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 O Prémio Príncipe de Astúrias

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ypsi



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MensagemAssunto: O Prémio Príncipe de Astúrias   Sab Out 27, 2007 10:01 am

Na entrega dos prémios Príncipe de Astúrias

Museu do Holocausto foi o mais aplaudido


A cerimónia oficial foi marcada pelo discurso do escritor Amos Oz sobre o conflito entre Israel e a Palestina.

Al Gore fez um breve improviso, em que lembrou que a vontade política "é um recurso renovável".

O melhor discurso da noite de entrega dos prémios Príncipe de Astúrias pertenceu ao escritor israelita Amos Oz.

Com o título de "A mulher da janela", o texto, de apenas uma página e meia, foi lido em hebraico, "o idioma da Bíblia", como frisou Oz, que recebeu o prémio das Letras e foi o único laureado que dispensou a gravata.

Um texto de antologia, em que o escritor aproveitou para desafiar a Europa.

"Os judeus e os árabes têm algo em comum: ambos sofreram no passado sob a pesada e violenta mão da Europa". Esta realidade histórica "impõe à Europa uma especial responsabilidade na solução do conflito entre árabes e israelitas: em lugar de levantar um dedo acusador para uma ou outra das partes, os europeus deveriam mostrar afecto e compreensão e prestar ajuda a ambos. A Europa não tem que escolher entre ser pró-israelitas ou pró-palestinianos. Deve estar é a favor da paz".


Al Gore, o principal laureado da edição deste ano, com o prémio de cooperação internacional, dissertou sobre o tema da verdade. Foi um curso improviso, muito semelhante no conteúdo às suas famosas conferências sobre o aquecimento global.

Citou Ghandi: "A força mais poderosa da humanidade é a força da verdade". Referindo-se aos problemas que afectam o planeta e o homem, exortou: "Somos um só povo, vivendo em nações separadas, mas que enfrentamos um futuro comum". Terminou com uma palavra de esperança, lembrando que "a vontade política é um recurso renovável".

A cerimónia decorreu ao princípio da noite de sexta-feira, no Teatro Campoamor, em Oviedo. Presidida pelos príncipes das Astúrias, Felipe e Letizia, esteve igualmente presente a rainha Sofia.

Como é costume, o teatro estava completamente cheio de convidados, enquanto nas imediações se aglomeravam alguns milhares de asturianos, sempre desejosos de ver os "seus" príncipes.

Duas infracções ao protocolo

O protocolo foi extremamente rígido, quase suplantado pelas medidas de segurança. Um protocolo que só foi violado em dois momentos.

O primeiro, aquando da entrega do prémio de investigação científica e técnica a dois biólogos. O cientista inglês Peter Lawrence fez questão não só de saudar o seu colega espanhol Ginés Morata, como de erguer a mão deste, propiciando-lhe uma saudação especial do público.

Com efeito, Morata foi o único espanhol galardoado este ano. O que explica que, aquando da entrada solene dos laureados, tenha recebido uma das maiores ovações da noite, muito superior, por exemplo, à dispensada a Al Gore.

No entanto, se houvesse um instrumento capaz de medir o ritmo e a intensidade dos aplausos, teria sido registado um pico máximo aquando da entrega do Prémio Concórdia ao Yad Vashem, o Museu da Memória do Holocausto.

A numerosa delegação do museu, que incluía uma dezena de sobreviventes do holocausto, agradeceu colectivamente - e esta foi a segundo infracção ao protocolo -, de mãos dadas e ao alto, a que a assistência respondeu de pé, tributando-lhe uma prolongada e emocionada salva de palmas.

Seguiu-se um respeitoso minuto de silêncio, em memória dos mais de seis milhões de judeus vítimas do nazismo.

O segundo lugar num "ranking" dos aplausos foi para o campeoníssimo Michael Schumacher, distinguido com o prémio dos Desportos.

A finalizar a cerimónia, falou o príncipe de Astúrias, na qualidade de anfitrião e responsável máximo pela fundação que, desde 1980, atribui estes prémios, já considerados uma espécie de "Nobel dois".

Do seu longo discurso, foi notória uma referência à polémica aberta pelo périplo espanhol de Al Gore.

Mariano Rajoy, o líder do Partido Popular, tentou desvalorizar a mensagem do norte-americano, recusando-se a aceitar que as mudanças climáticas se transformem "no grande problema mundial". Al Gore preferiu não responder directamente, mas não deixou de lamentar "os cépticos que, em Espanha, afirmam que as mudanças climáticas se inserem num ciclo natural".

O herdeiro da coroa aproveitou a ocasião para intervir, à sua maneira, neste debate, para enfatizar que "a mudança climática é uma das ameaças que os seres humanos devem enfrentar com decisão e urgência".

Expresso (25-10-2007)
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