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Ayro raramente era visto em público e não dava entrevistas.
As autoridades americanas confirmaram que o líder de uma facção militar na Somália de uma organização insurgente islamita foi morto num raide aéreo nocturno.
O grupo teve um papel preponderante na insurgência contra o governo de transição somali e os seus aliados etíopes.
Fontes somalis dizem que o ataque matou Aden Hashi Ayro, um alto comandante do grupo insurgente islamita Al-Shabaab.
Pelo menos outras dez pessoas perderam a vida, incluindo outro líder da milícia, quando os mísseis atingiram a casa no centro da Somália.
Um porta-voz do exército norte-americano disse à BBC que foi atingido um alvo da Al-Qaeda, mas recusou-se a dar mais detalhes.
"Os Estados Unidos conduziram um ataque contra um conhecido alvo da al-Qaeda no dia 1 de Maio.”
“Obviamente que os Estados Unidos estão empenhados na guerra global ao terrorismo e na perseguição aos terroristas onde quer que eles estejam”, disse o porta-voz do comando militar norte-americano.
Ligações com Al-Qaeda
A organização Al-Shabab considerada um grupo terrorista pelos Estados Unidos, é a facção militar do movimento dos tribunais islâmicos que controlava Mogadíscio, até que em 2006 o regime foi derrubado pelas tropas etíopes.
Islamitas na Somália
Aumentaram os combates entre islamitas e governo interino nos últimos meses
Mas muitos analistas consideram que esta ligação é difícil de estabelecer, como o Professor João Manuel Ramos, coordenador do Projecto de Monitorização de Conflitos no Corno de África no ISCTE em Portugal.
“É verdade que existem ligações mas são indirectas. Ao fim ao cabo americanos e etíopes estão a lançar mais achas para a fogueira e não estão a contribuir para a solução da crise”.
“Estes ataques colocam em cheque o próprio governo etíope, porque faz um jogo de favor com os americanos e coloca-se numa posição de fragilidade, porque nem somalis nem etíopes concordam com a presença dos seus militares na Somália”, concluiu em declarações à BBC Para África.
Desde então o grupo reorganizou-se e controla actualmente larga parte do sul e do centro da Somália.
Vingança
Um porta-voz da milícia Al-Shabaab disse à BBC que os ataques vão ser vingados.
"Este incidente vai causar inúmeros problemas aos interesses norte-americanos na região e aos governos que apoiam os Estados Unidos. Quem financia o governo etíope vai passar um mau bocado.”
“Quero avisar os cidadãos norte-americanos e os seus aliados que não estão seguros nesta área."
Os líderes da milícia somali Al-Shabaab dizem que são um movimento puramente somali e negam qualquer envolvimento com organizações terroristas.
Eles têm estado envolvidos desde 2007 numa guerrilha de insurgência contra o governo e os seus aliados etíopes.
Recentemente eles capturaram várias cidades no centro e sul da Somália antes de retirarem. .
Nos últimos meses, os Estados Unidos lançaram vários ataques aéreos contra suspeitos islamitas extremistas.