!!
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Cogito, ergo sun



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MensagemAssunto: Re: Ronaldo (di)vagando ...   Qua Abr 23, 2008 11:55 am

RONALDO ALMEIDA escreveu:
Cogito, ergo sun escreveu:
Sabe que sobre o assunto também há coisas bem escritas. Merdas destas nem merecem comentários.


Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing . tao previsivel!!!!


Obrigado. Marca de qualidade. O Roll-Royce também é previsível. Isso que nos impigiu não tem representação prática nem teórica. São conceitos de um preto, complexado, que se pretende impor pela asneira ligada á cor da pele.
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MensagemAssunto: o socialist arrependido   Qua Abr 23, 2008 11:57 am

O CARVALHADAS
- Underground de reflexões sobre tudo e nada -
Domingo, Fevereiro 17, 2008
Onde é que estavas no 25 de Abril?
Não é que goste do homem, mas a noite está chuvosa e o dia preocupante, pelo menos para mim, não me refiro ao Kosovo, mas tive que ver as amarrações do barco e se querem saber aquilo está um caos. As ilhas dos meus sonhos de menino estão a desaparecer.
A Barra de S.Luís está diferente como de costume e felizmente desta vez protegeu a ilha da cidade de Santa Maria. Até o Levante já dura o que Deus quer e Deus não é para aqui chamado.
Depois dos desastres de Quarteira e Albufeira e das vergonhas da Quinta do Lago que invadem a parte leste da ilha de Faro é caso para pensar se o Algarve alguma vez foi olhado sem ser por dinheiro.
Pior vi na Póvoa de Varzim, porque o mar não perdoa.
O homem de que falo é B.B., escreve bem, o tema é apenas isso. Não sei se a rábula tem a ver com ele penso que sim.


"Vai por aí algum alvoroço com as declarações de Manuel Alegre sobre as derivas do PS.
O PS já nasceu com derivas: basta atentar nos seus fundadores. Provinham, quase todos, do antifascismo, mas ética e ideologicamente eram diferentes.
De católicos "progressistas" a ex-comunistas, até republicanos de traça jacobina, o PS foi, quase, um trâmite freudiano de adolescentes contra os pais. O que os impediu de compreender as mitologias da social-democracia, esta mesma diversamente interpretada e opostamente aplicada nos países escandinavos.
Provinham de uma leitura catequista do marxismo, caldeada na experiência da República de Weimar.
Quando, no PREC, se gritava: "Partido Socialista, partido marxista!" - a exclamação estava a mais.
A interrogação seria mais apropriada.
O estribilho ficou mudo, quando Willy Brandt mandou dizer que as estentóricas frases eram estranhas à teologia do "socialismo democrático".
Por essa época, Manuel Alegre, numa entrevista que lhe fiz, disse, dramático, que "a social-democracia era a grande gestora do capitalismo".
Goste-se ou não dele, a verdade é que nunca foi ambidextro na forma de protestar.
Na realidade, há muitíssimo poucos socialistas no PS; no Governo, parece-me que nenhum. Observo aquelas figuras, marcadas por uma espécie de misticismo barroco, e pergunto-me: que tem feito pelo País esta gente de manejos burocráticos e de cerviz dobrada ante o Príncipe? Nada. Pior: tem cometido o mais condenável de todos os crimes - o socialicídio.
Não é de agora, o delito.
Com José Sócrates, socialista de ocasião, propagandeou-se a "esquerda moderna" como justificação de todas as malfeitorias ideológicas, sociais, morais e éticas. Mas ele resulta de uma génese política malformada.
As "tendências" no PS, desenvolvem-se, exclusivamente, com palavras e frases protocolares. E os poucos que pertencem a uma genealogia oposta são marginalizados ou tidos como anacronismos.
Há, nesta gente, falta de garra, de honra, de competência, de credibilidade, de integridade, de vergonha.
Trabalhadores precários: 1 700 000. População empregada: 5,2 milhões de pessoas. Desempregada: cerca de meio milhão. Dois milhões de portugueses na faixa da pobreza. São conhecidos os vencimentos escandalosos, as mordomias, as pensões de reforma não apenas no "privado" como no "público". O regabofe na sociedade portuguesa é mais do que revoltante.
O PS é uma desgraça. O Governo "socialista" uma miséria. E ambos têm de saciar imensos e sôfregos apetites.
Manuel Alegre repetiu o que se sabe - e que só o não sabe quem o não quer saber.
Afinal, pouco se ambiciona do PS: apenas um bocadinho de socialismo."
Artigo de Baptista Bastos, penso que com "p".
Pode não se gostar, mas é como de costume um bom artigo, sobre o conteúdo é como os doces...
Fiquem bem e não amuem como o vinho quando está calor e ele tem de ferver.
posted by Toupeira at 22:18

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MensagemAssunto: SOCIALISMO E A MENTIRA   Qua Abr 23, 2008 1:00 pm

A inversão revolucionária

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 29 de outubro 2007



Recentemente, o deputado democrata Harry Reid, na ânsia de atribuir crimes hediondos às tropas americanas sediadas no Iraque, levou à Câmara, com grande estardalhaço de mídia, o depoimento horripilante de um ex-soldado que, segundo se descobriu depois, jamais estivera no Iraque nem era portanto testemunha do que quer que fosse.

Como o radialista Rush Limbaugh denunciasse o fato no seu talk show de 38 milhões de ouvintes, acusando Reid de jogar a opinião pública contra as Forças Armadas mediante depoimentos de “phony soldiers” (falsos soldados), o deputado apresentou à mesa da Câmara um enfezadíssimo requerimento exigindo que Limbaugh pedisse desculpas por “ofender as tropas americanas”.

Reid é um malandrão, metido em negócios imobiliários cabeludos, mas não, o episódio não se explica pela simples mendacidade. O uso normal da mentira na política ou no comércio é sempre limitado pelo senso da verossimilhança. Quando um sujeito sai ostensivamente acusando os outros daquilo que todo mundo sabe que ele próprio fez, ele não está propriamente querendo enganar as pessoas, nem enganar a si próprio: está querendo que a mentira seja aceita como verdade precisamente por ser mentira e por ser conhecida como tal ; está querendo inverter o quadro mesmo de referências e fazer com que a inteligência humana se prosterne conscientemente ante a mentira, investida enfim do prestígio paradoxal e mágico de uma forma superior de veracidade.

Reid está fazendo, no fundo, precisamente o mesmo que aquele palhaço maoísta fez ao me acusar de calúnia por lhe imputar a autoria de um crime que ele próprio se gabava de ter-lhe rendido uma condenação na Justiça. Está fazendo o mesmo que o dr. Emir Sader faz ao produzir com dinheiro público um “Dicionário Crítico do Pensamento da Direita” que omite sistematicamente toda menção aos mais célebres pensadores de direita, cuja leitura poderia corromper as mentes virginais dos jovens esquerdistas. Está fazendo o mesmo que a intelectualidade esquerdista em peso faz ao fomentar o banditismo e depois imputar suas culpas à “sociedade de classes”. Está praticando, em suma, a inversão revolucionária da realidade.

“Revolução” significa precisamente um giro, uma inversão de posições. O tema do “mundo às avessas”, que invadiu o teatro e as artes plásticas na entrada da modernidade, impregnou-se tão profundamente na mentalidade revolucionária que acabou por se tornar um reflexo inconsciente, consagrando-se por fim como o método de pensamento essencial – e na verdade único – da intelectualidade ativista e dos políticos de esquerda. Não é de espantar, pois, que aqueles que se deixam seduzir em mais ou em menos pela idéia revolucionária, nem sempre sendo capazes de virar o mundo de pernas para o ar como desejariam, façam ao menos a revolução nas suas próprias cabeças, invertendo as relações lógicas de sujeito e objeto, de afirmação e negação, de anterioridade e posterioridade, e assim por diante, enxergando portanto tudo às avessas e só admitindo como verdade o contrário do que os fatos dizem e os documentos atestam.

A justificativa moral que têm para isso é sublime. Bertolt Brecht resumiu-a assim: “Mentir em prol da verdade.” O pressuposto filosófico da fórmula, incompreensível a quem desconheça as sutilezas do marxismo, é que o socialismo é a essência oculta do processo histórico, a finalidade secreta a que tendem inconscientemente todos os atos humanos. Se, mentindo, você apressa o advento do socialismo, está ajudando a revelar a verdade. Se, ao contrário, você se apega à realidade dos fatos para argumentar contra o socialismo, está atrapalhando a revelação e servindo portanto ao reino da mentira.

Notem como isso inverte, de um só golpe, a relação lógica não só entre o falso e o verdadeiro, mas entre o conhecido e o desconhecido. Para a mentalidade humana normal, o passado pode ser conhecido mediante documentos e testemunhos, mas o futuro só pode ser conjeturado. Para o revolucionário, o futuro é a única certeza: o passado pode ser modificado à vontade conforme os interesses superiores da revolução a cada momento. Quando a Enclopédia Soviética apagava das fotos históricas os personagens que iam se tornando politicamente inconvenientes, ou quando os nossos bravos esquerdistas alegam cinicamente como prova do envolvimento americano na preparação do golpe de 31 de março de 1964 justamente os documentos que mostram que os americanos só se meteram no assunto depois do golpe eclodido (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/061123jb.html ), estão fazendo exatamente o mesmo que Harry Reid: invertendo o passado para amoldá-lo ao futuro desejado.

Embutida no cerne mesmo da doutrinação socialista, essa regra confere aos militantes – e, por tabela, aos companheiros de viagem – não só o direito, mas o dever estrito de mentir. Não de mentir aqui ou ali, em detalhes que possam se encaixar mais ou menos no quadro geral da verdade, mas de mentir sempre, mentir em profundidade, mentir de alto a baixo, com obstinação e audácia, até que aqueles que conhecem a verdade percam de vez todo desejo de contrapô-la à tremenda, à avassaladora autoridade moral da mentira.

Quem não compreenda esse traço da mentalidade revolucionária está totalmente desaparelhado para enfrentá-la seja no terreno intelectual, seja na política prática.

Não é preciso dizer que a mentira material, a inversão dos fatos, é só a aplicação mais grossa e visível da regra. Com base no mesmo princípio essencial, a arte da influência revolucionária produziu uma tal pletora de estratagemas, que seu repertório de trapaças já não pode ser abarcado pelos estudos usuais sobre argumentação sofística.

Só para dar um exemplo: o mais elementar e notório dos sofismas é a “petição de princípio” ( petitio principii ). Consiste em tomar como premissa probante, dada como verdadeira a priori , a afirmação mesma que se pretende demonstrar. É um truque tão besta que até crianças o reconhecerão à primeira vista, se você lhes ensinar as regras da demonstração válida. Mas a retórica revolucionária descobriu que a inviabilidade lógica de um argumento não o torna necessariamente ineficaz do ponto de vista psicológico. As petições de princípio, em especial, têm uma força persuasiva tremenda, que contrasta de maneira patética com a sua impotência lógica. Repetidas um certo número de vezes, elas podem gradativamente inocular no leitor ou ouvinte a convicção semiconsciente ou implícita (e por isto mesmo tanto mais forte) de que a afirmação duvidosa ou falsa não é duvidosa nem falsa de maneira alguma, é antes líquida, certa e universalmente aprovada. Isso acontece por simples efeito acumulativo. Toda e qualquer demonstração vai do certo para o duvidoso, subentendendo que o primeiro é admitido pelo ouvinte tanto quanto pelo falante e está, por isso mesmo, fora de discussão. Quando você coloca o duvidoso no lugar do certo, seu interlocutor terá de admiti-lo como certo, mesmo persuadido de que é falso, para poder completar o raciocínio. Ou seja: você induz o sujeito a pensar contra suas próprias convicções. Para o interlocutor adestrado no exame dialético das contradições, essa concessão é banal, mas no ouvinte desavisado ela pode ter um efeito psicológico profundo. Forçado a repeti-la determinado número de vezes, ele entra em estado de dissonância cognitiva , não distinguindo mais entre o crer e o mero pensar, e então está pronto para admitir como substantivamente certa, ao menos de maneira implícita, a afirmação que tinha sido tomada como tal apenas para fins provisórios de raciocínio. Pesquisas psicológicas já velhas de três décadas (mas ainda totalmente desconhecidas do público brasileiro em geral) demonstram que, em oitenta por cento dos casos, é fácil obter uma mudança de convicções mediante esse truque simples e barbaramente desonesto, conhecido entre os técnicos sob o nome de door-in-the-face , “bater a porta na cara” (v. R. B. Cialdini et al ., “Reciprocal concessions procedure for inducing compliance: the door-in-the face technique”, em Journal of Personality and Social Psychology , vol. 31, no. 2, pp. 206-215, 1975).

Em artigos vindouros darei amostras da aplicação diária e persistente dessa técnica pelos cultores do “mundo às avessas”.









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MensagemAssunto: SOCIALISMO E UMA DROGA   Qua Abr 23, 2008 1:10 pm

Pedro Carleial, o Capitalista - Publicado em 19.02.2008



Uma sociedade em que o ideário e a política socialista predominam é como um viciado, e o Socialismo é sua droga. Ambos se tornam dependentes de algo que os destrói.

A droga causa dois tipos de dependência. Dependência física é a incapacidade de o corpo funcionar normalmente sem a droga, dependência psicológica se manifesta como ansiedade e desconforto quando não se está sob o efeito da droga ou ela não está disponível.

Dependência física
Sob o Socialismo, o paralelo da dependência física é a dependência material. O Socialismo promove o crescimento contínuo do número de pessoas que dependem do governo e de sua política de redistribuição de riqueza para prover suas necessidades básicas.

A droga gera dependência física substituindo a química normal do sistema nervoso ou alterando seu funcionamento. Da mesma forma, o Socialismo cria dependentes substituindo a estrutura de incentivos de uma sociedade.

Onde antes a riqueza era resultado do trabalho, ela passa a ser resultado do arbítrio governamental. Trabalhar para produzir riqueza é substituído por fazer política para conseguir riqueza. Por receber riqueza diretamente do governo, e sem esforço, o indivíduo se torna intolerante ao meio normal de enriquecer: o trabalho.

Por ser estimulado diretamente pela droga, o mecanismo de recompensa do viciado se torna insensível aos prazeres normais, como comida e sexo. Da mesma forma, por ter suas necessidades saciadas pelo governo, o indivíduo perde o senso de responsabilidade individual – a percepção de que ele próprio é quem deve resolver seus problemas.

Tolerância
Outra característica dos quadros de dependência é o desenvolvimento de tolerância. O corpo se adapta à presença da droga de modo que doses cada vez maiores são necessárias para obter o mesmo efeito.

O mesmo ocorre com a política Socialista. Para cada “benefício” concedido pelo governo, há alguém pagando a conta. Pela ameaça física o indivíduo é forçado a abrir mão de sua riqueza em favor de outros, contra sua vontade.

Nenhum indivíduo, mesmo o caridoso que troca voluntariamente o resultado de seu trabalho produtivo por satisfação pessoal, se esforça a troco de nada. Aqueles que são forçados a pagar a conta do Socialismo se adaptam a cada nova política de expropriação. Logo a redistribuição se torna ineficaz e uma nova política mais intervencionista se torna necessária para obter o mesmo efeito.

Imagine que um governo obrigue os empregadores a continuar a pagar por meses o salário de toda mulher que se ausente para ter um filho. Os empregadores se adaptam pagando menos às mulheres em geral – para compensar este risco.

Torna-se necessário proibir o pagamento de salários diferentes para homens e mulheres, do contrário não se consegue mais o efeito desejado. Mas os empregadores se adaptam novamente, preferindo contratar homens. Já que é obrigado a pagar o mesmo preço, o empregador prefere o empregado que não pode ficar meses fora, recebendo.

Torna-se necessário proibir a preferência por contratação de homens. Mas isto ainda não resolve o problema. Através de artifícios como benefícios não monetários pode-se continuar pagando mais a homens. Outros artifícios permitem evitar a contratação de mulheres. Mais leis, mais controles e mais policiamento são necessários para obter o efeito desejado.

Privilegiar uns à custa de outros sempre cria uma necessidade constante de endurecimento das leis – pois quem paga a conta contra sua vontade sempre se esforça para se livrar de suas correntes.

Dependência psicológica
Nas sociedades democráticas, o paralelo da dependência psicológica no Socialismo é o populismo, uma “dependência política”. Por criar uma legião de dependentes materiais, o Socialismo elimina do debate político qualquer proposta política contrária.

O Bolsa-Família é um excelente exemplo. Um quarto de toda a população brasileira pertence a famílias que recebem dinheiro deste programa - um candidato que se oponha a ele terá grande dificuldade em se eleger.

Também é característico da dependência psicológica a supressão das inibições do viciado na busca pela droga. Isto se reflete em um comportamento descontrolado e amoral. Conseguir a droga está acima de qualquer inibição – vergonha, nojo, respeito à vida e à propriedade alheia, nada disso impedirá o viciado de conseguir a droga.

Da mesma forma, sob o Socialismo há uma supressão de todas as inibições na busca pela benesse governamental. As inúmeras denúncias e casos constatados de fraude em todos os chamados "programas sociais" ilustram este fato. Casos de empresários que corrompem governantes para obter benefícios são outro exemplo.

Autodestruição
A droga destrói no viciado aquilo que existe de mais importante, o que o define como um indivíduo: sua vontade. Em quadros severos de dependência química, a pessoa pode se tornar praticamente um zumbi: a busca da droga se torna seu único propósito, a vida é esquecida.

O Socialismo faz o mesmo na sociedade. Para que o governo dê algo a um é preciso primeiro que tire de outro. Ao violar os direitos à vida, à propriedade e à liberdade das pessoas, o governo destrói sua vontade de agir produtivamente. Em quadros severos de socialismo, tomar a riqueza dos outros se torna o único propósito, produzir riqueza é esquecido. O atraso econômico das nações que implantaram o socialismo, inclusive o Brasil, é evidência deste fato.

Abstinência
Quando um viciado fica sem a droga, desenvolve-se um quadro conhecido como síndrome de abstinência. Trata-se dos efeitos físicos e psicológicos da remoção da droga de seu organismo. A abstinência é dolorosa e desesperadora. É só depois de passar por este período de sofrimento que os mecanismos normais do organismo e da mente se restabelecem.

Eliminar o socialismo em uma sociedade apresenta o mesmo fenômeno. Os dependentes materiais se vêem obrigados a trabalhar para obter aquilo que antes recebiam de graça. Muitos podem ver não atendidas suas necessidades básicas, antes saciadas pelo esforço alheio.

A libertação dos indivíduos que pagavam a conta, em tempo, leva à proliferação de oportunidades e à prosperidade generalizada, embora não igualitária. Este é o mecanismo normal de progresso humano: o Capitalismo. Mas chegar até este ponto requer vencer a abstinência.

Terapia
Na recuperação de uma nação socialista, assim como na recuperação de drogados, o primeiro passo é reconhecer que há um problema. No Brasil ainda há poucas vozes altas e claras dizendo que roubar de um para dar a outro é imoral. Os direitos individuais não são vistos como algo inalienável.

Os poucos defensores da liberdade econômica são blogueiros e colunistas como Reinaldo Azevedo e articulistas como Rodrigo Constantino e o empresário João Luiz Mauad. A recente revolta popular contra a CPMF mostra que estas poucas vozes encontram coro na sociedade, o partido Democratas parece estar se movendo na direção de defender estes princípios.
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MensagemAssunto: Re: Ronaldo (di)vagando ...   Qua Abr 23, 2008 1:38 pm

Socialismo e Comunismo, FOI UMA desgraca QUE DESTRUIO 20 anos de progresso de Portugal!!!
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MensagemAssunto: Re: Ronaldo (di)vagando ...   Qua Abr 23, 2008 1:39 pm

DE PRETO E COMPLEXOS , nao e a minha especialidade. E A SUA!!!


Não sei qual ou quais as especialidades do membro Cogito, mas de ora avante este tipo de palavreado será colocado na sua "secção" pessoal!

Ou apagado, caso os visados manifestarem qualquer tipo de incomodo com as suas palavras!

Com os melhores cumprimentos,

A Administração

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MensagemAssunto: O esforço do Senhor Ronaldo   Qua Abr 23, 2008 2:48 pm

Não quero ser deselegante. Confesso que tenho apreciado o esforço do Senhor Ronaldo em sair daquelas suas 12 frases (seriam tantas?) e 18 vocábulos que desde há meia-dúzia de anos repetia até á exaustão. Então procurou tudo o que fosse blog nazi para retirar post's. Tão maus e sem sentido que nem mereceram comentários. A sua confusão mental entre stalinismo e socialismo ou social-democracia é, usando uma palavra tão do seu agrado, patética. Mude de consultor, Senhor Ronaldo. Mesmo dizendo mal há muito melhor e mais consistente. Mas não desista....
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MensagemAssunto: Re: Ronaldo (di)vagando ...   Qua Abr 23, 2008 3:47 pm

RONALDO ALMEIDA escreveu:
DE PRETO E COMPLEXOS , nao e a minha especialidade. E A SUA!!!



Não sei qual ou quais as especialidades do membro Cogito, mas de ora avante este tipo de palavreado será colocado na sua "secção" pessoal!

Ou apagado, caso os visados manifestarem qualquer tipo de incomodo com as suas palavras!

Com os melhores cumprimentos,

A Administração



Não vamos voltar ao tema. Estou farto. O Senhor Ronaldo já mostrou á exaustão as suas ideias. Os insultos e catalogação de crioulos comparando com a sua pele branca como leite (que nojo) e outros mimos a quem lá tenha nascido ainda perduram na memória dos presentes. Por mim é assunto encerrado.

O que eu quiz dizer sobre um texto escrito por um vendido, Walter E. Williams, que sempre pretendeu destacar-se da sua comunidade pelas ideias de extrema direita que contraria a tendência natural dos africanos, é que o racismo muitas vezes tem dois sentidos. E só recordo como exemplo que quem alimentava o fornecimento de escravos durante a escravatura eram negros. Que vendiam os inimigos ou vizinhos indesejáveis. Eram Walter E. Williams's da época.
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MensagemAssunto: Re: Ronaldo (di)vagando ...   Qua Abr 23, 2008 11:41 pm

Laughing Laughing FALAR MAL do SOCIALISMO e ser NAZI? Laughing Laughing Laughing

ENTAO SOMOS TODOS nazis, MENOs OS socialistas!!! Eu nao gosr\to do SOCIALISMO e garanto a quem quiser saber, QUE NAO SOU, nem NAZI, NEM COMUNISTA!!!! nEM racista. jAMAIS O FUI OU SEREI!!!
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MensagemAssunto: Re: Ronaldo (di)vagando ...   Qua Abr 23, 2008 11:49 pm

O SR. cogito ergo sum, (ronhas,raguiar) vem-me perseguindo INSULTANDO E PROVOCANDO TEM ANOS!!! Insiste que sou RACISTA, NAZI, do=no de CASA DE PUTAS!!! Provoca-me em todos os meus comentarios ou artigos publicados de outros!!! que posso fazer!!! NAO SOU NAZI, NAO TENHO CASA DE PUTAS E JAMAIS FUI RACISTA!!! Nos USA os NEGROS tanbem acusam os outros de racistas quando eles sao os que teem COMPLEXOS e veem RACISMO EM TUDO!!!nad aposso fazer!!! JA NEM LIGO!!!
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MensagemAssunto: PRAIA DA COSTA BRASIL   Ter Abr 29, 2008 12:45 pm

Que saudades!!!! Tenho varios apartamentos frente a praia!!! Desde 1989!!

http://video.aol.com/video-detail/parapente-no-morro-do-moreno/477699629
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Vitor mango

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MensagemAssunto: Re: Ronaldo (di)vagando ...   Ter Abr 29, 2008 12:54 pm

RONALDO ALMEIDA escreveu:
Que saudades!!!! Tenho varios apartamentos frente a praia!!! Desde 1989!!

http://video.aol.com/video-detail/parapente-no-morro-do-moreno/477699629

isto fica ONDEEEEEEEEEE ?????
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MensagemAssunto: Re: Ronaldo (di)vagando ...   Ter Abr 29, 2008 1:17 pm

Vitor mango escreveu:
RONALDO ALMEIDA escreveu:
Que saudades!!!! Tenho varios apartamentos frente a praia!!! Desde 1989!!

http://video.aol.com/video-detail/parapente-no-morro-do-moreno/477699629

isto fica ONDEEEEEEEEEE ?????

ESPIRITO SANTO !! VILA VELHA, VITORIA!!!

50 KM de GUARAPARI, onde tenho a casa de praia!!!
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MensagemAssunto: ganda zeca pagodinho!!!!   Sex Maio 02, 2008 1:39 pm

http://www.youtube.com/watch?v=6DjonXmyTns&feature=related
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MensagemAssunto: Re: Ronaldo (di)vagando ...   

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