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 Uma morte anunciada-As novas tecnologias ditaram o fim inevitável das cablagens automóveis

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Lech Walesa

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Mensagens : 452
Data de inscrição : 30/01/2008

MensagemAssunto: Uma morte anunciada-As novas tecnologias ditaram o fim inevitável das cablagens automóveis   Sab Abr 12, 2008 9:39 am

Uma morte anunciada

As novas tecnologias ditaram o fim inevitável das cablagens automóveis
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Em Ponte de Sor, a fábrica da Delphi vai encerrar no primeiro trimestre de 2009 FOTO ALBERTO FRIAS


A mudança de paradigma tecnológico na indústria automóvel, com a introdução crescente de aplicações electrónicas nos veículos, aliada a uma maior integração e miniaturização dos componentes (nanotecnologias), tornou obsoletas as cablagens. Um dos principais sub-sectores da indústria nacional de componentes para automóveis (26,3% das empresas) vê, assim, ameaçada a sua sobrevivência a curto e médio prazo. Os despedimentos anunciados na semana passada na Yasaki Saltano e o encerramento de mais uma unidade da Delphi são a consequência directa da diminuição de encomendas por parte dos grandes construtores de automóveis, empenhados em reduzir custos e em melhorar a eficiência das suas linhas de produção.

Num automóvel de nova geração, uma perfeita integração de componentes torna desnecessárias as cablagens e pode levar à reformulação e alteração de mais de um terço das peças do veículo. Por exemplo, com o pedal electrónico do acelerador («drive-by-wire»), os movimentos do pedal são detectados por um sensor e transmitidos a um pequeno motor eléctrico que actua sobre as borboletas de admissão. Uma das vantagens desta tecnologia reside numa resposta mais precisa do movimento do pedal, transições mais suaves do fluxo de potência e uma maior fiabilidade.

Além dos cabos de acelerador e embraiagem, a tecnologia que substitui os tradicionais sistemas de controlo mecânico e hidráulico vai eliminar progressivamente componentes como a coluna de direcção, os veios intermédios da transmissão, as mangueiras e as bombas de fluidos. Os carros do futuro tenderão a ser controlados por botões, «joysticks», sensores, sistemas de rádio-frequência (RFID) e visão artificial - e até pela voz.

Os primeiros sinais começaram a fazer-se sentir no início da década, com a perda da vantagem competitiva de Portugal em matéria de mão-de-obra intensiva, face às economias emergentes no Leste da Europa. “Cablagens, assentos e alguma electrónica não têm qualquer hipótese de futuro, pois Portugal não pode concorrer em termos de custos de mão-de-obra com países como a Roménia, a Eslováquia ou mesmo com os países do Magrebe, nomeadamente Marrocos e Tunísia”, alertava, há dois anos, Jorge Cardoso, antigo director-geral da Delphi (que já empregou perto de 7000 pessoas, em seis fábricas e dois centros de engenharia localizados em Portugal), ao explicar o encerramento ou corte de produção nas fábricas da Lear (fechou fábricas em Valongo e Póvoa de Lanhoso, despedindo 800 operários), Alcoa Fujikura (deslocalizou para a Hungria 480 postos de trabalho), Johnson Controls (lançou no desemprego 875 trabalhadores, em Portalegre e Nelas) e Yasaki Saltano (que já deu emprego a mais de 3000 pessoas, em Gaia e Ovar).

http://clix.semanal.expresso.pt/2caderno/economia/artigo.asp?edition=1850&articleid=ES287416
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