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 Portugueses tomam suplementos alheios aos riscos para a saúde

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Vitor mango

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MensagemAssunto: Portugueses tomam suplementos alheios aos riscos para a saúde   Dom Abr 13, 2008 3:25 am

Portugueses tomam suplementos alheios aos riscos para a saúde
Leonel de Castro
Produtos naturais não têm efeitos secundários conhecidos, ao contrário dos medicamentos


Cerca de um terço dos portugueses usa medicamentos naturais e o consumo aumenta 30% anualmente, estima um estudo sobre terapias alternativas que alerta para os riscos destes produtos, que motivam milhares de notificações no Mundo.

A informação vem descrita no livro "Terapêuticas alternativas de origem botânica - efeitos adversos e interacções medicamentosas" da autoria do médico do Hospital Garcia de Orta José Barata. "A Organização Mundial de Saúde recebeu cerca de 16 mil notificações de efeitos adversos entre 1968 e 1997 e cerca de cinco mil, nos últimos 15 anos do século passado", refere o estudo do médico do Garcia de Orta, acrescentando que, só num ano (2001), chegaram à Food and Drug Administration 500 registos de situações anormais.

No topo destes produtos vendidos sem qualquer controlo estão os suplementos alimentares para emagrecer que enchem prateleiras nas lojas dietéticas, parafarmácias e farmácias. Estima-se em mais de oito dezenas as marcas de produtos para perder peso, que venderam, no ano passado, cerca de 850 mil unidades.

"As substâncias usadas em terapêuticas de emagrecimento constituem um dos principais factores de risco para efeitos adversos imputáveis a medicamentos não convencionais", refere o primeiro estudo publicado em Portugal sobre estes produtos.

São também de destacar o elevado consumo destas substâncias para tratar as doenças tão variadas como cólicas renais, pedras nos rins ou mesmo doenças malignas. O que a publicidade não refere são os efeitos secundários, mas, segundo o médico, entre os mais registados estão as "hepatites, as doenças cardio-vasculares, as alterações do sistema nervoso e os problemas renais e cutâneos". Ao contrário dos medicamentos tradicionais, os produtos naturais não têm bula, sendo desconhecidos os efeitos secundários. Mas, José Barata não há dúvidas "Se são usados para tratar, são medicamentos. O fabricante é que prefere esconder-se numa lei mais leve e permissiva, chamando-os de suplemento alimentar".

Uma lei que permite que sejam colocados no mercado sem verificar a sua composição, nem garantir a sua qualidade com análises periódicas. Por isso, José Barata defende uma alteração da lei que obrigue esta indústria a "dizer o que [os produtos naturais] têm dentro, para que servem e quais os efeitos secundários"
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